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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Serva de Deus Leônia Martin (Irmã Francisca Teresa), Virgem da Ordem da Visitação e Irmã de Santa Teresinha.



Lisieux - França (Sexta-feira, 30-01-2015, Gaudium Press) 
A família de Santa Teresa de Lisieux bem pode considerar-se um modelo de santidade. Não só esta religiosa e Doutora da Igreja é amplamente venerada como uma das santas mais queridas pelos crentes, mas que seus pais, Louis Martin e Célia Guérin, foram beatificados por São João Pulo II em 2001. Agora a esta ilustre representação celestial da família Martin poderá unir-se a hoje Serva de Deus Lêonia Martin, irmã e considerada discípula de Santa Teresa. O Bispo de Bayeux e Lisieux, França, Dom Jean-Claude Boulanger, deu início formal ao processo diocesano para estabelecer a heroicidade de suas virtudes, o primeiro passo com vistas a sua possível beatificação.

O chefe de imprensa da Diocese, Padre Laurent Berthout, indicou que a fama de santidade de Leônia Martin, cujo nome religioso foi Irmã Francisca Teresa, motivou a Igreja a começar as indagações sobre suas virtudes. "Por muitos anos, as pessoas se confiaram às orações de Leônia Martin, vindo até sua tumba no Mosteiro da Visitação, onde foi religiosa de 1899 a 1941", relatou o sacerdote, que afirmou que os devotos tem oferecido testemunhos de graças obtidas por intercessão da religiosa. "Leônia Martin viveu uma vida simples, humilde e oculta na sombra do claustro. Ela desejava viver a espiritualidade de São Francisco de Sales fazendo 'tudo através do amor, nada através da força".

Neste caminho tomou como mestra sua irmã, Santa Teresa, "que lhe ensinou a viver pelo Amor nas ações mais humildes e cotidianas", destacou o porta-voz. "Leônia deu testemunho com sua vida da possibilidade de vivê-lo plenamente, inclusive apesar de suas limitações de caráter, saúde e provas". Precisamente estas dificuldades são o traço mais característico de sua vida, a qual apresentou uma infância difícil caracterizada por graves enfermidades que motivaram a sua tia, religiosa da Visitação, a pedir a intercessão de Santa Margarida Maria Alacoque através de uma novena após a qual finalmente se recuperou, apesar de que com sequelas que a afetaria pelo resto da vida.

Irmã e discípula

Leônia teve que vencer um caráter muito difícil, uma grave tendência a desobedecer aos seus pais e pouca habilidade nos estudos. Sendo frágil e instável seu cuidado foi confiado a uma criada que acabou maltratando-a e ameaçando-a para que não informasse aos seus pais. Todas estas condições constituíram uma infância que a própria Serva de Deus não gostava de recordar. A única pessoa que manifestou esperança em que Leônia demonstrasse ser uma pessoa de grande valor foi sua tia religiosa, que escreveu naquela época: "ela é uma menina difícil, mas eu creio que mais tarde ela será tão valiosa como suas irmãs. Tem um coração de ouro e, se sua inteligência é lenta, encontro nela bom juízo".

No entanto, a morte de sua irmã Helene aos cinco anos de idade e a enfermidade e morte de sua mãe em 1877 significaram novas provas em sua vida e ela junto à sua irmã Celine tiveram que cuidar da enfermidade de seu pai após o ingresso de Pauline e Teresa à vida religiosa. O beato Louis Martin teve que ser ingressado em um hospital psiquiátrico em Caen, em 1889 e as irmãs se mudaram próximo deste lugar, o que permitiu que Leônia retomasse contato com o Mosteiro da Visitação. Tentou ingressar na Ordem das Clarissas Pobres de Alençon, mas teve que deixá-las por problemas da comunidade. Logo foi admitida na Visitação em 1887, mas sua saúde e certa instabilidade lhe impediram seguir a vida religiosa. Regressou para a Visitação em abril de 1894, poucos meses antes da morte de seu pai, para ter que sair novamente, quando Celine havia entrado no Carmelo e Leônia ficava sozinha pela primeira vez.

Antes de sua morte, Santa Teresa de Lisieux profetizou que ao morrer obteria a graça de que Leônia pudesse ingressar e permanecer no Mosteiro. Esta promessa se cumpriu e em 02 de julho de 1900, Leônia pode fazer finalmente seus votos finais. Serviu como subordinada no Mosteiro, desejando desaparecer ante o mundo. Tinha grande gosto em ler a História de uma Alma escrita por sua irmã, na qual ela identificava também traços da espiritualidade de São Francisco de Sales, o que lhe permitiu assumir o caminho da infância espiritual, que considerou unida à de sua própria congregação. "Minha espiritualidade é a de Teresa e, portanto, a de nosso santo fundador", escreveu. "Sua doutrina e a dela são uma. Ela é a alma que nosso grande doutor sonhou!".

Leônia dominou seu caráter e se tornou uma religiosa cheia de paz, dedicada à gratidão a Deus e de notável alegria e servicialidade. Ao aproximar-se sua morte, a Madre Inês (sua Irmã Paulina) lhe propôs que chegado o momento permitisse que seu corpo fosse sepultado junto a suas irmãs no templo erigido em honra de Santa Teresa. A religiosa declinou esta proposta: "Sou uma Visitandina, quero ficar na Visitação". Desta forma seu túmulo está localizado no Mosteiro da Visitação de Caen, onde viveu, e o lugar se converteu em lugar de peregrinação de muitos fiéis que visitaram antes o Santuário de Santa Teresa. (GPE/EPC)


Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/66812-Leonia-Martin--irma-de-Santa-Teresa-de-Lisieux--pode-chegar-aos-altares#ixzz3dMkWDgCL




Segundo texto

Lêonia, irmã de Santa Teresinha, poderá ser beatificada

O Bispo de Bayeux-Lisieux, França, Dom Jean-Claude Boulanger, anunciou a intenção de iniciar a causa de beatificação e canonização de Leônia Martin, a irmã “difícil” de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Leônia era a terceira filha de Louis e Zélia Martin, o casal que foi beatificado por Bento XVI em 19 de outubro de 2008. Além disso, era irmã de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma das santas mais queridas pelo Papa Francisco, Doutora da Igreja Universal e padroeira das missões.

Religiosa da Ordem da Visitação, Leônia foi uma menina frágil, insegura e introvertida, que deu muita dor de cabeça aos seus pais e que também lutou para viver a sua vocação à vida religiosa.

Em declarações, o carmelita descalço padre Antonio Sangalli, postulador da causa, explicou que Leônia, “embora tenha sido expulsa três vezes do convento, alcançou o seu objetivo de ser religiosa. Isso demonstra que com perseverança é possível alcançar a vontade de Deus”.

“As dificuldades de Leônia eram devidas principalmente à rigidez da regra de sua ordem, muito difícil de seguir naqueles tempos, porém, isso não sepultou o único talento recebido, mas empregado de modo frutífero, realizando plenamente a sua vocação”, assinalou.

Atualmente, a causa se encontra em seu processo histórico, com o recolhimento de todos os textos relacionados a sua vida. Antes de iniciar oficialmente, o bispo de Bayeus-Lisieux deve receber o “nihil obstat”, ou seja, a conscientização oficial da Igreja Católica do ponto de vista moral e doutrinal que outorga a Congregação para as Causas dos Santos.


Certo da santidade

“O trem partiu e está caminhando… para Roma”, afirmou o padre Sangalli. O postulador está certo de que Leônia já goza de grande fama de santidade, e recorda que o seu túmulo, na cripta do Mosteiro da Visitação em Caen, França, está sempre cheio de fiéis de todo o mundo que chegam para venerá-la.

“Vêm para rezar. Pedem-lhe favores e encontram nela ajuda espiritual. Sua fé se vê reforçada pelo exemplo desta humilde religiosa visitandina e, além disso, recebemos muitas cartas de pessoas que asseguram ter recebido graças”, afirme o sacerdote.

Leônia, de nome religioso Irmã Francisca Teresa, sofreu problemas físicos na infância. “Não tinha as qualidades humanas de suas outras irmãs, mas soube se abandonar em Deus, que chama a todos. Independente de suas qualidades, ninguém fica excluído no chamado à santidade”.

A terceira filha de Louis e Zélia também teve uma relação muito próxima com Santa Teresinha, com quem se comunicava com frequência por meio de cartas. Depois da morte da doutora da Igreja, Leônia decidiu tentar entrar de novo ao mosteiro, seguindo a “pequena via” traçada por Santa Teresinha, com confiança e abandono em Deus.


O fim da vida

O padre Sangalli disse também que Leônia conseguiu entrar definitivamente no mosteiro, o que “demonstra que a doutrina de Teresinha não serve somente para os carmelitas, mas para todos. Com a pequena via, Leônia se tornou mais visitandina, permanecendo sempre na espiritualidade de São Francisco de Sales e Santa Francesca de Chantal, os fundadores da Ordem da Visitação”.

Leônia morreu em 17 de junho de 1941 com 78 anos de idade no mosteiro onde vivia. Atualmente, seu sepulcro se converteu em um refúgio para os pais preocupados com a educação dos filhos que encontram nela um exemplo e um apoio. São muitos os relatos de graças alcançadas por esses pais que buscam na Serva de Deus uma irmã e intercessora.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/irma-de-santa-teresinha-podera-ser-beatificada/


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