Páginas

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Chiara Corbella Petrillo, Esposa, Mãe de Família e Testemunha de Fé (a "nova Santa Gianna").



Chiara, que ainda não é declarada serva de Deus, morreu em odor de santidade. Essa jovem pôde declarar com a vida, e também com morte, o Amor a Deus e a sua família! Vale à pena conhecê-la!
Numa época em que se defende a ideia de que liberdade é poder fazer o que se quer, em uma sociedade cada vez mais individualista e confusa diante dos reais valores da vida, em um mundo onde os vegetarianos que defendem árvores e leões com a vida são os mesmos que defendem abertamente o aborto surge um grande desafio aos cristãos: ser sinal de contradição para a sociedade. A Jovem Chiara é esse sinal para nós.

Chiara Corbella Petrillo era uma jovem romana nascida em 1984, esposa de Enrico Petrillo. Chiara é, como se costuma dizer, da “geração João Paulo II”, uma mulher cheia de vida, alegre e jovem. Conheceu o seu marido, Enrico, em Medjugorje e, antes de se casarem, em 2008, fizeram um caminho de namoro acompanhados por frades da cidade de Assis.


Chiara e Enrico no dia de seu matrimônio.


A jovem, que sempre sonhou em ser mãe, logo após o casamento engravidou, mas soube, ao fazer a ultrassonografia, que sua filha Maria tinha anencefalia. Ao contrário de todas as recomendações médicas que enfatizavam o aborto como a “melhor” opção, o casal decidiu manter a gravidez até o fim, o que foi uma surpresa para muitos. Trinta minutos depois de nascer, a pequena Maria faleceu. Nesses poucos minutos de vida, contudo, a menina foi batizada, e o casal pôde abraçar e segurar o bebê. Chiara declarava que não é a duração de tempo que se tem um filho vivo que determina quão mãe se é. Nesses poucos instantes, Chiara e Enrico viveram a maternidade/paternidade com o amor de uma vida inteira e, em seguida, viram Maria nascer para o Céu.

Já o segundo filho do casal, Davide, ainda no início da gestação, foi diagnosticado com uma deficiência: ele não possuía as pernas e tinha má-formação visceral. Como anteriormente, ao contrário da expectativa de muitos, os pais decidiram prosseguir. Ambos os filhos, Maria e Davide, chegaram a nascer e, mesmo vivendo poucos minutos, foram acompanhados pelos pais até o último momento. Davide faleceu 37 minutos após o parto e também recebeu o sacramento do batismo. Mais uma vez, o casal viveu a graça de ter um filho. Muitos amigos relatam que não sabiam explicar racionalmente o que havia nesses acontecimentos que, ao mesmo tempo que causavam um sofrimento intenso, eram repletos de um profundo Amor, que trazia Paz a todos os presentes, inclusive nos funerais dos bebês. Mais uma vez, os pais também testemunharam o nascimento de um filho para o Céu.
O casal recebeu alguns conselhos "desinteressados" para não arriscarem nova gravidez, mas, não se deixaram abater e confiaram totalmente em Deus.
Algum tempo depois Chiara engravidou do terceiro filho. Desta vez, a criança era totalmente saudável. Mas o Senhor pediu outro sacrifício à família: antes mesmo da gravidez, Chiara teve o que parecia ser uma afta na língua, para a qual não deu muita atenção. Como a ferida piorou, a jovem grávida procurou assistência médica enquanto o pequeno Francesco se desenvolvia em seu ventre.

A família Petrillo sendo recebida e abençoada pelo Papa Bento XVI

As biopsias revelaram, contudo, um triste diagnóstico: um carcinoma. A primeira intervenção com anestesia local, para não criar dificuldades ao menino, correu bem. Mas Chiara deveria fazer, o mais rapidamente possível, novos tratamentos como quimioterapia ou radioterapia. Haveria, assim, grandes chances de colocar a gestação de Francesco em risco. Mas também, aqui, a opção do casal foi dar todas as garantias humanamente possíveis para que o filho pudesse nascer sem correr riscos.

Infelizmente, já era tarde: o "dragão", como Chiara chamava o câncer, espalhou-se muito rapidamente. Perceberam, por fim, que os tratamentos não adiantariam, e o casal decidiu que o importante era viver o tempo que restava com alegria, com intensidade, com fé. Nessas tribulações, o testemunho de Chiara e Enrico exalava tanta confiança que atraíram muitas pessoas para rezarem com eles.
Diante de cada uma das suas lutas, Chiara sempre reagiu aceitando-as como provações que Deus lhe concedera. Morreu, por fim, em 13 de junho de 2012, aos 28 anos de idade, com um testemunho de luz e de fé, de vida e de intensidade, de entrega a Deus, de testemunho. Deu tudo o que tinha por amor, a Deus, ao marido, aos filhos. O funeral da jovem foi um profundo louvor a Deus pelo dom da vida e quem estava presente testemunha a fé e a alegria que imperava no ambiente. Mais de mil pessoas estavam presentes, sem contar as dezenas de sacerdotes que celebraram a missa de corpo presente de Chiara.


Missa de Corpo Presente

Aqui seus restos mortais aguardam a ressurreição.


O pequeno Francesco brincando próximo ao túmulo de sua mãe.

A história de Chiara demonstra que é possível se opor à massiva ideologia que despreza vidas indefesas em ventres maternos por tantos motivos. A capacidade e coragem de dizer “sim” à vida, mesmo em momentos de tribulação, são intrínsecas aos cristãos e àqueles que se encontraram com o Verdadeiro Amor. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”. (Jo 15,13)
Chiara deixou uma carta escrita para o seu filho, antes de morrer:



“Vou ao céu para cuidar de Maria e Davide; você fica aqui com o papai. De lá, eu rezarei por vocês. Meu filho, você é especial e tem uma grande missão. O Senhor o escolheu, e eu lhe mostrarei o caminho a seguir, se você abrir seu coração. Confie em mim, vale a pena. Mamãe”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário