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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Beata Teresa Bracco, Virgem e Mártir da Pureza.


Nasceu em 24 de fevereiro de 1924, penúltima de sete filhos, em Santa Giulia, no Piemonte, Itália. Mãe e pai – Ângela e Jacobo Bracco - foram para ela um exemplo de fé e fortaleza cristã. Em 1927 sepultaram em apenas três dias dois filhos: um de nove e outro de quinze anos. Uma fé submetida ao cadinho da prova. No fim do dia, o próprio Jacobo dirigia a reza do Rosário em família. O nome de Teresa ela recebera em honra da “pequena santa” de Lisieux, beatificada em 1923.
Teresa só pôde frequentar até o quarto ano do primeiro grau, pois com o seu trabalho de pastorinha procurou contribuir para o sustento da família. Trazia o Terço sempre consigo e no campo nunca parava de rezar.
Teresa era uma jovem extremamente reservada, modesta, delicada no relacionamento com as pessoas, sempre pronta a dar a sua ajuda. Era bela: dois grandes olhos escuros e aveludados sobressaíam num rosto sereno e pensativo, emoldurado por grandes tranças castanhas. Bela, mas sem qualquer vaidade. Sabia atrair a admiração respeitosa dos conterrâneos: “Uma garota assim, eu nunca tinha visto antes e jamais vi depois”, afirmou um deles. “Havia nela algo de diferente das demais garotas”, recorda uma amiga. “Era a melhor de nós todas”, confia sua irmã Ana.
Ginin – como era chamada – sacrificava de boa vontade preciosas horas de sono desde que pudesse comungar. A igreja não ficava tão perto de sua casa, e a Missa era ali celebrada ao alvorecer. Mesmo assim, Teresa jamais renunciava à Santa Missa, por nada no mundo. A Eucaristia, a devoção a Nossa Senhora e a espiritualidade das obrigações, eis o segredo da sua santidade.
Na casa da família Bracco chegava regularmente o Boletim Salesiano. Do número de agosto de 1933, Teresa cortou a terceira página que trazia a figura de Domingos Sávio, filho de camponeses como ela, que havia sido declarado venerável há pouco, e que tinha feito o seguinte propósito: “A morte, mas não o pecado”. A pequena – tinha apenas nove anos – ficou fascinada por ele, e colocou a página na cabeceira da cama. Desde então, o mote de Domingos foi também seu. Declarou guerra ao pecado: “Antes, eu me deixo matar”, escreveu. E manteve o propósito.
Em 28 de agosto de 1944, uma feroz investida alemã chega a Santa Giulia e Teresa, assim como outras mulheres e crianças da região, foi tomada como refém de guerra por soldados alemães. Entendendo as intenções não benevolentes dos oficiais, Teresa tentou fugir indo em direção à floresta, mas foi alcançada por um oficial que, tomado pela raiva, a estrangulou e disparou um tiro de pistola no coração. O soldado ainda chutou o corpo já sem vida de Teresa, provocando a quebra do crânio.





O corpo da jovem foi encontrado na floresta dois dias depois. Teresa tentara inicialmente fugir às atitudes brutais do soldado; depois, vendo a inutilidade de seus esforços, preferiu renunciar à vida a perder a virtude tão ciosamente conservada. O seu sacrifício não foi senão o último de uma vida inteiramente vivida pelo Evangelho. Toda a dinâmica do assassinato foi esclarecida pelo exame dos restos feitos em 10 de maio de 1989, sob a ordem do tribunal eclesiástico.

São João Paulo II beatificou-a em Turim no dia 24 de maio de 1998, memória de Maria Auxiliadora, durante sua peregrinação ao Santo Sudário.


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