Páginas

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

SÃO RAIMUNDO DE PEÑAFORT, Presbítero e Missionário Dominicano; grande apóstolo e taumaturgo. Dois textos biográficos.



Diretor espiritual do rei, apóstolo das gentes, célebre canonista, professor, reformador dos costumes, protetor dos pobres, conciliador de litígios,  não havia campo de apostolado ao qual ele não se lançasse.
Alguns santos a Providência dá uma missão restrita, bem delimitada. Outros são chamados para acudir às necessidades gerais da Igreja, nos mais diversas campos de apostolado. Eles sustentam a causa de Deus em toda parte, são, por assim dizer, factótuns (faz-de-tudo) de Deus.
Uma vocação universal
Nessa perspectiva, a vida de São Raimundo se torna mais facilmente compreensível. Trata-se de um Santo com uma vocação universal. Chamado pela Providência para as missões mais diversas, ele, com uma versatilidade prodigiosa, "faz de tudo", quase ao mesmo tempo.
Nasceu em 1175, no castelo de Peñafort, na Catalunha, Espanha. Seus pais eram de nobre estirpe de cavaleiros. Ainda leigo, com a idade de 20 anos, já ensinava filosofia em sua cidade, mais com o intuito de formar os corações do que de instruir os espíritos. O tempo que lhe sobrava, empregava- o em socorrer os infelizes e conciliar divergências entre seus concidadãos.
Aos 30 anos ingressou na Universidade de Bolonha, onde estudou Direito Canônico e Civil com tal êxito que não tardou em doutorar-se e passar de aluno a mestre. As qualidades e virtudes do piedoso doutor faziam dele um dos mais belos ornamentos da famosa Universidade. Em pouco tempo, sua reputação já alcançava países distantes.
Em 1219, o Bispo de Barcelona, Dom Berenger, foi a Bolonha, com o objetivo de levar consigo Raimundo para sua diocese. Bem sabia o Prelado quanto este lhe seria valioso instrumento para reforma dos costumes, reafervoramento do povo e até mesmo do clero da Catalunha. O famoso professor, entretanto, não se mostrava disposto a abandonar seu campo de trabalho, onde podia fazer tanto bem para a salvação das almas.
O Bispo, porém, sabia como tocar as cordas sensíveis do Santo. Após expor- lhe as prementes necessidades da Igreja em Barcelona, afirmou que ele tinha uma particular obrigação de atender primeiro seu país natal. Depois lhe mostrou o perigo de se afastar do caminho de Deus, ao qual ele ficaria mais exposto se seguisse apenas sua própria vontade. E encerrou com o seguinte argumento: em Bolonha, o brilho de sua reputação lhe atraía tão grandes aplausos que não poderia deixar de aumentar desmedidamente suas ocupações, com prejuízo da vida interior. Por fim, Raimundo se deixou persuadir e transferiu-se para Barcelona, dedicando-se de corpo e alma ao serviço do Altar.

Modelo dos sacerdotes
Nomeado cônego, e pouco depois arqui-diácono, logo tornou-se o modelo dos sacerdotes na igreja de Barcelona, tanto pela inocência de sua vida quanto pela regularidade e exatidão no cumprimento de todos os ministérios.
Empenhou-se para que os atos litúrgicos fossem realizados com a maior dignidade e beleza. Autorizado pelo Bispo, promoveu pela primeira vez a celebração da festa da Assunção de Nossa Senhora, com ofício solene.
Raimundo estava sempre pronto a socorrer os indigentes e auxiliar a todos quantos iam consultá-lo. Em pouco tempo fez-se amado e respeitado por todos. O exemplo de suas virtudes contribuiu mais para a reforma dos costumes que toda a autoridade da qual fora revestido pelo Bispo.
Mas o desejo de levar uma vida mais perfeita, mais penitente e menos exposta aos olhos dos homens, cujos louvores temia, o impelia a procurar um estado de maior dedicação. Quando professor em Bolonha, testemunhara as grandes virtudes de São Domingos e os milagres que Deus realizava por meio desse Santo. Era grande admirador da vida angélica dos primeiros dominicanos estabelecidos em Barcelona. Dócil à voz de Deus que o chamava a ser como eles, recebeu o hábito religioso de São Domingos na Sexta-Feira Santa de 1222, na idade de 47 anos.
Seu exemplo atraiu para a Ordem Dominicana vários personagens ilustres, como Pedro Ruber, Raimundo de Rosannes e outros piedosos eclesiásticos, cuja vocação e talento deram novo brilho à Ordem em toda a Catalunha.


Homem de grande ciência
Esse novo estado de vida foi para ele um acréscimo de fervor e uma escola de perfeição. As graças que recebia na oração aumentavam-lhe sempre o desejo de se mortificar e tornar-se útil no serviço da Igreja e do próximo.
Os superiores valeram-se sabiamente de tais disposições para fazer frutificar suas qualidades. Tendo ele rogado que lhe impusessem uma severa penitência para expiar, segundo dizia, as vãs complacências que tivera ensinando no mundo, ordenaram-lhe que compusesse um compêndio dos casos de consciência, para facilitar a delicada missão dos confessores.
Frei Raimundo executou esse trabalho com admirável exatidão, apresentando de forma ordenada os "casos de consciência" e dando a solução para cada um deles, com base nos ensinamentos das Sagradas Escrituras, nos cânones das leis eclesiásticas, na doutrina dos Padres da Igreja e nos decretos pontifícios. O Papa Clemente VIII fez grandes elogios a essa obra, afirmando ser ela igualmente útil aos penitentes e necessária aos confessores.
Conhecedor da grande ciência de São Raimundo, o Papa Gregório IX chamou-o a Roma como Penitenciário Papal e lhe deu a incumbência de realizar um trabalho de proporções universais, a compilação da vasta legislação canônica então em vigor.
Dela se desincumbiu o insigne canonista dominicano com o zelo e a competência de costume. Em 1234 apresentou ao Pontífice a obra concluída. Sob o título de Decretais, essa codificação vigorou na Igreja até 1918, quando foi publicado o primeiro Código de Direito Canônico.

Insaciável zelo pelas almas
Em 1238 foi eleito Superior Geral dos Dominicanos. Desejoso, porém, de dedicar-se por inteiro ao apostolado de conquista de almas para Jesus Cristo, pediu e obteve dispensa desse cargo. O zelo da salvação das almas o devorava. Seus pensamentos estavam voltados para fazer novas conquistas para a Igreja, sobretudo entre os infiéis.
Com o objetivo de facilitar a conversão de judeus e muçulmanos, criou centros para o ensino de suas línguas e pediu a São Tomás de Aquino para escrever a Suma Contra Gentiles. Servindo-se deste poderoso instrumento de apostolado, o Santo pôs-se a campo, e os bons resultados não se fizeram esperar: em uma carta sua ao Superior Geral, datada de 1256, pode- se ler que obteve a conversão de mais de dez mil árabes na Espanha. Esse célebre canonista organizou também missões para a conversão dos judeus e dos muçulmanos. Não havia, por assim dizer, campo de apostolado ao qual não se lançasse: trabalhar sem esmorecimento para converter os pagãos, ou pelo menos impedir que corrompessem os cristãos; atrair os pecadores à penitência e reconciliá-los no tribunal do confessionário; instruir os fiéis pelo ministério da palavra; apoiar os bons, consolá-los nos seus sofrimentos; obter para os pobres as esmolas e os auxílios dos ricos - nada era demasiado para o desejo de salvar almas, que nele crescia mais e mais.

Navegando sobre um escapulário de lã
São Raimundo é um dos mais esplendorosos exemplos de confirmação das palavras de Cristo: "Aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço, e fará ainda maiores do que estas" (Jo 14,12).
O Rei Jaime de Aragão era senhor da Ilha de Maiorca, localizada no mar Mediterrâneo a 360 quilômetros de Barcelona. Numa de suas viagens a essa ilha, convidou para acompanhá-lo Frei Raimundo, que na época exercia as funções de capelão da corte. Durante o percurso, o monarca - cujo procedimento moral muito deixava a desejar - tentou forçar a consciência do Santo, exigindo que ele complacentemente fizesse vistas grossas a esse mau proceder.
O homem de Deus resistiu com vigor, chegando a ponto de pedir licença para descer do navio, em pleno mar, e retornar a Barcelona. O Rei negou autorização para essa "loucura" que para o Santo, entretanto, parecia coisa simples, uma vez que Jesus veio até seus discípulos "caminhando sobre as águas do mar" (Mt 14,25). Confiante em Deus, ele respondeu ao monarca:
Um rei da terra me fecha a passagem, mas o Rei do Céu há de me abrir caminho melhor; ou por outra, Ele próprio é meu caminho”!
Porém o Rei, à negativa de autorização, acrescentou uma ameaça de pena de morte, caso o Santo tentasse fugir. E ao desembarcar na ilha, Frei Raimundo notou que uma escolta armada havia sido incumbida de guardá-lo para impedir sua fuga.
Após, com sua acolhedora bondade, conquistar a confiança dos guardas, manifestou-lhes o desejo de rezar andando pela praia. Eles consentiram. Afinal, pensavam, o que poderia fazer esse bom frade, desarmado, para escapar de nossa vigilância? Tal raciocínio, inteiramente válido para outros homens, revelou-se ilusório para o indomável Santo.
Sob o olhar estupefato dos soldados, ele estendeu seu escapulário de lã sobre as águas do mar, e nele "embarcou". Após agasalhar-se com parte de seu manto, içou a outra ponta ao seu bastão, constituindo uma vela. O resto... foi só invocar o santo nome de Maria, a Senhora dos ventos, de quem era fiel devoto. Um sopro suave, mas veloz, impulsionou o veleiro de Deus e em menos de seis horas ele chegava ao porto de Barcelona, vencendo milagrosamente a distância de 360 km que separam a Ilha de Maiorca dessa cidade espanhola.
Era alta madrugada quando chegou a seu convento, onde a grande porta abriu-se por si mesma, como braços maternos a acolher um filho que há tempos não a transpunha. Ele dirigiu-se à sua cela conventual, onde até as paredes pareciam exultar de alegria. Ao amanhecer, com a despretensão característica dos santos, ele foi tomar a bênção do Superior e comunicar que sua missão na corte real estava cumprida. Do portentoso milagre, só muito depois os irmãos tomaram conhecimento, e por outras vias.





E o Rei, como reagiu?
Caindo em si, ante essa manifestação de um poder sem comparação maior que o seu, passou a seguir fielmente as advertências de Frei Raimundo, tanto no que dizia respeito à direção de sua consciência, quanto no que concernia ao governo do Reino.

Cem anos de vida inocente
Recolhido no convento de Barcelona, São Raimundo cuidou de preparar-se para sua última viagem. Com redobrado fervor, consagrava dias e noites à oração e à penitência.
Chegou afinal o almejado e temido dia do encontro com Deus, 6 de janeiro de 1275. Justamente nesse dia, ele completava 100 anos de idade! Após receber os sacramentos da Igreja, sua grande alma retornou às mãos do Criador, tão inocente quanto delas havia saído. Antes de sua partida para a eternidade, os reis de Castela e Aragão o visitaram com suas respectivas cortes, para receber pela última vez sua bênção.
São Raimundo foi canonizado em 1601, pelo Papa Clemente VIII. Em seu túmulo, operaram-se numerosos milagres, muitos dos quais são mencionados na bula de sua canonização. Sendo o dia 6 de janeiro dedicado à festa dos Reis Magos, a Igreja celebra no dia 7 a entrada gloriosa de sua alma no Céu. ******




São Raimundo e a Ordem dos Mercedários
São Raimundo de Peñafort está também na origem da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, cujas Constituições foram redigidas por ele. Seu fundador, São Pedro Nolasco, na idade de 25 anos, travou contato com ele em Barcelona e logo se pôs sob sua direção espiritual.
Naquela época, milhares de cristãos eram aprisionados por piratas mouros no Mar Mediterrâneo ou nas regiões costeiras, e encerrados em sombrias masmorras ou vendidos como escravos nas cidades maometanas.
O milagre das Cadeias de São Pedro, narrado nos Atos dos Apóstolos, serviu de inspiração para a fundação de uma ordem religiosa com o objetivo de resgatar esses infelizes cativos: "Pedro dormia entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Um anjo do Senhor resplandeceu no cárcere e, tocando-o, disse: Levanta-te, e segue-me. E as correntes caíram das suas mãos (...) Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo" (At 12, 6-10). Em homenagem a este milagre, a Igreja estabeleceu a festa das Cadeias de São Pedro, comemorada no dia 1º de agosto.
Justamente nesta festa, no ano 1218, Nossa Senhora apareceu a São Pedro Nolasco e lhe disse ser do agrado de Deus a fundação de uma congregação com o título de Nossa Senhora das Mercês, para o resgate dos cativos cristãos. Ele foi logo comunicar o fato a São Raimundo, o qual declarou ter recebido a mesma graça da Mãe de Deus.
Pouco depois, foram os dois tratar com o Rei Jaime sobre os meios para levar avante a fundação, e este lhes informou que também a ele a Santíssima Virgem havia aparecido, fazendo idêntica comunicação.
Assim, graças a uma conjugação de fatores sobrenaturais, e ajudada pelo prestígio de São Raimundo, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês se desenvolveu rapidamente, atraindo para suas fileiras numerosos fidalgos da França, Alemanha, Inglaterra e Hungria. 
(Antonio Queiroz; Revista Arautos do Evangelho, Jan/2005, n. 37, p. 34 à 37)



Segundo texto biográfico
Raimundo viu  a  luz do mundo no ano de 1175, no Castelo de Penaforte, na Catalunha.  De descendência nobre, estava em parentesco com os reis de Aragônia. De tenra idade ainda, revelava grande interesse pela  oração e  pelo estudo. Tão prodigiosos  foram os seus  progressos no estudo das ciências que, tendo apenas vinte anos de idade, lhe foi oferecida a cadeira de  artes livres, em Barcelona. De todas as partes vinham estudantes em grande número, para ouvir-lhes as preleções. Uns anos depois, se dedicou ao estudo do direito civil e eclesiástico  em  Bolonha,  e terminou este curso com tão grande brilhantismo, que foi nomeado lente destas matérias. 
     A fama do seu grande  saber espalhou-se  por toda a Itália.  Berengário, bispo de Barcelona, convidou-o para voltar à sua diocese.  Possuindo toda a confiança do Prelado, foi por este nomeado vigário geral. 
   Com 45 anos de  idade, entrou  na Ordem de são Domingos, distinguindo-se  nela tanto pela prática das virtudes,  como pela ciência. Chamado a  Roma pelo Papa Gregório IX, foi confessor do mesmo por muitos anos. Vendo que no palácio papal os pobres não eram tratados  e servidos com a  atenção a  que tinham direito, impôs ao ilustre penitente interessar-se pessoalmente por esta parte do rebanho. Por  ordem do Papa, Raimundo editou uma obra importantíssima de direito eclesiástico, conhecida  sob o nome de  decretais de Gregório IX. 
     Para recompensá-lo de tantos trabalhos e  merecimentos, Gregório IX nomeou-o arcebispo de Taragona, distinção esta de que se julgou tão indigno, que pediu exoneração do cargo. Uma doença gravíssima levou-o quase à beira do túmulo. Com licença dos superiores, voltou para a sua terra. Raimundo escreveu a regra da nova Ordem Nossa Senhora das Mercês e Redenção dos Cativos, cujo primeiro geral foi São Pedro Nolasco.  
        Morto  o Geral da Ordem de São Domingos, Frei Jordão, os religiosos  deram os votos a Raimundo, para ser o novo superior. Dois anos ocupou este cargo,  quando pediu  exoneração, para  poder  dedicar-se mais à obra de sua própria santificação.  
      Avisou ao rei do perigo que havia  na parte  dos Albigenses (facção da seita dos cátaros, que pregavam o maniqueísmo) e conseguiu a  expulsão dos mesmos. Para chamar a Cristo os Judeus e  mouros, fundou dois seminários em que o ensino era dado em hebraico e árabe. Teve a satisfação de poder comunicar ao seu superior, que 10.000 mouros tinham recebido o batismo. 
      Muitos e  grandes milagres obrou Deus por meio do seu servo, dos quais o mais conhecido é o seguinte:  Jaime I, rei de Aragônia, era penitente de Raimundo. Numa viagem que ia fazer à Ilha Majorca, desejava ter seu confessor como companheiro.   No mesmo trajeto, o rei levou uma mulher, com a qual  tinha relações ilícitas. Raimundo muito lhe pediu que a despedisse,  no que o rei prometeu atendê-lo, mas a mulher ficou.   Chegados a Majorca,  Raimundo fez  a  sua permanência na côrte depender do afastamento da concubina da  casa real; no caso contrário, voltaria  para Barcelona .  Jaime ordenou a  todos os barqueiros e proprietários de navios que, sob pena de morte, nenhum se  atrevesse a transportar  o frade para a Espanha. Raimundo, ignorando a  ordem do Rei, dirigiu-se  ao porto, para embarcar num daqueles navios que  iam para o continente,  mas não achou entre os marinheiros  quem  o  quisesse transportar. Adiantou-se então o santo homem até um rochedo, que estava mais para dentro do mar, tomou a capa, estendeu sobre a água, tomou o bastão, fez o sinal da cruz e pôs-se sobre a capa, como se entrasse numa barca. Chamou um companheiro para que fosse com ele. Este, porém, não teve o ânimo de seguí-lo e, estupefato, presenciou aquele singular embarque. Raimundo pôs então o bastão no meio, levantou uma parte da capa a  modo de vela, uniu-a com a extremidade do bordão e  começou a navegar.  Em seis horas fez a viagem até barcelona percorrendo uma distância de  160 milhas.  Chegando a Barcelona, saltou em terra, tirou a  capa, que estava enxuta, e foi para o convento. Nele entrou, apesar de estar com todas as portas fechadas. O rei, sabendo o que tinha acontecido, caiu em si e mudou de vida. 
Raimundo, pressentindo a morte, preparou-se com muito cuidado, redobrando as orações e  penitências. Durante a última doença, recebeu a visita dos reis de Castela e  Aragão, que lhe imploraram a bênção.  Com quase  cem anos de idade, Raimundo  entregou o espírito a Deus, a 7 de janeiro de  1275.

     REFLEXÕES: 
    São Raimundo negou-se  peremptoriamente a permanecer na companhia do rei, que não quis  deixar a má vida. O Santo preocupava-se  com o escândalo que proviria de  sua permanência, que implicaria  numa aparente aprovação do mau procedimento do monarca.  Quais  são os teus princípios neste particular?  A convivência com os maus, corrompe os bons. Maus costumes e exemplos tem um quê de  contagioso. Por isso  é  necessário afastar-se desse ambiente. Os maus, vendo a complacência dos bons, firmam-se  ainda mais no pecado e perdem por completo o temor de Deus.  Prudente é, pois, imitando o exemplo de São Raimundo, fugir  da  convivência com os  pecadores.  







Nenhum comentário:

Postar um comentário