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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Beatos José Tàpies Sirvan e seis sacerdotes mártires e a Beata Maria dos Anjos Ginard Martí,virgem e mártir (mortos por ódio à fé na Guerra Civil Espanhola).



Painel da Beatificação dos Mártires
O Beato José Tàpies Sirvant e seis companheiros sacerdotes mártires, um deles francês; assim como a religiosa Maria dos Anjos Ginard Martí, virgem e mártir; todos assassinados durante a Guerra Civil espanhola. Os beatos são os sacerdotes espanhóis José Tapies Sirvant, Pascual Araguás Guardia, Silvestre Arnau Pascuet, José Boher Foix, Francisco Castell Brenuy, Pedro Martret Moles e o francês José Juan Perot Juanmartí, todos da diocese de Urgell.
Embora os sete terem sido detidos juntos e fuzilados em 13 de agosto de 1936, o processo de beatificação se abriu apenas para o caso do Pe. José Tapies em 1946. Em 1992, o Bispo de Urgell decidiu ampliar a causa a seus seis companheiros.
Os corpos dos mártires foram exumados em 24 de novembro de 1938 e enterrados de maneira solene no dia 27 do mesmo mês em La Pobla de Segur, junto com outros sacerdotes. Na tumba pode-se ler: "Aqui descansam, esperando a ressurreição, os restos mortais de dez sacerdotes da Santa Madre Igreja que por Cristo e sua fé derramaram seu sangue".

A Beata Maria dos Anjos e sua célebre
frase: "a maior felicidade de um cristão
é morrer mártir por Jesus Cristo". 
Por sua vez, a religiosa Irmã Maria dos Anjos Ginard Martí nasceu em Lluchmayor (Mallorca) em 3 de abril de 1894 e foi religiosa da Congregação das Irmãs Zeladoras do Culto Eucarístico.
A irmã foi assassinada por milicianos republicanos logo depois de destruir o convento de sua congregação em Pasto de la Villa. Seus restos foram achados em uma vala comum e agora descansam no cemitério do convento das Zeladoras em Madri.
O martírio destes beatos foi reconhecido pela Congregação para a Causa dos Santos em abril de 2004.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

SANTA CRISTINA DE BOLSENA, Virgem e Mártir (perseguição romana).



Santa Cristina de Bolsena

A arqueologia não serve apenas para descobrir faraós enterrados em suas pirâmides; ela também pode confirmar a existência de santos mártires que deram suas vidas pela fé em Deus. Foi o que aconteceu com Santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas de pesquisadores.
Segundo os mosaicos descobertos na Igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. E, portanto, já naquele século era venerada como santa, como se pode observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou a descoberta de um cemitério subterrâneo.
A arte também corroborou com seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. Além disso, textos escritos em latim e grego relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem.
Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália.
Esses relatos contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao Cristianismo. Por isso decidiu trancar a filha numa torre na companhia de doze servas pagãs. Para mostrar que não abdicava da fé em Cristo, Cristina despedaçou as estátuas dos deuses pagãos existentes na torre e jogou, janela abaixo, as joias que as adornavam, para que os pobres pudessem pegá-las. Quando tomou conhecimento do feito, Urbano mandou chicoteá-la e prendê-la num cárcere. Como não conseguisse a rendição da filha, entregou-a aos juízes.
Cristina foi torturada terrivelmente e depois jogada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram suas feridas. Finalmente o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente anjos intervieram, sustentaram a pedra, que ficou boiando na superfície da água, e levaram a jovem até a margem do lago.
As torturas continuaram, mesmo depois de seu pai ser castigado por Deus e morrer de forma terrível. Cristina ainda foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de, finalmente, ser morta com duas lanças transpassando seu corpo virgem. Assim o seu martírio foi divulgado pelo povo cristão desde o ano 287.
O verbete sobre ela no Martirológio Romano é bem curto: "Em Bolsena, na Toscana, Santa Cristina, Virgem e Mártir". No passado esta santa esteve incluída no Calendário dos santos ser comemorada universalmente onde quer que o rito romano fosse celebrado, mas, ainda que a sua devoção continue aprovada, ela foi retirada da lista em 1969 "por que nada se sabe sobre esta virgem e mártir, com exceção de seu nome e o local onde está enterrada em Bolsena”.
O calendário tridentino deu-lhe uma comemoração dentro da Missa da Vigília de São Tiago. Quando, em 1955, Pio XII suprimiu essa vigília, a celebração de Santa Cristina se tornou um "simples" e, em 1962, uma "comemoração". De acordo com as regras nas edições posteriores do missal romano, Santa Cristina pode agora ser celebrada com um "memorial" em toda parte no dia de sua festa, exceto no caso de haver alguma celebração obrigatória designada para este dia no local.
Toffia, na Província de Rieti, guarda as relíquias da santa e as mantém em exposição numa urna transparente. Palermo, uma cidade da qual Cristina é uma das quatro padroeiras, também alega ter as relíquias.
A Catedral de São João Evangelista em Cleveland, Ohio, EUA, alega que "na capela da Ressurreição, abaixo do altar, está o relicário de Santa Cristina, incluindo seu esqueleto completo e um pequeno frasco com seu sangue. As relíquias foram presenteadas ao Arcebispo Schrembs em 1928 pelo papa Pio XI. A tradição diz que Cristina era uma jovem de 13 ou 14 anos que morrera por sua fé por volta do ano 300 d.C.”.

Fontes:
Site:http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/2015/07/santa-cristina-de-bolsena-martir-24-de.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO, Apóstolo do Santo Rosário de Nossa Senhora.


Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? Estava ele na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí que Nossa Senhora apareceu-lhe...


Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja.
Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear São Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica.
Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes.
Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões.
Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O Papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus.
Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado.
A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o Beato Manes.
Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao Papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o Papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação.
Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem.
No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo Papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.




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O Santo homem que recebeu das mãos da Virgem o Rosário
Como o Santo Rosário chegou às mãos de São Domingos? São Domingos estava na capela do convento das monjas do primeiro mosteiro da Ordem Dominicana rezando pela redenção das almas. Foi aí então que Nossa Senhora apareceu-lhe e entregou-lhe o Rosário ... Foi a partir daí que São Domingos com seu zelo inflamado começou a pregar sobre o Rosário e converter milhares de hereges à fé católica.


Os demônios revelam quem é o Santo mais temido por eles
Eis que São Domingos estava a pregar o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um herege que, possesso pelo demônio, pregava contra o Santo Rosário. Havia mais de 12 mil pessoas presentes na pregação. Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento.
Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário - eis que o quarto mistério (Luminoso) foi adicionado ao rosário recentemente;
Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que os demônios mais odiavam em todo o mundo, isto por causa das almas que ele arrancou deles através da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas.
São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do possuído e pediu que os demônios lhe dissessem quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo... - devemos lembrar que o diabo é o pai da mentira e neste momente ele se faz de vítima de São Domingos - e eles disseram:
Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento”...
São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos - apenas Domingos era capaz de vê-la. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse: - Responda ao meu servo Domingos imediatamente. - Então os demônios começaram a gritar:

Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste dos céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruína? Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que Ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos”.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.
Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário. A recompensa para aqueles que atraem outros a devoção do Santo Rosário é enorme.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade, Virgem Carmelita Descalça e Fundadora de Carmelos.










Maria Giselda Vilela, “mãezinha”, nasceu em um lar autenticamente cristão. Era a terceira dos sete filhos do casal Manoel Villela Pereira (de origem portuguesa) e Maria Campos Villela, residente na cidade de Maria da Fé, Minas Gerais. Eram seus irmãos: Genoveva, Manoelzinho (logo falecido), um segundo Manoelzinho, também falecido com apenas dois anos, Rita, Gabriel (Padre Redentorista) e Murilo.
Maria Giselda, muito viva e inteligente sempre foi cercada de muita atenção e carinho pelos pais, que, percebendo seu temperamento forte e expansivo, eram exigentes na sua formação e educação.
Impressionado com a piedade da menina e com seu precoce conhecimento do catecismo, um missionário que viera pregar naquela cidade, permitiu que ela fizesse a Primeira Comunhão, com apenas quatro anos de idade. Ao lado de Maria Giselda, também recebendo Jesus pela primeira vez, lá se achava Delfim Ribeiro Guedes, seu amiguinho, um pouco mais velho que ela. Unidos na Eucaristia, muito mais unidos ficariam, num futuro remoto, pelos laços de um forte ideal carmelitano.
Sempre voltada para as coisas de Deus, após a Primeira Comunhão, Maria Giselda quis entrar para o Apostolado da Oração.
Não sabendo ler nem escrever, cumpria de memória o que lhe era prescrito e rezava o terço marcando as Ave Marias com seus dedinhos.
Foi seu companheirinho de infância, além de Delfim, o futuro beneditino, Dom Marcos Barbosa.
Três admiráveis crianças, que, mais tarde, norteariam suas vidas pelo ideal de consagração a Deus.


O SOFRIMENTO

Dedicada aos estudos, Maria Giselda foi desenvolvendo seus grandes talentos. O selo do sofrimento, porém, marcaria sua infância ... Entre 12 e 13 anos, teria início o seu calvário com o aparecimento de um tumor na virilha.
Alertado sobre a gravidade do problema, Sr. Vilela levou-a para outra cidade, também de recursos precários, onde o enorme tumor foi extirpado. Aparentemente melhor, Maria Giselda foi para o Internato, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs da Providência de GAP, em Itajubá, mas, em poucos meses, reapareceu-lhe o tumor. Alarmado, o pai levou-a para o Rio, à procura de melhores especialistas. Após uma cirurgia de emergência, feita por Dr. Pedro Ernesto, este, um tanto desolado, disse ao Sr. Vilela que a menina não se salvaria ... Tratava-se de um tumor maligno ... em estado adiantado.
Sr. Vilela sofreu um terrível golpe, mas, diante da sentença do médico, respondeu-lhe: "Se a medicina da terra nada pode fazer, eu confio na medicina do Céu!".
Enquanto a filha era operada, os pais buscam uma igreja para participarem da Santa Missa, e na homilia ouvem falar do poder intercessor de Santo Expedito. D. Maria e Sr. Vilela, sem nada terem combinado, no íntimo de seus corações, pediram a cura da filha querida, fazendo, coincidentemente, a mesma promessa: Mandar esculpir uma imagem do referido Santo, para propagarem a sua devoção em Maria da Fé, onde Santo Expedito era pouco conhecido.
Diante do sofrimento dos pais, o médico propôs-lhes um novo tratamento: a radioterapia, que causou sérias queimaduras em Giselda. Ainda desconhecido o efeito do rádio...


SONHOS DE GISELDA E SUA CONVERSÃO

Enquanto jovenzinha, Maria Giselda idealizava ser muito rica, gozar de uma vida confortável e até luxuosa, junto de seus pais, de quem nunca pensava em separar-se.
No Colégio, foi-se interiorizando mais e mais, numa busca constante de Deus! A leitura de "História de uma Alma", de Santa Teresinha, fez-lhe descobrir o Carmelo, e tendo exposto seu desejo ao seu confessor, foi encaminhada ao Carmelo de Campinas.



A CAMINHADA PARA O CARMELO
Sr. Vilela e D. Maria, ao tomarem conhecimento da pretensão de Giselda de entrar para o Carmelo, não se opuseram.
Corria o ano de 1930. Em companhia do pai, Maria Giselda ingressa no Carmelo, a 29 de novembro.
Em 12 de abril de 1931, recebe o Hábito de Nossa Senhora do Carmo, sob o nome de Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, realizando-se o presságio de sua grande amiga, Laly, que, mais tarde, seria a co-fundadora do Carmelo de Belo Horizonte.
Giselda fez seus primeiros votos em 12 de abril de 1932 e, em 13 de abril de 1935, a sua Profissão Solene, registrando-se sempre a sua grande dedicação à Comunidade!


Foto da Serva de Deus com noviças e postulante. 

O CARMELO DA SAGRADA FAMÍLIA

Padre Delfim seu amigo de infância, manifestando a necessidade de cumprir a promessa feita junto ao túmulo de Santa Teresinha, em Lisieux, de trabalhar para a fundação de um Carmelo, pois a Santinha das Rosas obtivera-lhe de Deus a graça da Ordenação Sacerdotal, compareceu ao Carmelo de Campinas, com a autorização de Dom Octávio, Bispo de Pouso Alegre, para pedir à Madre Ângela e à sua Comunidade, a fundação de um Carmelo em Pouso Alegre, o que se efetivou em 26 de outubro de 1943, graças ao empenho do padre Delfim, que seguiria, à distância, suas filhas Carmelitas, pois dias antes dessa fundação, ele fora nomeado Bispo de Leopoldina.
Inicio difícil para Madre Maria Imaculada, sobretudo após o retorno das Irmãs de Campinas, que com ela vieram, deixando-a apenas com um grupo de Noviças. Estas, reconhecendo o mérito de sua Priora, deram-lhe o título de "mãezinha", pois realmente desempenhava sua missão com grande entusiasmo e dedicação.
E assim, por quarenta e três anos, “mãezinha” dirigiu o Carmelo da Sagrada Família, mas logo após a Sagração da Capela, a construção do cemitério e o término das pistas do quintal, mãezinha já dizia poder cantar o “nunc dimittis”.
Deus, porém, em seus insondáveis desígnios, (que apesar de “maravilhosos” não deixam de ser, às vezes, “dolorosos”), desejava pedir a ela algo mais: A fundação de um novo Carmelo.


Serva de Deus (a primeira à direita) com outras monjas de
seu Carmelo. 


A FUNDAÇÃO DO CARMELO DE CAMPOS

Acatando a vontade de Deus, Mãezinha tomou as providências necessárias à nova fundação. Foi um tempo de intensa oração e muito trabalho.
A 24 de agosto de 1986, nove de suas filhas partiram para Campos, mas a saúde de mãezinha sofreu um grande abalo: a manifestação de um câncer, que até então procurara ocultar de suas Irmãs.
Havia oferecido a sua vida para o êxito da nova fundação, em benefício da Santa Igreja, bastante dilacerada naquela Diocese.


ENFIM, O CÉU

A saúde de Mãezinha foi decaindo, dia-a-dia.
Sempre assistida por vários médicos, nossos grandes amigos, sobretudo Dr. Vitor Galhardo e Dr. José Wazen, do Rio de Janeiro, a 20 de janeiro de 1988, pelas 11,20h da manhã, ela partiu para o grande encontro com Aquele por quem vivera e a quem servira durante toda a sua vida.


PROCESSO DE CANONIZAÇÃO
Em vista da insistência de várias pessoas que alcançaram graças por intermédio de Mãezinha, a Comunidade alicerçada em sacrifícios e orações, assumiu, convictamente, a Introdução da CAUSA DE CANONIZAÇÃO de sua Fundadora.

Aos 12 de janeiro de 2006, na presença de toda a Comunidade, Frei Patrício entregou oficialmente o pedido de Introdução dessa nobre Causa, ao Exmo. Arcebispo, Dom Ricardo.

Prosseguindo, estabeleceu-se contato também com o então Padre Geral da Ordem, Frei Luis Aróstegui Gamboa, e com Postulador Geral, Frei Idelfonso Moriones, solicitando-lhes que a Ordem assumisse essa nova Causa de Canonização.
Com o coração transbordante de alegria, a 26 de julho de 2006, as Irmãs tomaram conhecimento de que a IGREJA, através da Congregação para as Causas dos Santos enviara, de Roma, ao Exmo. Arcebispo, Dom Ricardo, o seguinte documento: "nada impede a introdução do processo de canonização da Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade.
No dia nove de agosto de 2006, foi confirmada a data da abertura do processo de canonização para o dia 30 de setembro desse mesmo ano.


ORAÇÃO para pedir graças por intercessão da Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e, com todo o afeto do meu coração, dou-Vos graças por terdes escolhido a Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade (Mãezinha) para ser toda vossa, no Carmelo.
Peço-Vos que, se for da vossa vontade, ela seja brevemente canonizada. Peço-Vos também, por intercessão da Serva de Deus, conceder-me a seguinte graça (...)
[Rezar 3 Ave-Marias e 3 Glórias ao Pai]



Sessão de Clausura da Fase Diocesana do
Processo de Mãezinha, realizada no dia 25/10/2014.
Frei Romano Gambalunga, ocd, postulador geral da Ordem,
fazendo a leitura de documento oficial. Presente, também, o
bispo diocesano, Dom Majella.