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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Beato Antônio Molle Lazo, jovem leigo e mártir da fé (Guerra Civil Espanhola, 1936).



Antônio Molle Lazo nasceu em Arcos de la Frontera (Cádiz), em 02 de abril de 1915, em uma família de tradição cristã. Estudou no Colégio do Bom Pastor dos Irmãos de La Salle de Jerez de la Frontera. Trabalhou primeiro como aprendiz na estação ferroviária de Jerez, caixeiro em um armazém em seguida e, finalmente, como caixa de bilheteria em um cinema junto com seu pai.

Jovem devotadamente católico, em 1931 se afiliou às Juventudes Tradicionalistas. Ativo propagandista, em maio de 1936 foi detido e passou mês e meio no cárcere.
Ao ser deflagrada a Guerra Civil, se apresentou imediatamente como voluntário junto com seus irmãos ao comandante Arizón, cabeça da sublevação militar em Jerez. Incorporado à Terceira Companhia de Nossa Senhora das Mercês, foi destinado, com outros quinze companheiros e outros quinze guardas civis  a Peñaflor.
Em 10 de agosto, os pelotões decidiram celebrar um funeral pelo general Sanjurjo e as vítimas do 10 de agosto de 1932 no convento das Irmãzinhas da Cruz, porém, foram surpreendidos pelo ataque rápido de um dois mil milicianos republicanos (comunistas), que tentavam conquistar o município.
Durante o pequeno combate que se desenrolou no povoado e quando seus companheiros foram caíram, Molle foi aprisionado ao ficar para trás, na tentativa de ajudar a uma senhora. Desarmado, morreu nas mãos dos milicianos, “brutalmente linchado e selvagemente mutilado”.  Antes de começarem o linchamento, exclamou: “me matareis, porém, Cristo triunfará”! Exalou o último suspiro bradando: “Viva Cristo Rei”!
As circunstâncias nas quais teve lugar sua morte e a violência empregada por seus captores, juntamente com a inteireza com que proclamou sua fé nos últimos instantes, fizeram com que, imediatamente depois de acabada a guerra, se lhe dedicassem duas biografias: “Antonio Molle Lazo: mártir de Deus e da Espanha”, escrita pelo redentorista Ramón Sarabia (Editorial El Perpetuo Socorro, 1940), e “Um mártir de Cristo Rei: Antonio Molle Lazo”, obra do carmelita Hilarión Sánchez Carracedo (1940).



Translado dos restos mortais do
glorioso mártir para Jerez. 



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