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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Beato Tito Brandsma, Presbítero Carmelita e Mártir


Beato Tito Brandsma
            Sua vida

Em Bolsward, povoado holandês de 10.000 habitantes, do matrimônio de Tito e Postma, em 23/ 02/ 1881, vinha ao mundo “o quinto” de seis filhos com que o Senhor abençoou aqueles pais cristãos. Desde menino deu provas de uma preclara inteligência e de um coração de ouro, ainda encerradas em um corpo franzino e debilitado.

Aos 17 anos vestiu o hábito do Carmelo exclamando: “a espiritualidade do Carmelo que é vida de oração e de terna devoção a Maria, me levaram à feliz decisão de abraçar esta vida. O espírito do Carmelo me fascinou!”. Emitiu seus votos religiosos em 03/ 10// 1899 e se ordenou sacerdote em 17/ 06/ 1905.

O Beato quando jovem
presbítero carmelita
Cursou brilhantemente seus estudos, primeiro em sua Pátria e depois passou a Roma, onde se doutorou em filosofia. Retornando à Holanda, se entregou de cheio a toda classe de apostolado: escreveu livros e artigos em várias revistas; dá aulas dentro e fora do convento; prega e dirige cursilhos; organiza congressos; confessa e administra outros sacramentos. Todos se admiram de como pode chegar a todos os lugares (a todas as partes). E do que mais se admiram é que, antes de tudo, é religioso observante, alma de profunda oração, fervoroso sacerdote e profundamente sensível e humilde.




Foi cofundador da Universidade Católica de Nimega, catedrático e reitor magnífico da mesma. Assessor religioso de todos os editores de periódicos (revistas, jornais) da Holanda, em cujo campo trabalhou com grande zelo e acerto. Era a pessoa pública mais conhecida da Holanda.
No jardim de sua alma floresceram todas as virtudes. É um enamorado de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de sua Ordem do Carmo.






Imagem do bem-aventurado mártir
pintada por um companheiro de
prisão. 
Na tarde de segunda-feira, 19 de janeiro de 1942, foi capturado pelos “SS” nazistas e encarcerado em vários campos de concentração. Seis longos meses de calvário, sobretudo no “inferno” de Dachau (campo de concentração tão terrível como o de Auchwitz). Por fim, por seu grande amor à Igreja e a seus irmãos, no domingo, dia 26 de julho de 1942, seu corpo caía por terra, como o “grão de trigo” do Evangelho, por obra de uma injeção mortal de ácido fênico. Todos no campo repetiam: “morreu um santo”!





Padre Tito Brandsma, em seus meses de prisão, sempre se conservou sereno, levando a todos a bondade e o amor que ardiam em seu coração. Foi um “anjo” para os demais prisioneiros, já acabrunhados e desesperados por tanto sofrimento. A própria enfermeira alemã que lhe aplicou a injeção mortal, mais tarde, no processo de beatificação, testemunhou emocionada a mansidão e a paz conservadas por nosso querido Beato.
Foi beatificado por Sua Santidade São João Paulo II, em 03 de novembro de 1985. Sua festa é celebrada no dia 27 de julho.

  
Beato Tito Brandsma, presbítero carmelita e mártir. Foi um
homem santo, mas, também, de ciências e letras. Teólogo e
jornalista ilustres, suscitou o ódio dos nazistas por causa de
seus escritos que denunciavam os erros e desmandos da
doutrina nazista. Foi assessor religioso de todos os
diretores de periódicos (jornais e revistas) da Holanda.
Era a pessoa pública mais conhecida de seu país. Sua
atividade apostólica pela escrita não poderia passar
despercebida pela Gestapo e as SS nazistas. 

Sua espiritualidade

As notas fundamentais de sua espiritualidade as resumia o decreto que a Sagrada Congregação Para a Causa dos Santos dava em 09 de novembro de 1984, quando dizia:
“De pequena e grácil estatura e de saúde sempre delicada, soube combinar uma intensa vida interior e uma grande solicitude por todas as formas de apostolado moderno: missões, união de igrejas (ecumenismo), escolas e educação católicas, meios de comunicação social, etc. De caráter pacífico, porém firme, se destacava por sua fé viva, por sua imensa confiança em Deus e por sua doce caridade, para com os pobres, especialmente pelo quê muitos, já antes de seu martírio, o tinham por santo... Passou seus últimos meses em cárceres e campos de concentração, dando a todos exemplo de uma fé inquebrantável, de fortaleza de ânimo, de paciência e de extraordinária caridade. Perdoou a seus inimigos e rezava por eles...”.
Seu ardente amor a Jesus Cristo e à Virgem Maria, seu zelo pelas almas, sua observância regular, seu amor à Igreja e aos “perseguidos”, sua sensibilidade e bom humor... Foram os “cimentos” sobre os quais, dia-a-dia, edificava sua santidade, que foi coroada pelo martírio!

Sua mensagem

·       Que Jesus, Maria e o Carmelo “fascinem nossas vidas”.
·       Que colaboremos com todas as formas de apostolado possíveis.
·       Que preguemos a verdade, ainda que nos custe a vida.
·       Que perseveremos na fé até o generoso martírio.


Oração:

 Senhor Deus, fonte e origem da vida, infundistes no Beato Tito, a força do vosso Espírito para que proclamasse a liberdade da Igreja e a liberdade do homem, mesmo durante a crueldade da perseguição e do martírio. Concedei-nos, por sua intercessão, empenharmo-nos na construção do Reino da justiça e da paz, sem nos envergonhar do Evangelho e, descobrir, a vossa presença misericordiosa, em cada momento da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém!

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