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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Serva de Deus Matilde Salem, Leiga e Colaboradora Salesiana.





A situação síria, marcada por confrontos e violências há já dois anos, impeliu o Papa Francisco a promulgar, para o dia 7 de setembro próximo, um dia especial de oração e de jejum. A Família Salesiana (FS), unindo-se a esta intenção, está convidada a olhar para esta figura ainda pouco conhecida da Serva de Deus Matilde Salem (Alepo, 1904-1961) inspiradora e sustentante da presença salesiana em Síria.
Matilde Salem (pronuncia-se “sálem”) foi mulher moderna, construtiva, capaz de autoeducação, porque, observando a situação da população síria, compreendeu que o futuro da juventude dependeria da sua capacidade profissional: só o trabalho digno e certo, teria plasmado diversamente o futuro da sua Pátria.
A Serva de Deus viveu para a sua Pátria, sem desposar ideologias de partido ou visões parciais, mas buscando ver cada pessoa com o mesmo olhar de Deus. Na sua Síria, hoje dilacerada, soube impulsionar e construir uma nova civilização, não só distribuindo profusamente a riqueza que marcava a sua família de nascimento e aquela na qual entrou pela via do matrimônio mas também oferecendo a sua vida – marcada pela enfermidade – pelo bem dos irmãos.
Matilde, embora vivendo uma intensa vida orante, soube conjugar as diferentes facetas da sua personalidade: rica proprietária, administradora perspicaz, mãe para os pequenos órfãos que lavava e penteava, viajora atenta, mulher elegante e anfitriã agradabilíssima e generosa. A tensão ecumênica e inter-religiosa que a caracterizava, em tempos em que a só palavra podia soar suspeita, conheceu um elã efetivo, que contagiava, sabendo estreitar laços de estima e de auxílio com todos: com os seus grandes amigos muçulmanos, com os ortodoxos, com os representantes dos ritos orientais cristãos.
Era pois uma mulher síria, oriental, gestora incontestável em seu campo, rica de humor: mulher moderna e ‘Serva de Deus’.
Ao comentar a morte de Salem, em 27 de fevereiro de 1961, o Arcebispo Fattal exclamou: “Santa Matilde!”.


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