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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Beata Francisca da Encarnação, Virgem e Mártir (Guerra Civil Espanhola, 1937).



Maria Francisca Espejo y Martos nasceu no dia 2 de fevereiro de 1873 em Martos, Espanha; pertencia a uma família humilde, era sobrinha de uma monja trinitária, Irmã Maria do Rosário. Ao ficar órfã muito jovem, Francisca entrou como educanda no convento de Martos, ficando sob a proteção da tia; na adolescência sentiu desejo de permanecer no convento como monja e pediu para ser admitida na comunidade.
     Em 2 de julho de 1893 recebeu o hábito e em 5 de julho de 1894 emitiu sua profissão religiosa tomando o nome de Irmã Francisca da Encarnação.
     Durante anos nada pressagiava a tormenta que se avolumava no horizonte até que as chamas devoraram as igrejas de Nossa Senhora da Vila e de Santo Amador na fatídica madrugada de 18 para 19 de julho de 1936. Dois dias depois, o convento das Trinitárias se tornava alvo dos perversos sanguinários, que o invadiram e deixaram as religiosas desprovidas de tudo; elas foram obrigadas a recorrer às pessoas generosas.
     Irmã Francisca da Encarnação e sua tia encontraram refúgio na casa de seu irmão, Ramón. Ali levavam uma vida muito similar ao do convento, entre orações e trabalhos e auxiliando nas tarefas da família.
     Em 12 de janeiro de 1937, uns milicianos se apresentaram e prenderam as duas monjas e a cunhada de Irmã Francisca. Seu irmão havia sido preso e liberado. Irmã Rosário tinha mais de 80 anos; sua sobrinha, Irmã Encarnação, tinha quase 64. Devido à idade, deixaram Irmã Rosário voltar para casa.
     Irmã Francisca Encarnação foi posta no cárcere por erro: os revolucionários haviam decidido fuzilar as superioras dos três conventos femininos de Martos, no caso das Trinitárias se enganaram de monja. No calabouço Irmã Francisca e outras religiosas unidas em oração se amparavam mutuamente e se consolavam com o exemplo dos primeiro mártires.
     No dia 13 de janeiro elas foram obrigadas a subir numa camioneta e foram conduzidas a vários quilômetros de distância de sua cidade natal, concretamente a Casillhas de Martos. A baixeza e a brutalidade dos assassinos se mostraram com toda sua crueza quando, depois de fuzilar covardemente vários homens que tinham capturado, se propunham a violentar as três religiosas. Elas se defenderam com unhas e dentes. Em meio a brutal luta, os verdugos, contrariados e impotentes para realizar seus propósitos, deixaram no corpo abandonado da Beata os sinais de sua ferocidade.

Corpo incorrupto da mártir. Face protegida por uma máscara
de cera. 

     

Seus restos mortais foram exumados no início de julho de 1939 e foram levados para a igreja das monjas trinitárias. Em 1986 eles foram reconhecidos e se conservavam incorruptos. Novamente eles foram reconhecidos por ocasião de sua beatificação. Bento XVI a beatificou em 28 de outubro de 2007. Seu corpo incorrupto se conserva no Mosteiro da Santíssima Trindade de Martos.


Fonte (com permissão):  http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/2016/01/beata-francisca-da-encarnacao-martir-de.html

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