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terça-feira, 7 de julho de 2015

SANTO ANTÔNIO MARIA ZACCARIA, Presbítero e Fundador dos Padres Barnabitas e das Irmãs Angélicas.

Antônio Maria Zaccaria nasceu de nobre família de Cremona, na Alta Itália.  Dotado de grande inteligência, dedicou-se bem cedo ao estudo das humanidades e, mais tarde, adquiriu os graus de doutor em medicina, em Pádua. Desde a infância, revelou um grande amor à SS. Virgem, Mãe de Deus, e invulgar caridade aos pobres e necessitados.
Bem cedo Deus o fez perceber que a sua missão na terra era ser não tanto médico dos que sofriam fisicamente, mas do que necessitavam de assistência e medicação espirituais.  Como médico de profissão e de alma, visitava os enfermos; aos meninos, ensinava a doutrina cristã; ao seu redor, reunia a juventude para incutir-lhe mais piedade; e adultos, não deixava de falar uma palavra de conforto ou um conselho útil para a emenda de vida.
Não lhe era fácil, católico fervoroso que era, passar incólume por entre uma sociedade frívola, desrespeitadora e fortemente contagiada pelo paganismo e doutrinas heterodoxas.  Na pessoa do grande Apóstolo dos gentios, reconheceu seu ideal a seguir e imitar.  A leitura e o estudo das grandiosas epístolas de São Paulo, constituíam seu prazer, sua alegria, seu alimento espiritual. Com este grande arauto da fé, aprendeu o amor a Jesus, que lhe chegou ao grau de com seu mestre e Apóstolo poder dizer: "Nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem poderes, nada me poderá separar do amor de Cristo" (Rom 8,35).
Respeito humano era-lhe coisa de todo desconhecida. Com o crucifixo na mão, pregava pelas ruas da cidade a penitência e o amor de Deus, manifestado na Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo.
Com 26 anos de idade, tomou o hábito talar e ordenou-se sacerdote. Sua primeira Missa, desejou que fosse celebrada com simplicidade, apenas com a presença de sua amada mãe e alguns parentes. Conta à tradição, que durante sua Missa, Anjos foram vistos por alguns dos assistentes.
Nesta nova fase de sua vida, redobrou o seu zelo pela causa de Cristo e pela salvação das almas. Era uma alma de fogo. Em Milão, associaram-se-lhe Bartolomeu Farrário e Jaime Morígia, dois jovens nobres, de virtude exemplar e animados igualmente pelo zelo apostólico, e com eles lançou os alicerces da Sociedade dos Clérigos Regulares.  A grande devoção que os ligava ao Apóstolo das gentes, fê-los dar o nome de São Paulo à sua fundação.  Reconhecida e aprovada pelos Papas Clemente VII e Paulo III, a Congregação tomou incremento e propagou-se em diversas regiões da Itália. Pela circunstância de os fundadores se terem instalado nas proximidades da Igreja de São Barnabé, receberam o nome de Barnabitas. Antônio Maria fundou uma Congregação religiosa feminina, à qual deu o nome de Angélicas de São Paulo.
Com ânimo forte, enfrentou as dificuldades que se lhe opuseram na execução dos planos, que soube a Divina Providência ter lhe traçado: Tempestades dolorosas que contra si e suas instituições se levantaram, com paciência, firmeza e caridade soube amainar.  Muitos sacerdotes, que à sua direção se confiaram, resolveram a viver de perfeito acordo com as exigências do seu santo estado e, segundo o exemplo do seu diretor, se dedicar a trabalhos apostólicos do seu ministério.  Em muitas famílias conseguiu despertar o espírito de piedade e levá-las, pelo caminho do amor e temor a Deus.
Com suas férvidas orações, incessantes penitências, e a insistência de sua palavra convencedora, obteve a conversão de muitos pecadores e, com isto, sua volta a uma vida reta e edificante.
Modelando-se por São Paulo, mestre por excelência no amor de Jesus crucificado, de corpo e alma Antônio Maria se entregou ao apostolado deste amor, documentado e realizado no SS. Sacramento. Promover a adoração pública e solene de Jesus na Hóstia consagrada, e introduziu a prece permanente das "Quarenta Horas" diante do SS. Sacramento, exercício comemorativo das quarenta horas que o Corpo do Salvador esteve no túmulo. Foi também grande incentivador da leitura orante das Sagradas Escrituras.

Após vida curta, mas riquíssima de extenuantes trabalhos e imperecíveis merecimentos, Antônio Zaccaria faleceu em 05 de julho de 1539. Rodeado da sua família religiosa, tendo ao seu lado sua própria mãe, à qual predisse morte próxima, consolado com a assistência visível dos Apóstolos, que lhe prenunciaram forte incremento das suas fundações, entregou a sua alma a Deus.
 Este glorificou o túmulo do seu fiel servo com muitos milagres, e em 1897, o Papa Leão XIII, inseriu o nome de Antônio Maria Zaccaria no catálogo dos Santos.


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