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quinta-feira, 9 de julho de 2015

SANTA AGRIPINA, Virgem e Mártir.


Agripina, cujo nome é por certo de ilustre memória na antiga onomástica romana, é muito venerada pelos católicos na Sicília e, em menor grau, na Grécia.
A tradição nos fala de uma mulher de nobre ascendência que havia consagrado sua virgindade a Cristo e vivia reclusa em sua casa, porém realizando obras de caridade com todos os que batiam à sua porta.
Durante a perseguição de Valeriano (257-260), escandalizada com as matanças de cristãos, pediu uma audiência com o imperador e, por ser de ilustre família, foi recebida. Levada a presença de Valeriano recriminou-o duramente por sua conduta com a comunidade cristã e instou-o a se converter se não queria ir para o fogo eterno junto com seus deuses. Quando o césar a impeliu a sacrificar aos deuses, ela se negou corajosamente, o que o levou a mandar castigá-la. Agripina foi duramente açoitada e vários de seus ossos se quebraram. Em seguida a colocaram na prisão. Após varias sessões dessas, ela acabou morrendo na cela ou durante o tormento.
Seu corpo foi recolhido por três jovens piedosas, Paula, Basa e Agatônice, e foi levado para a Basílica de São Paulo, onde foi enterrado. Posteriormente um monge trasladou suas relíquias para a Sicília, onde foram recebidas por São Gregório de Agrigento, que as trasladou para a cidade de Mineo.
No tempo do imperador Constantino, Severo, bispo de Catânia, mandou erguer uma igreja em sua honra. No século XI suas relíquias foram desenterradas e levadas para Constantinopla para protegê-las da profanação da pirataria turca.
Tudo isto é mencionado pela tradição. Mas não há dados sobre a Agripina histórica. Uma passio foi escrita no século VIII, posterior, portanto, à data de seu martírio.
Alguns historiadores dizem que esta história é pouco verossímil, mas tem pontos de verdade: as boas relações entre os monges basilianos gregos da Sicília com os de Roma, São Gregório foi bispo de Agrigento, mas nos séculos VI-VIII e não no tempo de Constantino. E quanto ao bispo Severo, ele realmente foi bispo de Catania, mas também no século VII. Para explicar a popularidade da santa, o hagiógrafo Papebrochio determinou que a trasladação das relíquias seria mais tardia, mas não há provas disto.
Para concluir, muito provavelmente Santa Agripina é uma santa histórica, cuja existência e martírio são reais, porém não se sabe com certeza como foi martirizada.
Ela é padroeira da cidade de Mineo e dos emigrantes desta cidade no bairro de North’s End, em Boston (EUA), onde até hoje ela é comemorada.
Santa Agripina é protetora dos leprosos e das vítimas de tortura por causa de seu martírio, e é invocada contra os maus espíritos e as tempestades.
Sua iconografia consiste em uma pequena torre sobre um livro, uma cruz e a cabeça de Valeriano a seus pés.

Fonte: blog Heroínas da Cristandade.


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