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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SANTA MARIA JOSEFA DO CORAÇÃO DE JESUS, Virgem e Fundadora


Santa Maria Josefa nasceu em Vitória (Espanha), no dia 7 de setembro de 1842; no dia seguinte recebeu o nome de Maria José no batismo. Ficou órfã de pai muito cedo e foi sua mãe quem a preparou para a Primeira Comunhão, recebida aos dez anos.
       Aos 16 anos foi completar a sua formação e educação em Madrid, hospedando-se na casa de alguns parentes, e desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e aos doentes e uma inclinação para a vida interior.
       Regressou a Vitória aos 18 anos e logo manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois se sentia atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer: "Nasci com a vocação religiosa".
       A 3 de dezembro de 1865 ingressou na Congregação das Servas de Maria, recentemente fundada por Santa Maria Torres Acosta. Assistiu com exímia caridade as vítimas da peste que flagelou a cidade de Madrid, Medina del Campo e Osuna.

       Depois de algumas dúvidas e incertezas, tendo consultado o Arcebispo de Zaragoza, futuro Santo Antônio Maria Claret, e depois de vários contatos com Madre Torres Acosta, decidiu criar uma nova família religiosa que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos hospitais. Assim nasceu o Instituto das Servas de Jesus, fundado em Bilbao em 1871, que foi aprovado em 1874 pelo Bispo de Vitória e confirmado definitivamente por Leão XIII em 1886.
       Maria José, que tomou o nome de Irmã Maria Josefa do Coração de Jesus, foi eleita Superiora Geral e governou a Congregação até a sua morte, que ocorreu em Bilbao, em 20 de março de 1912.

       A Santa teve a alegria de ver em vida a Congregação estender-se às cidades de Vitória, Santander, Valladolid, Burgos e Chile, contando cerca de 300 religiosas, que tratavam de doentes em residências, hospitais, sanatórios. Atendiam também idosos e crianças abandonadas.
       A sua morte foi muito sentida em toda a região e o seu funeral foi uma grande manifestação de pesar. Os seus restos mortais foram trasladados para a Casa Mãe, onde ainda se encontram.
       Os pontos centrais da espiritualidade de Santa Maria Josefa podem definir-se como: um grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda adoração do Mistério da Redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo e na Sua Cruz; e a completa dedicação ao serviço dos doentes, num contexto de espírito contemplativo.
       Para ela, "a caridade e o amor de uns pelos outros formam, ainda nesta vida, o céu das comunidades...; a vida religiosa é uma vida de sacrifício e de abnegação; o fundamento de uma maior perfeição é a caridade fraterna" (Pe. Pablo B. Aristegui, Beata Maria Josefa do Coração de Jesus, Mensajero, 1992, pág. 97).

       Sua vocação de serviço aos enfermos ficou bem expressa nas palavras por ela escritas: "Desta maneira, as funções materiais do nosso Instituto, destinadas a salvaguardar a saúde corporal do nosso próximo, elevam-se a uma grande altura e fazem a nossa vida ativa mais perfeita que a contemplativa, como ensinou o Doutor Angélico, São Tomás de Aquino, que falou dos trabalhos dirigidos à saúde da alma que vêm da contemplação" (Directorio de Asistencias de la Congregación Religiosa Siervas de Jesús de la Caridad, Vitória 1930, pág. 9).

       A causa da Canonização de Santa Maria Josefa começou em 1951; foi solenemente beatificada por João Paulo II em 27 de setembro de 1992 e canonizada em 1 de outubro de 2000.

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