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segunda-feira, 20 de junho de 2016

SÃO LUDGERO, Bispo (+ Münster, Alemanha, 809)




S. LUDGERO foi o grande Apóstolo e bispo da Frísia. Os pais, Tiasgrim e Liafburga, eram naturais de Utrecht. Ludgero nasceu em 744, em Zuilen sobre o Vecht. De tenra idade ainda, já manifestava grande inclinação para o estudo e para o sacerdócio. Os pais, que eram religiosos, observando esta vocação, confiaram o filhinho aos cuidados do abade S. Gregório, sucessor de São Bonifácio, no convento de Utrecht.

Mais tarde, mandado para a Inglaterra, tornou-se discípulo do grande Alcuino. Em 772, quando os frisões foram expulsos da Inglaterra, Ludgero voltou com ele para o continente. Em 777 foi admitido ao sacerdócio e recebeu o sacramento da Ordem em Colônia. De lá seguiu imediatamente para a Frísia, onde trabalhou 07 anos como missionário, reerguendo a obra de São Bonifácio, tão barbaramente destruída pelos frisões pagãos.

Depois, em 784, se dirigiu para Itália, onde ficou durante dois anos no Mosteiro de Monte Cassino. Neste ínterim deu-se a conversão do chefe dos saxões, Widukind.

Ludgero voltou para a Frísia e pregou o Evan­gelho em Heligoland. Em 796 principiou a missão em Mimigard, na Westfalia, onde poucos anos depois fundou um grande mosteiro. Este mosteiro tornou-se tão importante, que ao seu lado a antiga cidade Mimigard quase desaparecia. O nome de Mimigard caiu em desuso, dando lugar ao de Monasterium, nome este que, adaptado ao idioma germânico, se transformou em Münster.

Um outro grande convento foi fundado em Werdon sobre o Ruhr; este teve uma duração de mil anos.

Ludgero é o protótipo do verdadeiro missionário católico. Instrumento na mão de Deus, tinha em mira só a glória de Deus, a propagação da doutri­na cristã e a salvação das almas. Grandes regiões da Ger­mânia setentrional devem a este Apóstolo beneditino a fé católica.

Incansável no serviço de Deus, a morte colheu-o no meio dos trabalhos apostólicos, no dia 26 de março de 809. O corpo foi sepultado em Werden, sendo-lhe o túmulo glorificado por muitos milagres.



REFLEXÕES

1. S. Ludgero era amigo de bons livros. A que livros dás preferência? Pertences àquela classe de católicos que pretendem ler tudo? Já viste alguém que tire das prateleiras da farmácia a esmo, qualquer droga para ingerir, dizendo que não lhe causará mal algum? Só um mentecapto poderia conceber tal abuso. Há livros que não podem ser lidos por ninguém, como, por exemplo: Livros que atacam a santa religião ou ofendem a moral. Estes envenenam o espirito e roubam ao coração o que de mais precioso tem. O indiferentismo religioso, reinante na sociedade moderna e o relaxamento moral, que se observa por toda a parte são devidos, e quase exclusivamente, à má imprensa. A má imprensa corrompe, perverte e mata. Grande é a responsabilidade dos pais que deixam penetrar no lar jornais, revistas e livros ímpios, livres e obscenos. Livros maus, jornais ímpios e pornográficos podem ter só um destino; o fogo.

2. S. Ludgero não interrompia as orações, para atender a quem quer que fosse. O respeito que devemos a Deus, requer que façamos bem a nossa oração e não a interrompamos ou perturbemos por qualquer distração. Principalmente quando assistimos ao santo sacrifício da Missa, devemos ter o maior recolhimento. Conversar na Igreja, quando devíamos rezar, é ofender a Deus e dar mau exemplo ao próximo. “A casa de Deus é casa de oração”. Se quiseres prova da cultura religiosa e da boa educação de alguma pessoa, observa como a mesma se comporta na igreja.




Retirado e adaptado do livro: Lehmann, Pe. João Batista , S.V.D., Na Luz Perpétua, Lar Católico, Juiz de Fora, 1956.

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