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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Serva de Deus Luisa Piccarreta, Virgem e Mística. Apóstola da Divina Vontade.


A Serva de Deus Luísa Piccarreta nasceu em Corato, na província de Bari (Itália), no dia 23 de abril de 1865, e ali faleceu em fama de santidade a 4 de março de 1947.

Luísa teve a sorte de nascer em uma daquelas famílias patriarcais, que ainda resistem nos nossos ambientes da Apúlia e gostam de viver no campo aberto, povoando as nossas aldeias. Os seus pais, Vito Nicola e Rosa Tarantino, tiveram cinco filhos: Maria, Rachele, Filomena, Luísa e Ângela. Maria, Rachele e Filomena casaram-se. Ângela, comumente chamada Angelina, ficou solteira e viveu ao lado da irmã Luísa até à sua morte.

Luísa nasceu no domingo in Albis e foi batizada nesse mesmo dia. Seu pai – poucas horas depois do nascimento – envolveu-a com uma coberta e levou-a à paróquia onde lhe foi administrado o Santo Batismo.

Nicola Piccarreta era empregado em uma feitoria de propriedade da família Mastrorilli, situada no centro das Murgas, na localidade de Torre Desesperada, a 27 quilômetros de Corato. Quem conhece estes lugares pode apreciar a solenidade do silêncio que impera ali, submerso entre as colinas ensolaradas, despojadas e pedregosas. Nessa feitoria Luísa transcorreu longos anos da sua infância e adolescência. Diante do povoado ainda existe a amoreira frondosa e secular, com uma grande cavidade no tronco em que Luísa, quando era criança, se escondia para rezar, longe dos olhos indiscretos. Foi nesse lugar solitário e ensolarado que para Luísa teve início aquela aventura divina que a conduzirá ao longos das sendas do sofrimento e da santidade. Com efeito, foi precisamente nesse lugar que teve de sofrer penas indizíveis devido aos assaltos do maligno, que às vezes a atormentavam também fisicamente. Para libertar-se de tal sofrimento, Luísa recorria de maneira incessante à oração, dirigindo-se de modo especial à Santíssima Virgem, que a consolava com a sua presença.

A Divina Providência conduzia esta criança ao longo de veredas tão misteriosas, a ponto de ela não conhecer qualquer alegria senão Deus e a sua Graça. Efetivamente, um dia o Senhor disse-lhe: «Dei voltas e mais voltas à terra, olhei uma por uma as criaturas, para encontrar a menor de todas. A tua pequenez agradou-me e escolhi-te; confiei-te aos meus anjos a fim de que te acudam, não para fazer-te grande, mas para que conservem a tua pequenez, e agora quero começar a grande obra do complemento da minha vontade. Nem com isso te sentirás maior, mas, pelo contrário, a minha vontade far-te-á menor e continuarás a ser a pequena filha da Vontade Divina» (cf. Volume XII, 23 de março de 1921).

Com nove anos de idade, Luísa recebeu pela primeira vez Jesus Eucarístico e a Santa Crisma, e a partir desse momento aprendeu a permanecer em oração por horas inteiras diante do Santíssimo Sacramento. Com 11 anos, quis inscrever-se na associação das Filhas de Maria – florescente nesse período – na igreja de São José. Com a idade de 18 anos, Luísa fez-se terciária dominicana com o nome de Irmã Madalena. Ela foi uma das primeiras a inscrever-se na Terceira Ordem, cujo promotor era o seu pároco. A devoção de Luísa à Mãe de Deus desenvolverá nela uma profunda espiritualidade mariana, prelúdio daquilo que um dia escreveria sobre Nossa Senhora.

A voz de Jesus conduzia Luísa ao desapego de si mesma, de tudo e de todos. Com cerca de 18 anos de idade, da varanda da sua casa na rua Nazario Sauro, teve a visão de Jesus sofredor sob o peso da cruz que, erguendo o olhar em sua direção, pronunciou estas palavras: «Alma, ajuda-me!». Foi a partir desse momento que se acendeu em Luísa um insaciável anseio de sofrer por Jesus e pela salvação das almas. Assim, iniciaram aqueles sofrimentos físicos que, acrescentados aos espirituais e morais, alcançaram o heroísmo.

A família interpretou estes fenômenos como uma enfermidade e recorreu ao auxílio da ciência médica. Todavia, todos os médicos que foram interpelados ficaram admirados diante de um caso clínico tão único e singular. Luísa era sujeita a uma espécie de "rigidez cadavérica" - não obstante desse sinal de vida – e não existiam curas que pudessem aliviá-la dessas penas indizíveis. Quando terminaram todos os recursos da ciência, recorreu-se à última esperança: os sacerdotes. Foi chamado à sua cabeceira um sacerdote agostiniano, Padre Cosma Loiodice, que, na época, visitava familiares; com a admiração de todos os presentes, bastou um sinal da cruz, que o Padre fez sobre o seu pobre corpo, para que a enferma adquirisse imediatamente as suas faculdades normais. Depois que o Padre Loiodice partiu para o convento, foram chamados alguns sacerdotes seculares que, com um sinal da cruz, faziam com que Luísa voltasse para a normalidade. Ela estava convencida de que todos os sacerdotes eram santos, mas um dia o Senhor disse-lhe: «Não porque são todos santos, oxalá o fossem, mas somente porque são a continuação do meu sacerdócio no mundo, tu deves submeter-te sempre à sua autoridade sacerdotal; nunca vás contra eles, quer eles sejam bons os maus» (cf. Volume I). Luísa submeter-se-á sempre à autoridade sacerdotal, durante toda a sua vida. Este será um dos pontos que mais a farão sofrer. Para Luísa, a maior mortificação era a necessidade quotidiana da autoridade sacerdotal para regressar às ocupações habituais.
Nos primeiros tempos, ela padeceu as incompreensões e os sofrimentos mais humilhantes precisamente da parte dos sacerdotes que a consideravam uma jovem exaltada, louca, uma pessoa que queria chamar sobre si mesma a atenção dos outros. Certa vez, deixaram-na naquele estado por mais de 20 dias. Aceitando o papel de vítima, Luísa começou a viver um estado muito particular: cada manhã ficava rígida, imóvel, contraída na sua cama, e ninguém era capaz de estendê-la, erguer os seus braços, movimentar a sua cabeça ou as suas pernas. Como sabemos, era necessária a presença do sacerdote que, abençoando-a com um sinal da cruz, anulava aquela rigidez, fazendo-a voltar às suas ocupações normais (bordado de almofadas). Um caso único: os seus confessores jamais foram os seus diretores espirituais, tarefa esta que nosso Senhor queria reservar a si mesmo. Jesus fez-lhe ouvir a sua voz diretamente, ensinando-a, corrigindo-a, se fosse necessário repreendendo-a, e de modo gradual levou-a aos elevadíssimos píncaros da perfeição. Por longos anos, Luísa foi sabiamente educada e preparada para receber o dom da Vontade Divina.

Quando o arcebispo dessa época, D. Giuseppe Bianchi D. Giuseppe Dottula (22 de dezembro de 1848 – 22 de setembro de 1892), tomou conhecimento daquilo que estava acontecendo em Corato, ouviu o parecer de alguns sacerdotes e em seguida quis assumir este caso sob a sua autoridade e responsabilidade e, depois de uma reflexão amadurecida, julgou oportuno delegar um confessor particular na pessoa do Pe. Michele De Benedictis, esplêndida figura de presbítero, a quem Luísa abriu pormenorizadamente a sua alma. O Pe. Michele, sacerdote prudente de vida santa, impôs limites aos seus sofrimentos e ela nada devia fazer sem o seu consentimento. Foi precisamente o Pe. Michele que lhe mandou comer pelo menos uma vez por dia, embora imediatamente depois vomitasse tudo. Luísa devia viver somente da Vontade Divina. Foi sob a guia deste sacerdote que obteve a autorização de permanecer continuamente na cama, como vítima de expiação. Corria o ano de 1888. Luísa permaneceu imobilizada no seu leito de sofrimento, sempre sentada por mais 59 anos, até à morte. Observe-se que até então ela, embora aceitasse a condição de vítima, tinha ficado na cama sempre ocasionalmente, porque a obediência jamais lhe consentira permanecer na cama de maneira contínua. Contudo, a partir do primeiro dia de 1889, ficará na cama de modo permanente.

A Serva de Deus foi favorecida com extraordinárias
visões e revelações, em meio a grandes sofrimentos
físicos, morais e espirituais. 
Em 1898, o novo arcebispo D. Tommaso De Stefano (24 de março de 1898 – 13 de maio de 1906) delegou como novo confessor o Pe. Gennaro di Gennaro, que cumpriu tal tarefa por 24 anos. Intuindo as maravilhas que o Senhor realizava nessa alma, o novo confessor mandou categoricamente que Luísa escrevesse tudo aquilo que a Graça de Deus atuava nela. De nada valeram todos os motivos apresentados pela Serva de Deus para subtrair-se à obediência do seu confessor: nem sequer a sua escassíssima preparação literária a pôde eximir da obediência. O Pe. Gennaro di Gennaro foi insensível e irremovível, embora soubesse que a pobrezinha só tinha frequentado a primeira série do primeiro grau. Assim, no dia 28 de fevereiro de 1899, teve início a redação do seu diário, que se concluiu com 36 volumes espessos! O último capítulo foi completado em 28 de dezembro de 1939, dia em que ela recebeu a ordem de não escrever mais.

Quando o seu confessor faleceu, no dia 10 de setembro de 1922, sucedeu-lhe o cônego Pe. Francesco De Benedictis, que a assistiu somente por quatro anos, pois morreu a 30 de janeiro de 1926. O arcebispo, D. Giuseppe Leo (17 de janeiro de 1920 – 20 de janeiro de 1939) delegou como confessor ordinário um jovem sacerdote, Pe. Benedetto Calvi, que permaneceu ao lado de Luísa até à morte dela, compartilhando todos aqueles sofrimentos e incompreensões que se abateram sobre a Serva de Deus nos últimos anos da sua vida.

Santo Aníbal Maria de Francia
No início do século, o nosso povo teve a ventura de ver percorrer a Apúlia Santo Aníbal Maria de Francia, que em Trani desejava abrir uma casa, masculina e feminina, da sua congregação nascente. Tendo tomado conhecimento de Luísa Piccarreta, foi visitá-la e a partir desse momento estas duas almas foram unidas indivisivelmente por propósitos comuns. Também outros sacerdotes ilustres frequentaram Luísa, como por exemplo o jesuíta Gennaro Braccali, Eustachio Montemurro, falecido com fama de santidade, e Ferdinando Cento, Núncio Apostólico e Cardeal da Santa Mãe Igreja. Santo Aníbal tornou-se o seu confessor extraordinário e revisor dos seus escritos, que pouco a pouco eram regularmente examinados e aprovados pela autoridade eclesiástica. 
Sobre Luisa um dia escreveu o Santo: 
“Nosso Senhor, que de século em século aumenta sempre mais as maravilhas do seu Amor, parece que desta virgem, que Ele disse que é a mais pequena que encontrou na terra, sem nenhuma instrução, quis fazer dela um instrumento apto para uma missão tão sublime, que nenhuma outra se pode comparar a ela, ou seja, O TRIUNFO DA DIVINA VONTADE no universo, conforme aquilo que dizemos no Pai Nosso: FIAT VOLUNTAS TUA, SICUT IN COELO IN TERRA”.


Luísa Piccarreta em êxtase
Por volta de 1926, Santo Aníbal mandou que Luísa escrevesse um caderno de memórias sobre a sua infância e adolescência. Ele publicou vários escritos de Luísa, dentre os quais ficou muito famoso o livro L’orologio della Passione («O relógio da Paixão»), que teve quatro edições. A 7 de outubro de 1928, depois que se construiu a casa das irmãs da congregação do Zelo Divino em Corato, para satisfazer o desejo do próprio Santo Aníbal, Luísa foi transportada para o convento. Santo Aníbal já tinha falecido com fama de santidade em Messina.

Em 1938 abateu-se uma terrível tempestade sobre Luísa Piccarreta: de Roma ela foi publicamente reprovada e os seus livros foram proibidos. Assim que foi publicada a condenação do Santo Ofício, ela submeteu-se imediatamente à autoridade da Igreja (1).

De Roma, enviado pelas autoridades eclesiásticas, apresentou-se um sacerdote que lhe pediu todos os seus manuscritos, os quais foram pacífica e prontamente entregues por Luísa. Assim todos os seus escritos foram fechados no arquivo secreto do Santo Ofício.

Por disposições superiores, no dia 07 de outubro de 1938 Luísa teve que abandonar o convento e encontrar uma nova habitação. Assim, transcorreu os seus últimos nove anos de vida em uma casa na rua Madalena, lugar que os idosos de Corato conhecem bem e de onde, em 8 de março de 1947, viram sair o seu ataúde.

A vida de Luísa fora muito modesta; ela possuía pouco ou nada. Vivia em uma casa alugada, assistida amorosamente pela sua irmã Angelina e por algumas mulheres piedosas. Aquele pouco que ela possuía não lhe bastava sequer para pagar o aluguel da casa. Para sustentar-se, dedicava-se assiduamente aos bordados de almofadas, tirando daí aquilo que lhe bastava para manter a própria irmã, uma vez que ela não tinha necessidade de roupas nem de calçados. O seu alimento consistia de poucos gramas de vianda, que lhe eram oferecidos pela sua assistente Rosária Bucci. Luísa nada pedia, nada desejava e vomitava imediatamente o alimento que ingeria. O seu aspecto não era o de um moribundo, mas nem sequer o de uma pessoa perfeitamente sadia. Contudo, nunca estava inerte: as suas forças eram consumadas no sofrimento quotidiano ou no trabalho e, para quem a conhecia profundamente, a sua vida era considerada um milagre contínuo.

Era admirável o seu desapego de qualquer lucro que não proviesse do seu trabalho diário, Com firmeza, ela rejeitava o dinheiro e os vários presentes que lhe eram enviados com qualquer pretexto. Além disso, nunca aceitou dinheiro pela publicação dos seus livros. Santo Aníbal, que certo dia lhe queria entregar o dinheiro derivado dos direitos de autor, ela respondeu assim: «Não tenho qualquer direito, porque o que ali está escrito não é meu» (cf. «Prefácio» ao livro L’orologio della Passione, Messina 1926). Rejeitava indignada e restituía o dinheiro que às vezes as pessoas piedosas lhe enviavam.

A habitação de Luísa parecia um mosteiro, pois nenhum curioso tinha acesso à mesma. Ela estava sempre circundada por poucas mulheres, que viviam da sua própria espiritualidade, e por algumas jovens que frequentavam a sua casa para aprender a bordar almofadas. Era precisamente desse cenáculo que saíam numerosas vocações religiosas. Porém, a sua obra não se limitava às jovens, uma vez que muitos jovens também foram convidados por ela a entrar nos vários institutos religiosos e no sacerdócio.
A Serva de Deus teve várias visões e revelações
sobre os sofrimentos de Jesus e de Maria
O seu dia iniciava por volta das cinco horas da manhã, quando à sua casa chegava o sacerdote para abençoá-la e celebrar a Santa Missa, oficiada pelo seu confessor ou por algum seu delegado: privilégio que ela obteve de Leão XIII, confirmado por São Pio X em 1907. Depois da Santa Missa, Luísa permanecia em oração de ação de graças por cerca de duas horas. Por volta das oito horas iniciava o seu trabalho, que durava até ao meio-dia; após o almoço frugal, permanecia sozinha no seu quarto, em recolhimento. À tarde – depois de algumas horas de trabalho – recitava o Santo Rosário. À noite, por volta das vinte horas, Luísa começava a escrever o seu diário e adormecia por volta da meia-noite. De manhã, encontrava-se imobilizada, rígida, contraída na cama, com a cabeça dobrada à direita, e era necessária a intervenção da autoridade sacerdotal a fim de acordá-la para as suas ocupações diárias e colocá-la sentada na cama.

Luísa faleceu com a idade de 81 anos, 10 meses e nove dias, a 4 de março de 1947, depois de 15 dias uma forte pneumonia, a única enfermidade da sua vida. Ela morreu no fim da noite, na mesma hora em que todos os dias a bênção do sacerdote a libertava do seu estado de rigidez. Nessa época o arcebispo era D. Francesco Petronelli (25 de maio de 1939 – 16 de junho de 1947). Luísa permaneceu sentada na cama. Não foi possível estendê-la e – o que constitui um fenômeno extraordinário – o seu corpo não passou pela rigidez cadavérica e permaneceu na posição em que sempre estivera.






Sem apresentar sinais de corrupção, durante quatro dias, 

seu corpo foi velado e visitado por centenas de pessoas.








Assim que se difundiu a notícia a morte de Luísa, como um regato em cheia, toda a população acorreu à sua casa e foi necessária a intervenção da polícia para conter a multidão que, dia e noite, ia ver Luísa, mulher muito querida ao coração da população. Uma voz ressoava: «Morreu Luísa a Santa!». Para conter toda a multidão que ia vê-la, com o consentimento da autoridade civil e do oficial sanitário, o seu corpo permaneceu exposto por quatro dias, sem dar qualquer sinal de corrupção. Sentada na sua cama, vestida de branco, Luísa não parecia morta; parecia que dormia, uma vez que, como já se disse, o seu corpo não passou pela rigidez cadavérica. Com efeito, sem qualquer esforço era possível movimentar a sua cabeça em todas as direções, erguer os seus braços, dobrar as mãos e todos os dedos; podia-se também levantar as suas pálpebras e observar os seus olhos brilhantes não velados. Todos a consideravam ainda viva, imersa em um sono profundo. Uma equipe de médicos convocados de forma especial declarou, depois de atentos exames do cadáver, que Luísa estava realmente morta e que portanto se devia pensar em uma morte verdadeira e não a uma morte aparente, como todos imaginavam.

Luísa tinha afirmado que nasceu «ao contrário»; por isso, era justo que a sua morte fosse «ao contrário» em relação às outras criaturas. Ela permaneceu sentada, como tinha sempre vivido, e sentada teve que ir para o cemitério, em um ataúde especialmente construído, com as partes laterais e a frente feitas de vidro, de maneira que todos a pudessem ver, como uma rainha no seu trono, vestida de branco, com o Fiat no seu peito. Mais de 40 sacerdotes, o Cabido e o Clero local participaram no cortejo fúnebre; revezando-se as irmãs carregavam-na nos ombros, e uma imensa multidão de cidadãos a circundava: as ruas estavam apinhadas de maneira inverossímil; também as varandas e os tetos das casas estavam repletos de gente, e o cortejo prosseguia com grande dificuldade. As exéquias da pequena filha da Vontade Divina foram celebradas na Igreja Matriz por todo o Cabido. Cada um procurou levar para casa uma recordação, flores, depois de ter tocado o ataúde que, poucos anos mais tarde, foi trasladado para a paróquia de Santa Maria Greca.


Funerais de Luísa Piccarreta: ataúde especialmente feito para ela. 




Em 1994, no dia da solenidade de Cristo Rei na Igreja Matriz, Sua Excelência D. Carmelo Cassati, na presença de um público numerosíssimo e de representantes estrangeiros, abriu oficialmente o processo de beatificação da Serva de Deus Luísa Piccarreta.




Datas significativas (cronologia)

1865 Luísa Piccarreta nasceu no dia 23 de abril, domingo in Albis, em Corato, Bari (Itália), e os seus pais Vito Nicola e Tarantino Filomena, tiveram cinco filhos: Maria, Rachele, Filomena, Luísa e Angela.

Depois de poucas horas do nascimento de Luísa, o seu pai envolveu-a em uma coberta e levou-a à Igreja Matriz para ser batizada. A sua mãe não sofres as dores do parto; o seu nascimento foi indolor.

1872 Recebeu Jesus eucarístico no domingo in Albis e, no mesmo dia, foi-lhe administrado o sacramento da Crisma, pela mãos de D. Giuseppe Bianchi Dottula, então arcebispo de Trani.

1883 Com a idade de 18 anos, da varanda da sua casa vê Jesus curvado sob o peso da cruz, que lhe diz: «Alma, ajuda-me!». A partir desse momento, alma solitária, viveu em contínua união com os sofrimentos inefáveis do seu Esposo divino.

1888 Torna-se Filha de Maria e Terciária dominicana com o nome de Irmã Madalena.

1885-1947 Alma eleita, seráfica esposa de Cristo, humilde e piedosa, dotada por Deus de dons extraordinários, vítima inocente, para-raios da Justiça divina, nos 62 anos ininterruptos de cama, foi Arauto do Reino da Vontade Divina.

4.III.1947 Repleta de méritos, na luz eterna da Vontade Divina terminou – como viveu – os seus dias para triunfar com os anjos e os santos nos esplendores eternos da Vontade Divina.

7.III.1947 Por quatro dias, os seus restos mortais foram expostos à veneração de uma imensa multidão de fiéis, que iam à sua casa para ver pela última vez Luísa a Santa, muito querida ao seu coração. O funeral foi um verdadeiro triunfo; Luísa passou como uma rainha, carregada sobre os ombros, no meio de alas de gente. Todo o clero, secular e religioso, acompanhou o ataúde de Luísa. A liturgia fúnebre realizou-se na Igreja Matriz, com a participação do inteiro Cabido. Na parte da tarde, Luísa foi enterrada na capela gentílica da família Calvi.

3.VII.1963 Os seus restos mortais foram sepultados definitivamente em Santa Maria Greca.

20.XI.1994 Festividade de Cristo Rei. Na Igreja Matriz de Corato, na presença de um numerosíssimo público local e forasteiro, D. Cassati abriu de forma oficial o processo de beatificação da Serva de Deus Luísa Piccarreta.


A primeira imagenzinha da Serva de Deus Luísa Piccarreta, publicada em 1948, com o imprimatur de D. Reginaldo Addazzi, O.P.



Oração pedindo a glorificação da Serva de Deus: 

« Ó Santíssima Trindade,
Pai, Filho, Espírito Santo,
louvamos-Te, e damos-Te graças pelo dom da santidade
da tua Serva fiel Luísa Piccarreta.
Pai, ela viveu na Tua Divina Vontade,
movendo-se sob a ação do Espírito Santo,
conforme ao Teu Filho obediente até à morte de cruz,
Vítima e Hóstia a Ti agradável,
cooperando na obra da Redenção do género humano.
As suas virtudes de obediência, de humildade,
de amor total a Cristo e à Igreja
levam-nos a pedir-Te o dom da sua glorificação na Terra,
para que resplandeça diante de todos a Tua glória,
e que o Teu Reino de verdade, de justiça e de amor
se difunda, até aos confins da terra,
através do carisma particular
do Fiat Voluntas Tua sicut in Caelo et in terra.
Recorremos aos seus méritos para obter de Ti,
Santíssima Trindade,
a graça particular que Te pedimos
com a intenção de cumprir a Tua Divina Vontade. Amém

Três Glórias...
Pai Nosso...
Rainha dos Santos, rogai por nós.


+ Giovanni Battista Pichierri
Arcebispo de Trani-Bisceglie-Barlettta
Trani, 29 de Outubro de 2005

2 comentários:

Állyssen Ferreira disse...

Que grande alegria ver a vida de Luisa no seu blog!!!!

Állyssen Ferreira disse...

Eu não conhecia as fotos do funeral dela.

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