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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Beatos Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, Leigos Maronitas e Mártires.



Os três irmãos Massabki, leigos maronitas,
trucidados por muçulmanos em Damasco. 
Beatos Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, leigos católicos maronitas. Martirizados em Damasco, Síria, em 10 de julho de 1860 e beatificados pelo Papa Pio XI em 07 de outubro de 1926. Sua memória é celebrada em 10 de julho.

Os três irmãos: Francisco, Abdel-Mooti e Rafael Massabki, leigos católicos maronitas, foram vítimas de uma sangrenta perseguição desencadeada no século XIX pelos turcos contra a Igreja Patriarcal Maronita.
Eles morreram em Damasco, na Síria, em 10 de julho de 1860 e, em tal data, são comemorados pelo Martyrologium Romanum, tendo sido beatificados em 1926 pelo Sumo Pontífice Pio XI. A iconografia trata de representa-los juntos, ajoelhados diante do altar, outras vezes com a espada, objeto de seu martírio.
É necessário dizer que os três irmãos Massabki estão já citados juntos com os Beatos Mártires Franciscanos de Damasco, com os quais sofreram o martírio e foram beatificados em 10 de outubro de 1926 pelo Papa Pio XI.
Eles pereceram na trágica noite de 09-10 de julho de 1860, que reduziu o bairro cristão de Damasco, na Síria, em um monte de escombros fumegantes. Os oito missionários franciscanos (sete espanhóis e um austríaco) desenvolviam sua vida comunitária no convento de Damasco, estendendo o apostolado entre a população local.
Os oito frades franciscanos mortos
em Damasco pelos muçulmanos. 
Em determinado momento, os “drusos”, seita religiosa de origem muçulmana shiita, dando largas a seu fanatismo de intolerância religiosa, desencadearam nos anos 1845-1846 e, depois, especialmente em 1860, sua cólera contra os cristãos, atacando com fúria homicida a cidade, fazendo suas vítimas.
Os franciscanos Emanuel Ruiz, Carmelo Volta, Engelberto Kolland, Ascânio Nicanor, Pedro Soler, Nicolás Alberga, Francisco Pinzo e Juan Santiago Fernández refugiaram-se entre os sólidos muros do convento e, com eles também os três fiéis cristãos maronitas, seus colaboradores.



Por desgraça, talvez entre os serventes locais, havia um traidor que assinalou uma pequena porta secundária, que ninguém havia pensado em bloquear, permitindo aos fanáticos fundamentalistas islâmicos massacrar a todos com golpes de cimitarra.
Damos agora alguma notícia sobre os três irmãos de sangue de Damasco. Eles gozavam na comunidade maronita de grande estima, como observantes e zelosos cristãos. 
Francisco, o irmão mais velho, era um negociante de seda muito rico. Não obstante, observava os preceitos religiosos com exatidão, fazendo-os também observar pelos familiares. Um dia foi muito duro com uma filha que havia violado o jejum quaresmal. Iniciava sua jornada diária assistindo à celebração da Missa e a terminava com a função litúrgica vespertina e, em vista disso, antecipava o fim do dia de negócios.
Abdel-Mooti, por sua vez, havia se retirado dos trabalhos de comerciante, temendo não poder ter sempre a consciência tranquila, e dedicou-se ao ensino na escola dos Franciscanos.
Também, em cada manhã, assistia à Missa com a filha, fosse qual fosse o tempo, mesmo com neve. Prevendo seu fim, naquele dia despediu-se de seus alunos, exortando-os a não temer o martírio, considerando-o uma graça divina.
Rafael era celibatário e amava a solidão contemplativa, entre sua casa e a igreja vizinha. Transcorria muitas horas, todos os dias, em oração e em meditação. Ajudava a seu irmão Francisco nos negócios e era o sacristão da vizinha igreja dos franciscanos.
Quando já fazia uma hora após a meia noite, os drusos penetraram no convento, onde se haviam refugiados com os oito franciscanos. Eles foram chamados pelo nome e obrigados pelos fundamentalistas a abjurar a fé cristã e aderir à fé islâmica. Se assim fizessem, haveriam de salvar a vida. Porém, eles, singularmente, como os cristãos dos primeiros tempos, rechaçaram com palavras de fé genuína e convicta, sendo massacrados a golpes de cimitarra, sabres e maças de ferro. A Rafael lhe foi sacada a cabeça e seu corpo foi pisoteado. Quando, em 17 de dezembro de 1885 foi iniciado o processo para a beatificação dos mártires franciscanos de Damasco, os três irmãos Massabki, se bem que pereceram no mesmo dia, lugar, motivo e circunstâncias, foram esquecidos.
Porém, quando na primavera de 1926 a causa estando já concluída, fixando-se a data da solene beatificação para o dia 10 de outubro, o episcopado maronita, que, como é conhecido, está unido à Igreja de Roma, com o arcebispo de Damasco à frente, apresentou ao Papa Pio XI uma urgente instância, a fim de que os três irmãos Massabki, maronitas, mortos também eles no assassinato perpetrado pelos drusos muçulmanos, fossem agregados à glória dos padres franciscanos, como o foram na vida e no martírio.
O Papa Pio XI com um gesto que permanece único na história da Congregação dos Ritos, reconhecendo legítima a apresentação e a investigação, dispôs um processo sumário sobre a vida e sobre a morte de Francisco, Abdel-Mooti e de Rafael Massabki. Encarregou, para isto, o Mons. C. Salotti, promotor da Fé, e Frei Santarelli, Postulador dos Frades Menores, que viajaram à Síria e ao Líbano para as indagações, recolhendo os devidos e genuínos testemunhos, compreendido entre esses aquele do pároco maronita, Moussa Karam, seu contemporâneo que escapou milagrosamente da matança.
Em 07 de outubro, o Papa Pio XI, tendo em vista as provas recolhidas e concedendo a dispensa dos milagres prescritos, firmou o decreto para sua beatificação, que como já se havia dito, teve lugar em 10 de outubro sucessivo, junto com os oito frades franciscanos.


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