Páginas

domingo, 31 de julho de 2016

SÃO JOSÉ DE CUPERTINO. A incrível história do Santo que chamava a si mesmo de "Frei Burro".



Após varias tentativas de entrar na vida religiosa (ele era considerado ignorante e sem cultura), o "irmão burro", como as vezes era chamado, foi aceito no Convento Franciscano em Grotela onde ele foi ordenado em 1628.

Sua vida tonou-se uma série de visões e êxtases, as quais aconteciam em qualquer local e a qualquer hora pelo som do sino de uma igreja ou pelo som de uma musica sacra ou simples menção do nome de Deus ou da Virgem Maria ou ainda a menção de eventos da vida de Cristo como a Sagrada Paixão ou a visão de uma pintura sacra.

Gritos, beliscões, queimaduras, agulhadas, nada o trazia de volta de seus transes; mas ele voltada na hora com a ordem do seu superior.

Ele por várias vezes levitava e flutuava como um pássaro (daí ele ser o padroeiro dos aviadores e passageiros de aviões).

Mesmo no século 17 já havia interesse no incomum e os extasies de José, em público, provocaram admiração em uns e constrangimento em outros.

Por 35 anos não foi permitido a ele atender o coro, o refeitório comum, e dizer Missa na igreja, para prevenir que ele fizesse um espetáculo em público, ele recebeu ordens de ficar em seu quarto com uma capela privativa.

O Papa Urbano VIII encontrou-se com ele em Grotela e ele ao ver a imagem de Nossa Senhora entrou em êxtase.

O Papa, que falava aramaico, fez perguntas complicadas e o mesmo respondeu na mesma língua, com grande sabedoria e naturalidade.

Depois deste episódio, ele passou a ser muito respeitado e por várias vezes foi consultado pelos exegetas da Igreja sobre questões muito controvertidas e o "irmão burro" respondia a todas como se fosse um luminar na matéria.

Dizia com simplicidade que em algumas de suas visões as vezes ficava conversando com alguns apóstolos e as vezes com Jesus e a Virgem Maria.

De alguns êxtases ele não se lembrava de nada, mas de outras visões ele tinha perfeita lembrança e as descrevia com detalhes que deixava a todos boquiabertos.

Para evitar constrangimento para ele e para a Igreja, José foi enviado a uma casa Capuchinha e depois para uma casa Franciscana e a outra Capuchinha e assim por diante.

Mas, José permaneceu fiel ao seu espirito alegre e brincalhão sempre se submetendo Divina Providência.

Fazia os 40 dias de jejum a cada ano na quaresma sempre com uma fé inabalável.

Foi beatificado em 17 de junho de 1703 pelo Papa Benedito XIV e canonizado em 16 de julho de 1767 pelo Papa Clemente XIII.
É o padroeiro dos tripulantes e passageiros de aeronaves, astronautas e pilotos aviadores, pilotos de asa delta, ultra leves, etc.

Ele era carente de capacidade intelectual a ponto de chamar-se a si mesmo de "Frei Burro". Mas, cheio de luzes sobrenaturais, discorria em profundidade sobre temas teológicos e resolvia intrincadas questões que lhe eram apresentadas.

Deus criador chama todos e cada um dos homens à santidade, porém, em sua sabedoria infinita, o faz pelas mais diversas vias.

A uns pede que se isolem como eremitas nos desertos, a outros manda pregar às multidões.

Conserva por toda a vida a inocência imaculada de uns, enquanto a outros faz emergir de uma situação de terríveis pecados para, arrependidos, atingirem a perfeição.
Há, porém, um contraste que desperta especialmente a atenção: quando a excelência das virtudes floresce numa alma pouco favorecida pelas capacidades intelectuais.


Deus suscitou inteligências luminares, como São Tomás de Aquino ou Santo Agostinho, mas, para demonstrar sua onipotência, elevou a alto grau de santidade também homens os mais desprovidos de capacidades naturais. Um destes últimos é São José de Cupertino.

Nenhum comentário:

Postar um comentário