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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

SANTA CRISTINA DE BOLSENA, Virgem e Mártir (perseguição romana).



Santa Cristina de Bolsena

A arqueologia não serve apenas para descobrir faraós enterrados em suas pirâmides; ela também pode confirmar a existência de santos mártires que deram suas vidas pela fé em Deus. Foi o que aconteceu com Santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas de pesquisadores.
Segundo os mosaicos descobertos na Igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. E, portanto, já naquele século era venerada como santa, como se pode observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou a descoberta de um cemitério subterrâneo.
A arte também corroborou com seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. Além disso, textos escritos em latim e grego relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem.
Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália.
Esses relatos contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao Cristianismo. Por isso decidiu trancar a filha numa torre na companhia de doze servas pagãs. Para mostrar que não abdicava da fé em Cristo, Cristina despedaçou as estátuas dos deuses pagãos existentes na torre e jogou, janela abaixo, as joias que as adornavam, para que os pobres pudessem pegá-las. Quando tomou conhecimento do feito, Urbano mandou chicoteá-la e prendê-la num cárcere. Como não conseguisse a rendição da filha, entregou-a aos juízes.
Cristina foi torturada terrivelmente e depois jogada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram suas feridas. Finalmente o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente anjos intervieram, sustentaram a pedra, que ficou boiando na superfície da água, e levaram a jovem até a margem do lago.
As torturas continuaram, mesmo depois de seu pai ser castigado por Deus e morrer de forma terrível. Cristina ainda foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de, finalmente, ser morta com duas lanças transpassando seu corpo virgem. Assim o seu martírio foi divulgado pelo povo cristão desde o ano 287.
O verbete sobre ela no Martirológio Romano é bem curto: "Em Bolsena, na Toscana, Santa Cristina, Virgem e Mártir". No passado esta santa esteve incluída no Calendário dos santos ser comemorada universalmente onde quer que o rito romano fosse celebrado, mas, ainda que a sua devoção continue aprovada, ela foi retirada da lista em 1969 "por que nada se sabe sobre esta virgem e mártir, com exceção de seu nome e o local onde está enterrada em Bolsena”.
O calendário tridentino deu-lhe uma comemoração dentro da Missa da Vigília de São Tiago. Quando, em 1955, Pio XII suprimiu essa vigília, a celebração de Santa Cristina se tornou um "simples" e, em 1962, uma "comemoração". De acordo com as regras nas edições posteriores do missal romano, Santa Cristina pode agora ser celebrada com um "memorial" em toda parte no dia de sua festa, exceto no caso de haver alguma celebração obrigatória designada para este dia no local.
Toffia, na Província de Rieti, guarda as relíquias da santa e as mantém em exposição numa urna transparente. Palermo, uma cidade da qual Cristina é uma das quatro padroeiras, também alega ter as relíquias.
A Catedral de São João Evangelista em Cleveland, Ohio, EUA, alega que "na capela da Ressurreição, abaixo do altar, está o relicário de Santa Cristina, incluindo seu esqueleto completo e um pequeno frasco com seu sangue. As relíquias foram presenteadas ao Arcebispo Schrembs em 1928 pelo papa Pio XI. A tradição diz que Cristina era uma jovem de 13 ou 14 anos que morrera por sua fé por volta do ano 300 d.C.”.

Fontes:
Site:http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/2015/07/santa-cristina-de-bolsena-martir-24-de.html

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