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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Beata Delfina de Provença, Esposa, Viúva e Terciária Franciscana


Martirológio Romano: Em Apt, da Provença, Beata Delfina, esposa de São Elzeário de Sabran, com quem prometeu guardar a castidade, e depois de sua morte, permaneceu na pobreza e na oração.

Delfina de Signe nasceu por volta de 1284 em Puy Michel nos montes de Luberón, França, da nobre família Glandèves. Uma encantadora figura de mulher, que passa pelo mundo levando a todas as partes a luz de sua graça, o perfume da virtude, o calor de seu afeto. Não era uma santidade ruidosa, que tenha marcado a história de seu tempo, mas uma santidade delicadamente feminina que se difundiu a seu redor como linfa silenciosa e generosa para alimentar no bem a quantos estiveram em contato com ela durante sua vida.
Desde menina sua presença foi luz e consolo para sua família. Aos 12 anos já estava prometida a um jovem não inferior a ela por sua gentileza, nobreza de sangue e beleza de alma. Elzeário, o noivo, era filho do Senhor de Sabran e Conde de Ariano no reino de Nápoles. Desde o nascimento sua mãe o havia oferecido em espírito a Deus e mais tarde um austero tio o havia educado em um mosteiro.
O casamento teve lugar quatro anos mais tarde. Foi um matrimônio “branco”, porque os dois jovens esposos escolheram o estado de virgindade mútuas, um meio de perfeição espiritual mais alto e árduo. No Castelo de Ansouis, os dois nobres cônjuges viveram não como castelãos, mas, como penitentes; não como senhores feudais, mas, como ascetas dignos dos tempos heroicos da primitiva Igreja.
Tendo se transferido para o Castelo de Puy Michel, entraram na Ordem Terceira Franciscana (atualmente, chamada de Ordem Franciscana Secular). Sua vida interior se enriqueceu com uma nova dimensão, a da caridade, mediante a qual eles, ricos por sua condição, se fizeram humildes e pobres para socorrer aos pobres. Delfina e seu esposo além das penitências, orações e mortificações, se dedicaram a todas as obras de misericórdia, destacando-se em todas.
Elzeário e Delfina, os esposos santos.
Quando Elzeário foi enviado ao seu ducado de Ariano como embaixador no reino de Nápoles, a atividade benéfica dos dois esposos continuou em um ambiente ainda mais difícil. Em meio a tumultos e rebeliões, os dois Santos foram embaixadores de concórdia, de caridade, de oração. Continuaram suas boas obras multiplicando seus próprios esforços e sacrifícios até conquistar a admiração do povo.
Elzeário morreu pouco depois em Paris. Delfina, entretanto, sobreviveu a ele por muito tempo e honrou a memória de seu esposo do melhor modo possível, continuando as boas obras e imitando suas virtudes. Teve a alegria de ver seu esposo colocado pela Igreja no catálogo dos Santos. Ela, aos 74 anos, pode reclinar sua cabeça serena e feliz para o eterno descanso. Morreu em Calfières, em 26 de novembro de 1358. Foi beatificada pelo Papa Inocêncio XII em 24 de julho de 1694.

Etimologia: Delfina = do grego, “aquela que mata serpentes”.


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