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Encontre o (a) Santo (a), Beato (a), Venerável ou Servo (a) de Deus

quarta-feira, 4 de maio de 2016

OS CATORZE SANTOS AUXILIADORES (breve biografia de cada um).





Os 14 santos auxiliares ou auxiliadores são conhecidos pela vontade de ajudar, através de orações aqueles em necessidades. O termo usado em Latin “Auxilium” significa Assistência. A devoção a eles foi muito forte nas Idades Média e Moderna. Infelizmente, naqueles tempos, muitas doenças não eram compreendidas e nem havia remédios para elas. Uma simples "dor de cabeça" era algo praticamente sem tratamento algum. Assim, os católicos recorriam bem mais frequentemente que hoje em dia à intercessão dos Santos para conseguir a cura ou o alívio de seus males. 



Os 14 santos auxiliares são:
Santa Catarina da Alexandria , São Cristóvão, Santa Bárbara, São Giles, Santa Margarida, São Jorge, São Pantaleão, São Vito, Santo Erasmo, São Brás , Santo Eustáquio, Santo Acácio, São Dionísio e São Ciríaco.

Eles eram invocados em grupo por causa da peste negra que devastou a Europa de 1346 a 1349. Entre os sintomas da doença era a língua que se tornava negra , uma garganta inflamada, fortíssima dor de cabeça, febre e cólicas abdominais.
Atacava sem aviso, retirava a razão das vitimas e matava em poucas horas. Muitos morreram sem receber os últimos Sacramentos.
Brigadas circulavam nas estradas, suspeitos da doença eram mortos, animais sacrificados, vilas inteiras morriam, vários famintos, aldeias inteiras terminavam em valas comuns, a ordem social e familiar acabou e a doença parecia incurável.
Os piedosos invocaram os santos suplicando pela sua intervenção e vários se curaram ou não contraíram a doença.

Esta devoção começou na Alemanha e ainda é muito forte por lá.


1.    São Jorge, valente mártir de Cristo

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade – qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE ?”. Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade.”
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: “Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei”. E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano.



2.    São Brás, zeloso bispo e benfeitor dos pobres,

São Brás nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. Primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico. Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois ele cuidava da pessoa na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado. Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança. Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração e vocação, a nossa profissão possa comunicar esse Deus que é amor.



3.    Santo Erasmo, poderoso protetor dos oprimidos.

A tradição cristã, descreveu a vida de Erasmo com passagens surpreendentes. Ele pertencia ao clero da Antioquia. Foi forçado durante a perseguição do imperador Diocleciano a se esconder numa caverna no Monte Líbano, durante sete anos. Capturado e longamente torturado foi levado para ser julgado pelo imperador que tentou de todas as formas fazer com que renegasse a fé em Cristo. Porém, Erasmo se manteve firme e por isso novamente voltou para a prisão. De lá foi milagrosamente libertado por um anjo que o levou para a Dalmácia onde fez milhares de conversões, durante mais sete anos.
Na época do imperador Maximiano, novamente foi preso e no tribunal além de destruir um ídolo falso, declarou sua incontestável religião cristã. Esta atitude de Erasmo fez milhares de pagãos se converterem, que depois foram mortas pela perseguição desse enfurecido imperador. Outra vez teria sido horrivelmente torturado e também libertado, agora pelo arcanjo Miguel que o conduziu para a costa do sul da Itália. Ali se tornou o Bispo de Fornia, mas por um breve período. Morreu pouco depois devido às feridas de seus dois suplícios, por este motivo recebeu o título de Mártir.
As muitas tradições descreveram algumas particularidades sobre as crueldades impostas nas suas torturas. Dizem que seu ventre fora cortado e aos poucos os seus intestinos eram retirados. Devido a este suplício Santo Erasmo se tornou para os fiéis o protetor das enfermidades do ventre, dos intestinos e das dores do parto.
Os marinheiros ainda hoje são muito devotos de Santo Erasmo, ou São Elmo, como também o chamam. Desde a Idade Média eles o tomaram como seu padroeiro, invocando-o especialmente durante as adversidades no mar.
As fontes históricas da Igreja também comprovam a existência de Erasmo como Mártir e Bispo de Fornia, Itália. Dentre elas estão o Martirológio Gerominiano que indicou o dia 02 de junho para sua veneração e a inscrição do seu nome entre os mártires no Calendário marmóreo de Nápoles.
O Papa São Gregório Magno, no fim do século VI, escrevendo ao bispo Bacauda, de Fornia, atestou que o corpo de Santo Erasmo estava sepultado na igreja daquela diocese. No ano de 842, depois de Fornia ser destruída pelos árabes muçulmanos, as suas relíquias foram transferidas para a cidade de Gaeta e escondidas num dos pilares da igreja, de onde foram retiradas em 917. A partir de então Santo Erasmo foi declarado padroeiro de Gaeta, e em sua homenagem foram cunhadas moedas com a sua esfinge.
Após a recente revisão do calendário litúrgico, a Igreja manteve a festa deste santo, no dia em que sempre foi tradicionalmente celebrado.


4.    São Pantaleão, milagroso exemplar de caridade

O santo de hoje viveu no Séc. III e IV da Era Cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.
Pantaleão era filho de Eustóquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina. Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.
Um dia que se viu diante duma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o Santo Batismo.
Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado. Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.


5.    São Vito, especial protetor da castidade

Dizem alguns que São Vito nasceu na Sicília; outros, com mais fundamento, sustentam ter nascido na antiga Lucania, a província atual de Basilicata, no ano 288 da Era Cristã, ano quarto do império de Diocleciano, sob o pontificado do Papa S. Caio mártir. Era filho de lla, rico e nobre senhor romano, alto dignitário do império ao qual era ligado pelos laços do interesse e da tradição da sua família. O nome e a terra da mãe não se conhecem, supondo-se que era também romana e pertencente à nobreza do grande império. No exercício dos cargos de administração, os nobres romanos fixavam residência nas cidades de sua jurisdição e assim lIa veio para Nápoles, cidade das mais belas, ricas e deliciosas da Itália. Obedecendo às determinações do governo central do imperador Diocleciano que executou a mais sangrenta repressão do cristianismo, lIa perseguia os cristãos com sanha igual à do Imperador a quem votava grande respeito e não menor estima.
Nesse tempo quem se declarasse abertamente cristão sofria imediatamente pena capital: basta dizer que no decurso de um só mês Diocleciano sacrificou dezessete mil mártires. Ela queria que seu único filho Vito fosse entregue a uma ama pagã que instilaria naturalmente na criança o pendor para a idolatria. Mas, pela imperscrutável disposição de Deus, o pequenino foi confiado a outra ama, cristã oculta, de nome Crescencia, mulher virtuosa e fiel que recebeu o menino como um tesouro celeste que a Divina Providencia depositasse em suas mãos. E assim, com o leite do seu seio, Crescencia lhe instilava também os doces princípios da piedade cristã; quando o menino cresceu um pouco mais foi entregue aos cuidados de Modesto, esposo de Crescencia, honesto e douto homem. Que passou a ser o preceptor de Vito.



6.    São Cristóvão, poderoso intercessor nos perigos

São Cristóvão é o protetor dos motoristas e dos viajantes. Viveu provavelmente na Síria e sofreu o martírio no século III. “Cristóvão” significa “Aquele que carrega Cristo” ou “porta-Cristo”. Seu culto remonta ao século V. De acordo com uma lenda, Cristóvão era um gigante com mania de grandezas. ele supunha que o rei a quem ele servia era o maior do mundo. Veio a saber, então, que o maior rei do mundo era Satanás. Colocou-se pois, a serviço deste. Informando-se melhor, descobriu que o maior rei do mundo era Nosso Senhor. Um ermitão mostrou-lhe que a bondade era a coisa mais agradável ao Senhor. São Cristóvão resolveu trocar a sua mania de grandeza pelo serviço aos semelhantes. Valendo-se da imensa força de que era dotado, pôs-se a baldear pessoas, vadeando o rio. Uma noite, entretanto, um menino pediu-lhe que o transportasse à outra margem do rio. À medida que vadeava o rio, o menino pesava cada vez mais às suas costas, como se fosse o peso do mundo inteiro. Diante de seu espanto, o menino lhe disse: “Tiveste às costas mais que o mundo inteiro. Transportasse o Criador de todas as coisas. Sou Jesus, aquele a quem serves”.

Relatos: Existem vários relatos que chegaram até nós sobre São Cristóvão, e entre eles o que há de mais concreto é que Cristóvão foi um homem de estatura alta e de grande força, nascido na Palestina, que se converteu ao cristianismo e se tornou apóstolo de Jesus na Ásia Menor, onde foi martirizado pelo imperador Diocleciano por volta do ano 250 e.C.. Teve culto litúrgico desde o século V na Igreja do Oriente e de Roma. Em todos os países da Europa existem igrejas dedicadas a este santo. Muitos conventos, paróquias e irmandades têm o seu nome. Apesar dessa popularidade, pouco se sabe sobre a vida deste santo. Tudo indica que, de fato, um homem de estatura gigantesca que ambicionava colocar a sua força e habilidade militar ao serviço de quem melhor lhe pagasse. A sua mania de grandeza foi tamanha que mudou várias vezes de amo. Certo dia apresentou-se um menino que lhe pediu que o transportasse para a outra margem. No começo, o menino pouco pesava nos seus ombros, mas à medida que ia avançando no rio, o menino tornava-se mais pesado. Cristóvão estranhou aquele peso, comentando: «Parece que estou a carregar o mundo inteiro!» Sorridente, a criança explicou: «Estás a carregar muito mais do que o mundo inteiro. Carregaste o Senhor do Mundo.» Esta frase foi como um prémio pelo serviço de caridade prestado. Desde aquele dia, mudou o seu nome para Cristóvão, que em grego é «Cristóforo» e significa aquele que carrega Cristo.
Foi condenado à morte na fogueira, e posteriormente destinado a ser martirizado com setas. Miraculosamente, salvou-se, tendo sido mais tarde decapitado.

7.    São Dionísio, brilhante espelho de fé e confiança.

Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, chacinas e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja. Tanto que muitos dos escritos foram queimados ou destruídos de outra forma. Por isso a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade.
Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados pelo cristianismo. A data de hoje é consagrada ao Areopagita, sendo o outro santo, o primeiro bispo de Paris, festejado no dia 9 deste mês.
O Dionísio homenageado foi convertido pelo apóstolo Paulo (At 17,34) durante a sua pregação aos gregos no Areópago, daí ter sido agregado ao seu nome o apelido de Areopagita.
O Areópago era o tribunal supremo de Atenas, na Grécia, onde eram decididas as leis e regras gerais de conduta do povo. Só pertenciam a ele cidadãos nascidos na cidade, com posses, cultura e prestígio na comunidade. Dionísio era um desses areopagitas.
Nascido na Grécia, no seio de uma nobre família pagã, estudou filosofia e astronomia em Atenas. Em seguida, foi para o Egito finalizar os estudos da matemática. Ao regressar a Atenas, foi nomeado juiz. Até ele chegou o apóstolo Paulo, quando acusado ante o tribunal em que se encontrava Dionísio.
Dionísio, ao assistir à eloquente pregação de Paulo, foi o primeiro a converter-se. Por isso conseguiu para si inimigos poderosos entre a elite pagã que comandava a cidade. Foi então que são Paulo acolheu o areopagita entre seus primeiros discípulos.
Logo em seguida, Dionísio foi consagrado pelo próprio apóstolo como bispo de Atenas. Nessa condição, ele fez muitas viagens a terras estrangeiras, para pregar e aprender a cultura dos outros povos. Segundo se narra, nessas jornadas teria conhecido pessoalmente são Pedro, são Tiago, são Lucas e outros apóstolos. Além de os registros antigos fazerem referência sobre ele na dormição e Assunção da Virgem Maria, a mãe do Filho de Deus.
Em Atenas, seus opositores na política conseguiram sua condenação à morte pelo fogo, mas ele se salvou, viajando para encontrar-se com o papa em Roma. Depois, só temos a informação do Martirológio Romano, na qual consta que são Dionísio Areopagita morreu sob a perseguição contra os cristãos no ano 95.

8.    São Ciríaco, terror dos infernos

Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu se converteu e se tornou um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa “Patrício”, nome comum entre os romanos.
Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata.
Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápolis. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajetória exata é o que veremos a seguir.
Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império.
Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.
Os devotos dizem que suas relíquias chegaram ao porto de Ancona trazidas pelas ondas do mar. Essa tradição é celebrada, no dia 4 de maio, na catedral de Ancona, onde são distribuídos maços de junco benzidos.
Na realidade, as relíquias de são Ciríaco retornaram à cidade durante o governo do imperador Teodósio, entre 379 e 395, graças à sua filha, Gala Plácida, que interveio favoravelmente junto às autoridades, conseguindo o que a população de Ancona tanto desejava.
A memória desse culto antiquíssimo a são Ciríaco pode ser observada pelos monumentos, das mais remotas épocas, que existem, em toda a cidade, com a imagem do santo. Aliás, são Ciríaco foi escolhido como o padroeiro de Ancona e a própria catedral, no século XIV, foi dedicada a ele, mudando até o nome. Essa majestosa igreja, que domina a cidade do alto das colinas do Guasco, é vista por todos os que chegam em Ancona por terra ou por mar, mais um tributo à são Ciríaco, por seu exílio e vida episcopal.


9.    Santo Acácio, ajudante e advogado na morte

Membro do Exército Romano, Acácio foi acusado de ser cristão e, depois de muitas torturas e tormentos, ele foi decapitado, em 304, sob as ordens dos imperadores Diocleciano e Maximiano. Ainda hoje, o corpo do mártir é guardado e venerado em monumental capela da Catedral de Squillace, na Itália.








10.               Santo Eustáquio, exemplo de paciência, e na adversidade

O santo padroeiro da vila de Alpiarça é Santo Eustáquio, cujo verdadeiro nome era Placidus, um general romano. Esta mudança de nome deu-se quando Placidus encontrou um veado que trazia entre as hastes um crucifixo resplandecente. Após este encontro, Placidus torna-se cristão e batiza-se com o nome de Eustáquio, com ele estavam também a mulher e dois filhos. O Imperador Adriano prometeu o perdão a toda a família, caso esta se sacrificasse aos ídolos. Após a recusa a esse sacrifício, a família é condenada dentro de um touro de bronze aquecido ao rubro.
Santo Eustáquio é o padroeiro dos caçadores e aparece representado com um veado. Comemora-se a sua festa no dia 20 de Setembro.



11.      São Giles, menosprezo do mundo terrestre.  Conhecido também como São Egídio.

São Giles nasceu em Provence, França no oitavo século e foi Abade do Monastério Beneditino de Rhone River, no local onde é hoje o Monastério de Saint-Gilles, embora uma versão diga que ele seria grego.
A tradição explica o seu emblema, uma corsa. Após passar dois anos em Arles, Giles tornou-se um eremita na nascente do Rio Rhône. Sua única companhia era uma corsa que procurou refúgio das caçadas organizadas pelo Rei dos Goths. Certo dia um dos melhores caçadores do rei atirou uma flecha certeira em uma corsa e em vez dela morta, encontraram São Giles segurando a flecha e a corsa. Diz a tradição que São Giles teria desviado a flecha em sua direção de modo a atingir a sua mão e não a corça. O rei impressionado com o milagre construiu um pequeno monastério para Giles. Mais tarde Calosmagno (768-814) o chamou para ser seu confessor. Ele foi um dos santos mais populares da Idade Média, vários milagres são creditados sua intercessão e ele é o padroeiro dos que cuidam das pessoas com problemas de locomoção (hoje seriam os fisioterapeutas) e ainda patrono dos aleijados (paraplégicos ou similares).

Ele é padroeiro dos Veterinários junto com São Brás.

Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado ao lado de uma corsa ou cuidando de uma, ou com uma flecha atravessando sua mão com uma corsa no colo.
Sua festa é celebrada no dia 1 de setembro.



12.              Santa Margarida, valente campeã da fé.

Santa Marina de Antioquia, que os latinos chamam Santa Margarida, é conhecida através de uma lenda bastante popular, mas sem qualquer valor histórico.
Surgindo sob Diocleciano, em fins do século III, Margarida ou Marina era filha de um sacerdote pagão de Antioquia, chamado Edesio. Convertida ao cristianismo, foi expulsa da casa paterna.
Procurando a mulher que a amamentara, quando criança, ligou-se a ela, fazendo-se pastora. Aos quinze anos, muito bela, foi, um dia, vista pelo prefeito Olíbrio, que, encantado com tanta formosura, propôs-se desposá-la. Falou-lhe Margarida, dizendo-se cristã, recusando a proposta com grande veemência. Irado, Olíbrio deixou-a, mas, logo, vários soldados foram prendê-la.
Dois dias depois, Olíbrio convocou-a ao tribunal. Ali, após longas discussões, o prefeito ordenou que a chicoteassem e lhe rasgassem os flancos com as unhas de ferro.
Perpetrada a barbaridade, atiraram com ela, novamente ao cárcere. Cheia de dor, mas sem deixar escapar um único queixume, Margarida encostou-se a um canto da prisão. Eis senão quando o diabo sob forma de um feio dragão, apareceu-lhe, tremendo, pretendendo pervertê-la.
A santa virgem, com o sinal da cruz, espaventou-o, mas, pouco mais tarde, tornava o demônio, desta feita na figura de um homem peludíssimo. Embora tudo fizesse para desviá-la, nada conseguiu: uma luz divina, varrendo a semiescuridão da masmorra, expulsou-o, ao mesmo tempo em que encheu a doce Margarida de alegria. E uma cruz, onde uma pomba pousara, incutiu-lhe forças para enfrentar novos combates.
No dia seguinte, aplicaram-lhe no corpo tochas ardentes, mas, graças ao suave Jesus, nada sentiu. Atirada a uma caldeira de azeite fervente, dela saiu absolutamente indene.
Naquela hora, falando aos espectadores, uma multidão embasbacada, Santa Margarida, com quentes exortações, converteu um sem-número de almas. E os convertidos, inflamados, firmes na fé, foram imediatamente decapitados. A grande heroína, logo depois teve a mesma sorte.
O culto de Santa Margarida tornou-se popularíssimo no fim da Idade Média. A lenda, embelezada com novos detalhes, concorreu de modo decisivo, tal como a variante que sofreu a cena do dragão: Margarida, atirada a um poço, com o dragão, foi por ele engolida viva. Todavia, graças à virtude da pequenina cruz que sempre trouxera consigo, o monstro ao cair, fraturou a coluna e, aos berros, morreu, o que permitiu que a nossa santa saísse de dentro dele.
O Espírito Santo, descendo do céu, di-lo outra variante, sob a forma de uma branca pombinha, dissera-lhe, o que se transformou em versos:

Quem de ti fizer memória
Força terá, e vitória.
Onde houver relíquia tua,
Ou quem tua Vida folhear,
Deus jamais há de olvidar.

Santa Margarida é representada ao lado de um dragão, trazendo a decantada cruzinha, que sempre a acompanhava, numa das mãos. Cumpre salientar que esta santa virgem e mártir foi uma das que, por meio da voz, manifestou-se a Santa Joana D'Arc.


13.        Santa Catarina, vitoriosa defensora da fé e da pureza,


Santa Catarina de Alexandria nasceu de família nobre e estudou muito. Quando tinha apenas dezoito anos, se apresentou ao imperador romano Maximus, que fazia uma violenta perseguição aos cristãos sob acusação de culto a falsos deuses.
Chocado com a audácia da jovem, mas incapaz de responder a seus argumentos, Maximus reuniu vários sábios com o objetivo de fazer Catarina abandonar sua fé. Mas ela sempre terminava vitoriosa os debates e graças a sua eloquência chegou a converter ao cristianismo alguns de seus adversários, que foram sentenciados de morte.
Furioso por estar sendo derrotado, Maximus prende Catarina. A imperatriz, curiosa por conhecer a jovem que desafiava seu marido, vai acompanhada de Porfírio, chefe das tropas, até a prisão. Catarina também os converte e eles são martirizados.
Catarina é condenada à morte na roda de tortura, mas basta que ela encoste na roda para que ela se parta e mate vários pagão que assistiam. O imperador, enraivecido, ordena que ela seja decapitada. Depois de sua morte, anjos desceram dos céus e levaram seu corpo para o Monte Sinai, onde posteriormente se construiu uma igreja e um mosteiro em sua honra.

Por ter vencido o debate com vários sábios, Santa Catarina de Alexandria foi declarada padroeira dos estudantes.


14.   Santa Bárbara, poderosa protetora dos moribundos, Padroeira contra os raios e tempestades – (2 de outubro)

Santa Bárbara foi uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. Esta jovem era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro. Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara, na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e questionava-se se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre. Por ser muito bela, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum. Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as “desfeitas” da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ideais de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria lhe deu o Batismo.

Em certa ocasião, seu pai decidiu construir uma casa de banho para Bárbara, e possuía duas janelas. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, sua filha ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficaria na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte. O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este facto deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a fé dos Deuses do Olimpo.

Debaixo de um impulso e obedecendo à sua fé, o pai denunciou-a ao Prefeito Martiniano. Este a mandou torturar numa tentativa de fazê-la mudar de ideias fato que não aconteceu. Assim Marcius condenou-a à morte por degolação. Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara. Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão ribombou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.


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