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sábado, 19 de dezembro de 2015

OS CATORZE SANTOS AUXILIADORES (comemoração antiga, excluída na reforma litúrgica).



    Os catorze santos auxiliares são venerados pela Igreja Católica como intercessores eficazes contra as mais diversas doenças. O culto a eles surgiu no século XIV, na região da Renânia, provavelmente como consequência da peste negra que assolava a Europa no supracitado período.[1]


         Histórico de Veneração
         A devoção aos santos auxiliares teve início na Renânia, agora parte da Alemanha, na época da peste negra.[1]

       Entre o grupo encontram-se três virgens mártires: Santa Margarida de Antioquia, Santa Bárbara e Santa Catarina de Alexandria, conhecidas também como Santas de Casa.

    Como os outros santos começaram a ser invocados juntos dessas três virgens mártires, eles passaram a ser representados juntos em trabalhos artísticos. A veneração popular teve início nos mosteiros que traziam dentro de si as relíquias dos ditos santos. Todos os catorze, com exceção de Santo Egídio, foram martirizados.

       Como o culto aos Catorze Santos Auxiliadores mostrou-se forte no século XVI, o Papa Nicolau V estendeu indulgência àqueles que mantivessem devoção pelos santos do grupo, o que não foi longamente aplicado, tendo caído em desuso.

       Embora tenham festas em dias separados, os catorze são comemorados no dia 8 de agosto, embora essa data nunca tenha tomado parte do Calendário Geral Romano para veneração universal. Quando esse calendário foi revisto em 1969, com a criação do Calendário Católico Romano de Santos, as celebrações individuais de Santa Bárbara, Santa Catarina de Alexandria, São Cristóvão e Santa Margarida de Antioquia foram abandonadas, embora em 2004 o Papa João Paulo II tenha restituído para 25 de novembro um memorial opcional a Santa Catarina de Alexandria, cuja voz foi ouvida por Santa Joana d’Arc. A celebração individual de todos os catorze foi incluída no Calendário Geral Romano de 1954, o Calendário Geral Romano do Papa Pio XII e o Calendário Geral Romano de 1962.

    Comparado ao culto dos catorze santos auxiliadores foi o dos Quatro Santos Marechais, que também foram venerados na Renânia como os Marechais de Deus. Os quatro santos marechais eram São Quirino, Santo Antão do Deserto, Papa Cornélio e Santo Humberto.



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       A devoção a esses santos nasceu na Renânia (Alemanha) no século XIV. No dia 17 de setembro de 1445, o Menino Jesus apareceu a um pastorzinho chamado Hermann Leicht de Langheim, filho do locatário de uma propriedade de Frankental. A aparição se repetiu, desta vez com o Menino circundado por velas acessas; e no dia 29 de julho de 1446, no mesmo lugar, o Menino Jesus estava acompanhado por quatorze crianças. Quando o pastorzinho perguntou quem eram, as crianças responderam que eram os quatorze auxiliadores e pediram que lhes fosse dedicada, naquele lugar, uma capela. Eles apareceram também a uma jovem gravemente enferma, que foi levada até o local e milagrosamente curada. O abade de um convento cisterciense que havia nas vizinhanças acabou cedendo aos pedidos incessantes do povo e mandou erigir, para as exigências imediatas dos iminentes peregrinos, uma capela em honra dos Quatorze Santos Auxiliadores.

Depois, foi instituída uma festa coletiva para eles, com dada fixada em 8 de agosto. A esta devoção o Papa Nicolau V concedeu particulares indulgências. Em 1743, começou a construção, por desenho do arquiteto Balthasar Neumann (1687 – 1753), do Santuário de Vierzehnheligen (Bad Staffelstein, Alta Franconia).



Segundo a Tradição, eles são:

1. Santo Acácio (Agathius), 8 de maio, invocado contra a dor de cabeça.
2. Santa Bárbara, 4 de dezembro, invocada contra os raios, a febre e a morte súbita.
3. São Brás de Sebaste, 3 de fevereiro, invocado contra a doenças da garganta e para proteção dos animais domésticos.  Já ouvimos muito a invocação de São Brás, quando uma criança ou adulto se engasga com alguma coisa. Essa tradição se deve ao fato de São Brás ter livrado da morte um menino que estava com uma espinha de peixe presa na garganta. 
4. Santa Catarina de Alexandria, 25 de novembro, invocada contra a morte súbita.
5. São Ciríaco de Roma, 8 de agosto, invocado contra a tentação no leito de morte e as obsessões diabólicas.
6. São Cristovão, 25 de julho, invocado contra a peste bubônica e os perigos durante a viagem.
7. São Dionísio, 9 de outubro, invocado contra as dores de cabeça.
8. Santo Egídio, 01 de setembro, invocado contra a peste, a convulsão da febre, o pânico e a loucura (doenças mentais), por aleijados, mendigos e ferreiros. Por causa do milagre da confissão oculta de Carlos Martell, Santo Egídio é invocado também para ajudar nas confissões difíceis.
9. Santo Erasmo, 2 de junho, invocado contra as dores abdominais e doenças intestinais.
10. Santo Eustáquio, 20 de setembro, invocado contra a discórdia familiar e os perigos do fogo.
11. São Jorge, 23 de abril, invocado para a saúde dos animais domésticos.
12. Santa Margarida de Antioquia, 20 de julho, invocada durante o parto e para escapar de demônios.
13. São Pantaleão de Nicomédia, 27 de julho, invocado por médicos e contra o câncer e a tuberculose.
14. São Vito, 15 de junho, invocado para obter a cura em doenças como epilepsia, a Coreia di Sydenham (uma forma de encefalite conhecida como dança de São Vito, que pode apresentar sintomas como tiques, tremores etc.), a hidrofobia (raiva), as doenças dos olhos (em eslavo a palavra Vid - vista - foi associada a seu nome) e a letargia. Também é invocado contra os raios e para a proteção de animais domésticos.  

Obs: 
Em alguns dias do ano litúrgico a invocação de um dos santos acima é substituída pela de Santo Antão, São Leonardo de Noblac, São Nicolau, São Sebastião, Santo Osvaldo, Papa Sisto II, Santa Apolônia, Santa Doroteia, São Wolfgang ou São Roque. Na França a Virgem Maria é adicionada ao rol dos catorze santos auxiliares.  

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