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terça-feira, 22 de março de 2016

SANTA LUTGARDA, Virgem Cisterciense e Mística.


Nasceu em Tongres, Holanda, em 1182. Aos doze anos de idade foi recomendada às monjas beneditinas do Convento de Santa Catarina, próximo de Saint-Trond, não por piedade, mas porque o dinheiro para seu dote matrimonial havia sido perdido por seu pai. Era o costume da época.
      Lutgarda era bonita e gostava de divertir-se sadiamente e de vestir-se bem. Não aparentava ter vocação religiosa; vivia no convento como uma espécie de pensionista, livre para entrar e sair.
     Um dia, porém, enquanto conversava com umas pessoas amigas, teve uma visão de Nosso Senhor Jesus Cristo que lhe mostrava suas feridas e lhe pedia que amasse somente a Ele. Lutgarda naquele dia descobriu o amor de Jesus e o aceitou no mesmo instante como seu Prometido. Desde aquele momento sua vida mudou. Algumas monjas, que observaram a mudança em Lutgarda, vaticinaram que aquilo não duraria. Enganaram-se, pois seu amor por Jesus crescia.

     Ao rezar, Lutgarda O via com seus olhos corporais, falava com Ele de forma familiar. Quando a chamavam para algum serviço ela dizia a Jesus: "Espere-me aqui, meu Senhor; voltarei logo que termine esta tarefa". Teve também visões de Santa Catarina, a padroeira de seu convento, e de São João Evangelista.  Às vezes durante seus êxtases erguia-se um palmo do solo ou sua cabeça irradiava luz.

     Participava misticamente dos sofrimentos de Jesus quando meditava sobre a Paixão. Nessas ocasiões apareciam em sua fronte e em seus cabelos minúsculas gotas de sangue. Seu amor se estendia a todos de maneira que sentia como próprias as dores e penúrias alheias.
     Depois de doze anos no Convento de Santa Catarina, sentiu-se inspirada a abraçar a regra cisterciense que é mais estrita. Seguindo o conselho de sua amiga Santa Cristina, que era do seu convento, ingressou no Convento Cisterciense de Aywières. Ali só se falava o francês, idioma que ela desconhecia, mas era para ela uma forma de maior desapego do mundo.
     Certa ocasião, quando rezava oferecendo veementemente sua vida ao Senhor, arrebentou-se uma veia que lhe causou uma forte hemorragia. Foi-lhe revelado que no Céu aquilo fora aceito como um martírio.
     Tinha o dom de cura de enfermos, de profetizar, de entender as Sagradas Escrituras, de consolar espiritualmente. Segundo a Beata Maria de Oignies, Lutgarda é uma intercessora sem igual para os pecadores e as almas do purgatório.


     Visões do Sagrado Coração de Jesus
     Em uma ocasião, Nosso Senhor lhe perguntou que presente ela desejava. Ela respondeu: "Quero Teu Coração", ao que Jesus respondeu: "Eu quero teu coração". Aconteceu então algo sem precedentes conhecidos: Nosso Senhor misticamente trocou corações com Lutgarda.
     Onze anos antes de morrer Santa Lutgarda perdeu a visão, fato que recebeu com gozo, como uma graça para desprender-se mais de tudo. Mesmo cega jejuava severamente. O Senhor lhe apareceu para anunciar sua morte e as três coisas que devia fazer para preparar-se:

1 - dar graças a Deus sem cessar pelos bens recebidos;
2 - rezar com a mesma insistência pela conversão dos pecadores;
3 - em tudo confiar unicamente em Deus.

     Sua morte ocorreu na noite do sábado posterior à Festa da Santíssima Trindade, precisamente quando começava o oficio noturno do domingo. Era o dia 16 de junho de 1246.
     Foi beatificada e o seu túmulo, no coro de Aywières, foi objeto de grande devoção.
     No dia 4 de dezembro de 1796, para escapar às conseqüências da Revolução Francesa, a comunidade de refugiou em Ittre com as relíquias da Santa, exumada no século XVI.
     Em 1870 os preciosos despojos tornaram-se propriedade da igreja paroquial e, sete anos depois, passaram para Bas-Ittre.

Patronato: almas do purgatório e pessoas necessitadas de conversão. 




Segundo texto biográfico (site dos Arautos)

Lutgarda nasceu em Tongres no ano de 1182. Vivendo entre as beneditinas de Santa Catarina, apareceu-lhe, um dia, Nosso Senhor. Mostrou-lhe as chagas sagradas, pedindo à jovem que o amasse exclusivamente: deixada com aquelas religiosas pelos pais que eram pobres, sem possibilidades de lhe dar sequer um pequenino dote para se casar, em Santa Catarina vivia Lutgarda a rir e a brincar, um tanto mundanamente.

Desde aquele aparecimento de Nosso Senhor, a santa virgem mudou completamente, atirando-se piedosamente à oração e às mortificações. E pôs-se a meditar a Paixão tão intensamente que, por vezes, era vista com a cabeça toda orvalhada de sangue.

Maria de Oignies, uma santa mulher belga, retirada numa cela em Namur, atestou que Lutgarda converteu muitíssimos pecadores e livrou um sem número de almas das durezas do Purgatório.

Para levar vida mais austera, a jovem deixou Santa Catarina e se fixou em Aywieres, no Brabante, então diocese de Namur. Como ali só se falasse o francês, Lutgarda rejubilou, porque, só conhecendo o alemão, podia dar-se tranquilamente ao silêncio e à humildade.

Onze anos antes de morrer, a santa virgem ficou cega. E, um dia, disse-lhe o Senhor que se preparasse para deixar o mundo rogando pelos pecadores abandonando-se a Deus.


Santa Lutgarda faleceu a 16 de Junho de 1246 com sessenta e quatro anos de idade.


Curiosidades sobre o Purgatório: tempo das penas de algumas almas:
Santa Lutgarda fez penitências por Simão Abade, cistercense muito austero e duro demais para com seus súditos. Deveria ficar no Purgatório quarenta anos. A Santa viu no Purgatório um dos Papas mais piedosos e ilustre da Igreja: Inocêncio III. Este Papa apareceu à Santa dizendo que por algumas faltas no governo da Igreja, deveria permanecer no Purgatório até o fim do mundo.

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