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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Venerável Serva de Deus María del Carmen González-Valerio, Criança e Alma Vítima.



Maria del Cármen González-Valerio, a pequena
menina que, por amor, ofereceu sua vida pela
conversão dos pecadores, especialmente, pelos
assassinos de seu pai, entre eles, o ex-presidente
comunista da Espanha. 
A menina María del Carmen González-Valerio, também conhecida como Mari Carmen, tinha apenas nove anos quando morreu. Mas, apesar de sua pouca idade, atualmente é Venerável Serva de Deus. Seu processo de canonização foi aberto em 1996, durante o pontificado de São João Paulo II.

Desde que nasceu, María del Carmen sofreu graves problemas de coração. Era a segunda filha de cinco irmãos. Seu pai morreu durante a perseguição religiosa da Guerra Civil Espanhola, quando ela tinha apenas 6 anos.

Antes de morrer, seu pai pediu a sua mãe que dissesse aos filhos quando estivessem maiores que ele havia lutado e “entregado a sua vida por Deus e pela Espanha, para que fossem educados em uma Espanha católica, onde o crucifixo estivesse presente em todas as escolas”.

A pequena Mari Carmen rezava todos os dias pelos assassinos do seu pai e especialmente pelo presidente da Segunda República espanhola, Manuel Azaña.



Seu pai foi martirizado na Guerra Civil Espanhola. 


A Segunda República é o regime político espanhol a partir de abril de 1931, durante a Guerra Civil (1936-1939) até o fim da mesma. Durante o período de governo de Azaña, a perseguição religiosa foi muito cruel.
Segundo contam os que seguem a causa de beatificação, um dia Mari Carmen estava na Missa e perguntou à sua avó o que significava “entregar-se”, ela respondeu que era “dar-se por inteiro a Deus e pertencer completamente a Ele”.

Pouco depois, a menina adoeceu de escarlatina. A doença foi piorando com o passar do tempo. A pequena não pediu em nenhum momento a Deus para salvar-se, mas repetia “que seja feita a Sua vontade”. Mari Carmen sofreu muito durante sua doença.

Os responsáveis pela causa de beatificação/canonização assinalam que a pequena afirmou que “a Virgem Maria iria procurá-la no dia do seu aniversário, 16 de julho. Mas quando soube que uma das suas tias se casaria nesse dia, anunciou que morreria no dia seguinte”.

E aconteceu exatamente assim. Em 17 de julho de 1939, sentada na cama, embora não pudesse estar naquela posição desde que ficou doente, anunciou: “Eu vou morrer hoje, vou ao Céu!”.

Junto com a sua mãe e seus irmãos, a pequena disse antes de morrer: “Amem-se uns aos outros” e, em seguida, morreu.

Patrícia Gómez Acebo, da Associação de Amigos da Causa de Beatificação de Mari Carmen González-Valerio, disse ao Grupo ACI que nos últimos dias de vida, a menina pressentia a presença próxima da Mãe de Deus e dos anjos.

Alguns afirmam inclusive que no momento da sua morte podiam escutar o canto dos anjos e que partiu para a casa do Pai acompanhada pela Virgem Maria.

Apesar da doença ter deixado a menina deformada, um dos seus tios apontou como seu rosto ia voltando ao normal no momento da sua morte e que o seu corpo exalava um doce aroma.

Quando Manuel Azaña morreu, em 03 de novembro de 1940, um ano e quatro meses após a morte de Mari Carmen, o Bispo de uma diocese francesa estava com o ex-presidente da Segunda República espanhola. Segundo declarações do Prelado, “Azaña recebeu com toda lucidez o sacramento da penitência, recebeu o amor de Deus e tinha a esperança de encontrá-lo” – intenção pela qual a pequena havia rezado e oferecido suas dores até a morte.


Atualmente, a causa de canonização de Mari Carmen González-Valerio está aberta e a difusão de sua devoção chega aos cinco continentes.


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