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sábado, 19 de setembro de 2015

Beata Bronislava da Polônia, Priora.



Bronislava nasceu em 1230 em uma importante família polonesa; seu avô havia fundado o mosteiro Premonstratense em Zwierzyniec, perto de Cracóvia, onde a tia de Bronislava, Gertrude, tinha entrado, tornando-se mais tarde priora em Imbramowice.
Bronislava também era prima do dominicano São Jacinto e relacionada com São Jacek e o Beato Czeslaw. Bronislava entrou no convento de Zwierzyniec com a idade de dezesseis anos, e foi logo depois eleita priora. As marcas de sua vida espiritual eram suas devoções à Paixão de Nosso Senhor e a sua Santa Cruz.
Quando a peste chegou à Polônia, ela logo começou a ajudar os doentes e a consolar os moribundos. Durante a turbulência política que tomou conta da Polônia, o convento de Zwierzyniec teve que ser abandonado em várias ocasiões por estar localizado fora da muralha de Cracóvia e, portanto, vulnerável a ataques. Nessas ocasiões, as religiosas eram forçadas a procurar abrigo das hordas de saqueadores em outras casas religiosas, ou nas profundezas das florestas.
O pior ataque veio em 1241 com a invasão dos tártaros. Bronislava e algumas das suas irmãs estavam rezando com os braços estendidos na forma de uma cruz, quando ela recebeu a notícia de que os tártaros selvagens estavam avançando rapidamente para Cracóvia.
O convento estava em perigo iminente de destruição. Bronislava pegou um crucifixo, apertou-a contra seu coração e disse às suas Irmãs: "Não temam nada. A cruz vai nos salvar". Ela então levou as Irmãs para as passagens subterrâneas do convento, onde permaneceram com sucesso escondidas dos invasores. O convento, no entanto, não foi poupado, e desabou em chamas, prendendo as Irmãs no subterrâneo. Conta-se que quando Bronislava bateu três vezes com seu crucifixo em uma parede de pedra da escura prisão, uma passagem para a liberdade se abriu para elas.




Após a destruição do convento, muitas Irmãs se refugiaram nos mosteiros que haviam sido poupados. Bronislava permaneceu nas ruínas do antigo convento com um punhado delas, construindo pequenas cabanas para dormir e passava os dias cuidando dos pobres, dos doentes e das inúmeras vítimas da invasão tártara.
Bronislava faleceu em 1259, logo após a morte de São Jacinto. Desde então seu culto floresceu entre os habitantes da Cracóvia e seu santuário é local de muitas peregrinações. Em todas as épocas da história da Cracóvia as pessoas procuraram sempre a sua ajuda nos momentos de dificuldade. Em 23 de agosto de 1839 o Papa Gregório confirmou seu culto imemorial e muitas centenas continuam a rezar por sua canonização. Ela é considerada Padroeira de uma boa morte e da prevenção de doenças.

Fonte: Nobility.org, comenta:


Pensando na perseguição islâmica de cristãos na África, Índia, Paquistão e no Oriente Médio, só podemos rezar pedindo que Deus, em Sua infinita misericórdia faça por eles o que Ele fez pela Beata Bronislava e suas Irmãs, protegendo-os e não permitindo que os inimigos da Cruz descubram seu esconderijo.

(Fonte: blog Heroínas da Cristandade)

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