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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Beato Justo Takayama Ukon, Leigo e Mártir (em breve sua beatificação). Um samurai santo.



Um samurai será elevado aos altares, após reconhecimento de seu martírio.

Takayama Ukon, foi um samurai que viveu durante o século XVI e, como o Papa Francisco aprovou em 22 de janeiro o decreto que reconhece seu martírio, será declarado beato e entrará na lista de católicos japoneses que preferiram morrer a renunciar a sua fé.

Inclusive, antes de morrer deixou tudo por Cristo. Renunciou a sua alta posição social e as suas riquezas: era dono de extensas propriedades e comandava grandes exércitos.

Pe. Anton Witwer, S.J., Postulador Geral da Companhia de Jesus (jesuítas), explicou anteriormente ao Grupo ACI que embora o samurai Takayama tenha morrido no exílio, seu martírio consistiu em “morrer por causa dos maus tratos que sofreu em sua pátria, por isso o processo de beatificação é o de um mártir”.


Segundo o Pe. Witwer, a vida de Takayama exemplifica “a grande fidelidade da vocação cristã, ele perseverou apesar de todas as dificuldades”.

Em 2013, a Conferência Episcopal Japonesa enviou uma solicitação de 400 páginas para a beatificação do mártir samurai à Congregação para as Causas dos Santos. Agora que este decreto foi aprovado, o processo da beatificação está em caminho.



A vida do samurai

Takayama nasceu em 1552, três anos depois que o missionário jesuíta São Francisco Xavier introduziu o cristianismo no Japão. Um dos conversos foi seu pai, que o batizou quando tinha 12 anos com o nome de Justo pelo sacerdote jesuíta Pe. Gaspare di Lella.



 


Os Takayama eram daimio, membros da classe governante dos senhores feudais que secundavam os shogun, desde a época medieval até o início da era moderna no Japão. Pelo fato de serem daimio, possuíam várias propriedades e tinham direito a formar exércitos e contratar samurais.

Por isso, os Takayama ajudavam nas atividades missionárias no Japão e eram protetores dos cristãos e dos missionários jesuítas.


Em 1587, quando o samurai completou 35 anos, o Chanceler do Japão, Toyotomi Hideyoshi, começou uma perseguição contra os cristãos: expulsou os missionários e obrigou os católicos japoneses a abandonar a fé.



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