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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Beato José (Giuseppe) Antônio Tovini, Leigo, Educador e Terciário Franciscano.


Martirológio Romano: Em Bréscia, cidade italiana, Beato José Antônio Tovini, que, sendo professor, ocupou-se em erigir numerosas escolas cristãs e em promover a construção de obras públicas e, em toda sua atividade, deixou testemunho de sua vida de oração e de suas virtudes.

José (Giuseppe) Tovini nasceu em 14 de março de 1841, em Civitate Camuno, província de Bréscia. Recebeu uma educação especialmente austera. Seus estudos estiveram ao ponto de interromper-se, porém a intervenção do Padre João Batista Malaguzzi, tio materno, conseguiu para o mesmo uma vaga gratuita no colégio para jovens pobres, fundado em Verona, pelo Padre Nicolau Mazza.
Passou também pelo seminário diocesano, onde foi muito apreciado pelos companheiros e professores. A morte de seu pai, em 1859, e a difícil situação econômica da família – era o mais velho de seis irmãos – o fez abandonar a ideia de fazer-se missionário, em meio a grandes lutas interiores. Em 1860, inscreveu-se na Faculdade de Jurisprudência de Pádua: trabalhava para sustentar-se fazendo práticas no despacho de um escritório de advocacia e dando aulas particulares. Nas vésperas de doutorar-se brilhantemente na Universidade de Pavia, morreu sua mãe. Ao terminar seus estudos, trabalhou assessorando um advogado e prestando consultoria um notário de Lovere. Ao mesmo tempo, exerceu o cargo de vice-reitor e professor de um colégio municipal, tarefa que desempenhou durante dois anos: era o único que rezava ao começar e ao terminar suas aulas e comungava cada domingo.
Em 1867, transferiu-se para Bréscia. Ali foi declarado idôneo para o exercício da advocacia (espécie de “prova da OAB” para a época) e trabalhou desde 1968 com o advogado Corbolani, com cuja filha Emília se casou sete anos mais tarde, em 06 de janeiro de 1875, decidindo definitivamente sua vocação. Tiveram dez filhos, dos quais um foi jesuíta e duas religiosas. Foi pai solícito e afável, educador atento, que inculcou em seus filhos os princípios da moral católica.
Em 1871 a 1874 foi alcaide de Cividate, promovendo numerosas iniciativas.
Em 1977 ingressou no movimento católico bresciano e participou na fundação do diário “O Cittadino di Brescia”, de cuja direção administrativa e organizativa se ocupou. Nesse mesmo ano participou na formação do comitê diocesano da Obra dos Congressos, do qual foi nomeado presidente (percorreu toda a província para organizar os comitês paroquiais); logo, foi sucessivamente: presidente do comitê regional lombardo, membro do conselho diretivo, presidente da terceira seção de educação e instrução, membro do conselho superior e vice-presidente da Obra.
Ingressou na Terceira Ordem Franciscana em 1881. Progrediu no exercício das virtudes cristãs, em particular nas características da espiritualidade franciscana: a ascese, a simplicidade, a pobreza, a oração e o diálogo respeitoso.
Empenhou-se muito na política: foi eleito repetidamente conselheiro municipal em Bréscia. Favoreceu iniciativas e instituições inspiradas, organizadas, fundadas e orientadas por ele, através de programas apresentados em congressos católicos italianos em Bréscia, na Lombardia, assim como em âmbito nacional. Susteve e apoiou outras muitas iniciativas de caráter social, como as Casas de Desenvolvimento Municipal. Propôs a fundação da União Diocesana das sociedades agrícolas e das Casas Municipais. Fundou em Bréscia o Banco de São Paulo e, em Milão, o Banco Ambrosiano.
Porém, onde multiplicou seus esforços foi no setor educativo e escolar. Defendeu com afinco o ensino religioso nas escolas para tutelar a fé e a moral dos jovens, e a liberdade de educação. Defendeu a escola livre como instrumento eficaz para formar a juventude nas tarefas de responsabilidade civil e social. Promoveu a ereção de círculos universitários católicos e colaborou na fundação da “União Leão XIII” de estudantes de Bréscia, da qual nasceu a FUCI (Federação de Estudantes Católicos Italianos). Fundou a revista pedagógica e didática “Escola Italiana Moderna”, de difusão nacional; o semanário “A Voz do Povo”; o “Boletim dos Terciários Franciscanos”, etc. Propôs arrecadar fundos para uma universidade católica.
Tratou sempre de que a Igreja tenha uma presença cada vez mais decisiva no mundo do trabalho, o que o levou a fazer uma propaganda intensa e constante para a fundação das Associações de Trabalhadores Católicos. Em sua última fala pública, falou do Apostolado da Oração, dirigindo um apaixonado convite à comunhão Eucarística. É admirável sua grande obra, apesar de sua pouca saúde. Faleceu em 16 de janeiro de 1897 prestes a completar 56 anos.

São João Paulo II o beatificou em Bréscia em 20 de setembro de 1998.

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