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sábado, 19 de março de 2016

Sóror Isabel Sillevorts e a Origem do Cordão de São José


    
O Cordão de São José teve origem na Bélgica, na cidade de Anvers, onde se localizava o convento das Agostinianas. Conta-se que Sóror Isabel Sillevorts foi, em determinada ocasião, atacada do 'mal de pedra', sem que todos os recursos da medicina, empregados para curá-la surtissem qualquer efeito.
     Devota de São José, Sóror Isabel, animada da mais firme confiança no patrocínio deste Glorioso Santo, conseguiu que um Sacerdote lhe benzesse um cordão, cingiu-o à cintura, em homenagem ao grande Patriarca, abandonando, dessa forma, os recursos da terapêutica e iniciando, com todo o fervor, uma Novena de Súplica ao Esposo puríssimo da Virgem Maria, Mãe de Deus.
     Alguns dias depois, mais precisamente em 10 de junho de 1649, quando entre fortes dores fazia ao Santo as mais ardentes súplicas, Sóror Isabel se vê livre de um cálculo de grande dimensão, ficando assim completamente curada.
     A repercussão do milagre foi grande e rápida, fazendo com que aumentasse nos habitantes de Anvers a devoção a São José, que já não era pequena.
    Em 1842, na Igreja de São Nicolau, em Verona, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São Paulo, foi esse fato publicado, causando grande repercussão e muitas pessoas enfermas cingiram-se com o cordão bento e experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca, o Santíssimo José.
     O uso do Cordão de São José foi crescendo cada vez mais e hoje ele não é só procurado para alívio das enfermidades corporais, mas também, e com igual sucesso, para os perigos da alma.
     Devemos, também, salientar que o Cordão de São José é utilizado como uma arma poderosa contra o demônio da impureza. Devido à sua comprovada eficácia contra os males corporais, espirituais e morais, a Santa Sé autorizou a Devoção do Cordão de São José, permitindo até que fosse usado pública e solenemente.
     Permitiu, também, a Santa Sé a fundação da Confraria e Arquiconfraria do Cordão de São José, elevando uma delas à categoria de primária. Em setembro de 1859, dando provimento a uma petição do Bispo de Verona, a Sagrada Congregação dos Ritos aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José.




     O Cordão de São José deve ser confeccionado com linho ou algodão bem alvejado. A pureza e a alvura desses materiais nos hão de indicar a candura e a virginal pureza de São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus.
     Numa das extremidades o Cordão tem sete nós que representam as sete tristezas e as sete alegrias do Glorioso São José. Por fim, deve o Cordão de São José ser bento com bênção própria, por sacerdotes outorgados para tais fins.
     O Cordão de São José, desde que esteja bento, pode ser usado das seguintes formas: cingido à cintura sob a roupa (o cordão maior), no pulso (o cordão menor) ou tê-lo bem guardado para ser usado por ocasião de dores e sofrimentos físicos, aplicando-o com fé na parte enferma do corpo, como costumamos fazer com medalhas de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora, rezando, então, a São José, sete vezes o Glória ao Pai.
     O Cordão de São José pode e deve ser usado pelas gestantes que o levarão cingido à cintura, protegendo-as do perigo de aborto, nos partos difíceis, etc., como comprovam centenas de fatos.
     Deve-se rezar diariamente Sete Glórias ao Pai em honra das sete dores e das sete alegrias de São José, ou qualquer outra oração a São José.
     O Papa Pio IX enriqueceu esta fácil e benéfica devoção, com várias indulgências plenárias e parciais, mediante o uso do cordão.


Fonte: 
Heroínas da Cristandade
http://www.sendarium.com/2013/03/o-cordao-de-sao-jose.html

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