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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Beatos Frederico de Berga e 25 Companheiros, Capuchinhos e Mártires. Beatificados no dia 24 de novembro de 2015.

Dois dos novos beatos mártires: Frei Frederico de Berga e Frei Eloi de Bianya. 

O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, presidiu na manhã de sábado (21/11), na Catedral de Barcelona, Espanha, à celebração Eucarística de Beatificação de Frederico de Berga e seus 25 companheiros mártires, sacerdotes e Irmãos leigos, assinados por ódio à fé, entre junho de 1936 e fevereiro de 1937.

Os novos Beatos, assassinados em nove conventos da Catalunha, saqueados e incendiados, deram testemunho da sua fé, conduta moral e vida de oração:

No momento da prisão, eles declararam sua identidade e seu estado religioso, decididos a oferecer as vidas por Jesus Cristo e, com o coração, prontos para cumprir a vontade de Deus.

O primeiro da lista, Frei Frederico de Berga foi guardião, missionário na América Central e Provincial por um triênio. O Bispo de Vic o definiu como "o pregador mais apostólico" da sua diocese.

No início da revolução, era guardião no convento de Arenys. Em Barcelona, participou ativamente da rede clandestina da Igreja, que ali se formava. Pouco antes de morrer, em fevereiro de 1937, havia distribuído milhares de comunhões, correndo risco de vida.

Celebrava a Eucaristia em casas particulares, onde se reuniam pequenos grupos de fiéis, sem utilizar ornamentos e vasos sagrados, com a permissão da Santa Sé.



Companheiros de martírio

Entre seus companheiros capuchinhos, destaca-se Frei Eloi de Bianya, talvez a figura mais amada de todo o grupo dos mártires.

Era irmão porteiro do convento de Sarriá. Ele nunca reclamava; era sempre sorridente e simpático; tinha uma vida interior muito intensa, apesar dos muitos apertos e humilhações.

Frei Eloi foi preso na estação ferroviária, junto com outros três frades, quando estava para partir para a sua cidade natal.

Entre os jovens estudantes assassinados, encontrava-se Frei Marçal de Villafranca, o mais jovem de quatro coirmãos frades. Tinha dezenove anos. Ao ser preso, despediu-se dos seus confrades, dizendo: "Não sofram pelo que me puder acontecer. A minha consciência está em paz com Deus".

Outros mártires foram também Frei Modesto de Mieres e Frei Ángel de Ferrieres, um teólogo idoso e um jovem irmão leigo, que se refugiaram na casa de outro frade, próximo ao convento de Sarriá. Frei Ángel poderia ter escapado, mas não quis abandonar o Frei Modesto e outro frade enfermo, acamado. Frei Modesto compôs uma oração que juntos recitavam todos os dias. Finalmente, denunciados por alguns vizinhos, foram presos e assassinados nas proximidades do convento.

Alguns dos novos mártires foram missionários na Colômbia, Filipinas, Nicarágua e Costa Rica.

O último Capuchinho a morrer foi o Frei Frederico de Berga, em 16 de fevereiro de 1937. Em maio de 1937, o governo da República assumiu o controle da situação de Barcelona e os assassinatos cessaram.

Porém, a Igreja continuou a viver na clandestinidade até o fim da guerra em 1939. (JSG)



Eis os nomes daqueles que compõem esta cândida lista de mártires:

P. Frederic de Berga (Martí Tarrés Puigpelat)
P. Modest de Mieres (Joan Bover Teixidó)
P. Zacaries de Llorenç del Penedés (Sebastiá Sonet Romeu)
P. Remigi del Papiol (Esteve Santacana Armengol)
P. Anselm d'Olot (Laurentí Basil Matas)
P. Benigne de Canet de Mar (Miquel Sagré Fornaguera)
P. Josep de Calella de la Costa (Joan Vila Colomé)
P. Martí de Barcelona (Jaume Boguñá Casanova)
P. Rafael Maria de Mataró (Francesc de Paula Soteras Culla)
P. Agustí de Montclar de Donzell (Josep Alsina Casas)
P. Doroteu de Vilalba dels Arcs (Jordi Sampé Tarragó)
P. Alexandre de Barcelona (Jaume Nájera Gherna)
P. Tarsici de Miralcamp (Josep Vilalta Saumell)
P. Vincenç de Besalú (Julià Gebrat Marcé)
P. Timoteu de Palafrugell (Jesús Miquel Girbau)
Fr. Miquel de Bianya (Pelai Ayats Vergés)
Fr. Jordi de Santa Pau (Manuel Collellmir Senties)
Fr. Bonaventura de Arroyo Cerezo (Tomás Díaz Díaz)
Fr. Marçal del Penedès (Carles Canyes Santacana)
Fr. Eudald d'Igualada (Lluís Estruch Vives).
Fr. Paciá Maria de Barcelona (Francesc Maria Colomer Presas)
Fr. Ángel de Ferreries (Josep Coll Martí)
Fr. Cebrià de Terrassa (Ramon Gros Ballvé)
Fr. Eloi de Bianya (Joan Ayats Plantalech
Fr. Prudenci de Pomar de Cinca (Gregori Charlez Ribera)
Fr. Félix de Tortosa (Joan Bonavida Dellà)


Vamos conhecer alguns destes frades mais de perto.

Fr. Frederic de Berga, que é o primeiro na lista, foi guardião, missionário na América Central e Provincial por um triênio. O Bispo de Vic tinha se referido a ele como “o pregador mais apostólico” que havia na sua diocese. No início da revolução, era guardião no convento de Arenys. Após ter se escondido por alguns dias nos montes, chegou a Barcelona e participou ativamente da rede clandestina da Igreja que estava se formando. Pouco antes da morte, em fevereiro de 1937, calculava de ter distribuído, sempre com perigo de vida, cerca de 1200 comunhões. Celebrava a Eucaristia em casas particulares, onde se reuniam pequenos grupos de fiéis, fazendo uso da permissão da Santa Sé de celebrar sem ornamentos nem vasos sagrados. Foi descoberto durante uma busca na casa onde tinha sido acolhido.

Fr. Eloi de Bianya é talvez a figura mais amada de todo o grupo dos mártires. Era irmão porteiro do convento de Sarriá. O pai de um frade atual, que o conheceu, havia se referido a ele como “o homem que menos me falou e mais me comunicou”. Foi acolhido na casa do Sr. Maurici Serrahima, vizinho do convento, que em suas memórias deixou esta belíssima descrição: “Muito se falou sobre Fr. Eloi, e com razão. (…) Tinha em seu rosto um sorriso bom e ao mesmo tempo docemente irônico. (…) Era uma figura de homem agradável de se ver e de se ter por perto. As simpatias que tinha suscitado na portaria do convento eram imensas, e todos o conheciam. Sorria e sabia fazer alguma brincadeira quando era conveniente. Mas nele devia existir uma vida interior muito intensa, da qual devia provir o equilíbrio em tudo.  Não incomodava e não fazia barulho. Não falava se não lhe falassem. E, quando falava, fazia-o com uma suavidade que desejava ser apenas discreta, mas frequentemente acabava sendo impressionante. Não uma palavra de lamentação nem de protesto. Durante a sua permanência em nossa casa, jamais falou de vingança, melhor, nem mesmo de fazer justiça. ‘Estes homens, (dizia, referindo-se àqueles que se lançaram na loucura dos incêndios e dos assassinatos) são boa gente. Sofreram muito, passaram muitos apertos e humilhações. Estou certo de que foram fiéis à esposa, lutaram pela própria família. O que estão fazendo agora é a primeira má ação que fazem. E o fazem porque são convictos de que assim melhorarão o destino dos pobres. Nós os encontraremos no céu…’. Não garanto que tenha dito literalmente estas palavras. Mas com certeza sei que era isso que elas significavam quando me falava”. Fr. Eloi foi preso na estação ferroviária junto a três outros frades quando tentava partir à sua cidade natal.

Entre os jovens estudantes assassinados, pode-se evidenciar Fr. Marçal de Villafranca, o mais jovem de quatro irmãos frades. Tinha dezenove anos. Após duas buscas dos revolucionários que estavam procurando seus irmãos mais velhos, a família decidiu transferir-se a um outro bairro, mas uma vizinha seguiu-os e denunciou-lhes ao comitê da zona e foram presos. Despedindo-se da mãe, disse: “Mamãe, não sofra pelo que pode me acontecer. A minha consciência está em paz com Deus”.


Fr. Modest de Mieres e Fr. Ángel de Ferrieres eram um teólogo idoso e um jovem frade leigo que se refugiaram na casa de um outro frade, próximo ao convento de Sarriá. A casa foi submetida a várias buscas, durante as quais eles se passaram por parentes da família. Fr. Ángel poderia ter escapado, mas não quis abandonar Fr. Modest e um outro frade enfermo, acamado. Fr. Modest compôs uma oração que juntos recitavam todos os dias: “Neste momento e certamente na hora da morte, se não me encontrar em circunstâncias adequadas, com o auxílio da divina graça, que humildemente tenho confiança que concedereis, aceito, ó meu Deus, voluntariamente, com todo o prazer, humildemente e de todo coração, aquela morte que quiserdes enviar-me. Qualquer que seja, uno a minha morte à morte santíssima de nosso Senhor Jesus Cristo, que, neste momento, está  se renovando no santo sacrifício da Missa, e assim unida, eu a ofereço, ó meu Deus, suplicando-vos humildemente que vos digneis aceitá-la benignamente, apesar de minha pequenez e miséria, em relação à morte de nosso Senhor Jesus Cristo, pela remissão de todas as minhas culpas e pecados, e das culpas e pecados de todos os homens”. Finalmente, denunciados por alguns vizinhos, foram presos e assassinados nas proximidades do convento.

Alguns dos novos mártires foram missionários: Fr. Anselm d’Olot e Fr. Benigne de Canet estiveram em Caquetá (Colômbia); Fr. Zacaries de Llorenç concluiu seus estudos em Pasto (Colômbia) e foi ordenado sacerdote em Bogotá; Fr. Remigi del Papiol esteve em Manila (Filipinas), no vicariato de Bluefields (Nicarágua) e na Costa Rica; e Fr. Frederic de Berga esteve na Costa Rica.

Dos 26 que são beatificados nesta ocasião, 17 morreram entre julho e agosto. Em seguida, a perseguição começou a perder intensidade. O último a morrer foi Fr. Frederic de Berga, em 16 de fevereiro de 1937. Em maio de 1937, o governo da República assumiu o controle da situação de Barcelona, e os assassinatos praticamente cessaram. Apesar disso, a Igreja continuou a viver na clandestinidade até o fim da guerra em 1939.



(Da Redação Gaudium Press, Com Informações RV)

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