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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Beato Batista Mantuano (Spagnoli ou Mantovano), Presbítero Carmelita e grande Teólogo.


Sua vida

Batista Spagnoli ou Mantuano, nasceu em Mântua, Itália, em 17/04/1447. Seus pais: Pedro Modover, de origem espanhola e Constanza Maggi. Sendo todavia muito jovem, entrou na Ordem do Carmo, na célebre “Congregação Mantuana”, na cidade de Ferrara, onde professou (fez votos religiosos) em 1464. Era dotado de excelentes qualidades e por isso os superiores lhe encomendaram, desde muito jovem, missões muito delicadas.
Terminados seus estudos, foi ordenado sacerdote em Bolonha e ali recebeu na Universidade o Magistério de Teologia, no ano de 1475 (aos 28 anos). Foi prior em vários conventos e professor também em vários centros de estudos superiores. Foi prior de Parma, de Mântua e de Roma. Também foi superior da casa da Virgem de Loreto durante vários anos. Em 1483 foi eleito Vigário Geral da “Congregação de Mântua”, cargo que desempenhou até 1513, em cujo ano foi eleito Superior Geral de toda a Ordem. Em 1513 foi chamado a tomar parte do Concílio de Latrão V. Neste mesmo ano o Papa Leão X lhe confiou uma delicada missão de paz entre o rei da França e o duque de Milão.
A “biblioteca carmelitana” refere os títulos de 70 obras suas, das quais foram publicadas 57. Somente o livro “Parthenice Mariana” conta com 55.000 versos! Sua fama de poeta e exemplar religioso se estendeu pelas redondezas e a popularidade fervorosa e apaixonada acompanhava seu nome por todas as partes: primeiro na Itália e logo na Europa. A natureza de sua popularidade era a pureza e elegância de seu latim e o ardor de seu espírito de reformador, que colocava em “sua lira” (em seus versos), “notas” de sabor místico. Por isso suas poesias eram lidas em todos os centros docentes e declamadas com graça e aplauso em públicos certames literários. Ele era chamado o “Virgílio cristão”, já que consagrou suas canções, sua lira e sua vida ao único Deus verdadeiro!
Atraiu à fé muitos eruditos de seu tempo. Com seus penetrantes e agudos escritos, atalhou o mal que se estendia sobre a Igreja e o mundo. De algumas suas obras se fizeram até 150 edições. Escreveu preciosos tratados em prosa e verso e fez servir a Cristo com sua prodigiosa veia poética.
Morreu em Mântua em 20/ 03// 1516. O Papa Leão XIII, em 17/ 12/ 1885 aprovou seu culto imemorial. Sua festa se celebrava antes em 20/ 03 e agora, em 17 de abril.


Sua espiritualidade

As “notas” e profundos sentimentos de sua alma mística provém de Deus e a Deus retornam. Evocam o Ser Supremo: Sua essência e perfeições infinitas. Cantam a Virgem Maria: Suas grandezas, Seu poder e Sua bondade. Exaltam Suas virtudes, vestindo-A com as galas de sua inspiração e fustigam o vício “com uma visão horrível de um monstro”. Exaltam a fé e convocam às suas fileiras seus defensores contra a heresia.
Prepara-se ante a proximidade da morte, a teme, a embeleza com “suspiros” das virtudes teologais e escreve, quando se sente morrer, uns versos como oração de agonizante.
No campo de seu ministério sacerdotal, pregava ao povo com palavra luminosa e fervor apostólico. Distinguia-se também por seu finíssimo tato na direção das consciências! Ganhava para o Senhor os mais endurecidos corações, fazendo renascer a frequência aos sacramentos, verdadeiro sinal da regeneração dos costumes, fazendo-se tudo para todos, para ganha-los para Jesus Cristo.
Tinha predileção, porém, pela vida retirada e penitente, guarda dos sentidos e a fuga de todas as ocasiões perigosas.
Amava com indizível ternura a Virgem Maria do Carmo, pregava com frequência sobre Suas grandezas e privilégios e escreveu três livros para exaltar Suas virtudes, particularmente Sua santíssima pureza.



Sua mensagem

 Que amemos e embelezemos o Carmelo
• Que a cultura e a sabedoria nos levem a Deus.
• Que nosso zelo conduza os homens a Deus.
• Que sirvamos e amemos Maria como o Beato Batista a amava.

Oração:
Senhor Nosso Deus, que fizeste do Beato Batista, fiel servidor de Maria, um modelo de meditação e pregação da Palavra, concedei-nos, por sua intercessão, saborear, como Maria, a Escritura e, como Ela, proclamar Vossas grandezas com nossa vida! Por Cristo, Nosso Senhor! Amém!


   (Extraído do artigo “Os Santos Carmelitas”, do Pe. Rafael Maria López)



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