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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Beata Josefa Maria de Santa Inês (Benigànim), Virgem Agostiniana Descalça e grande Mística.


Beata Josefa Maria de Santa Inês, o
"Lírio de Benigànim", Agostiana
Descalça.
Josefa Teresa nasceu em Benigànim (Valência, Espanha) em 09 de janeiro de 1625, filha de Luis Albyñana e de Vicenta Gomar, pais muito modestos de bens da terra, em uma pobre casa da Rua de São Miguel.
     Seguindo louvável costume da época foi batizada no mesmo dia. A venerada igreja paroquial de Benigànim, hoje do Puríssimo Sangue de Cristo, teve a honra de ser o local do batismo de Josefa Teresa; onde também, oito anos mais tarde, foi crismada, em 24 de agosto de 1633. Pouco tempo depois ela recebeu sua Primeira Comunhão na mesma venerada igreja.
     Entregue ao cultivo de sua angelical pureza, Josefa passou a infância e a adolescência. Era analfabeta, e não aprendeu outra língua além do valenciano. Ficou órfã de pai quando era ainda muito jovem e teve que empregar-se na casa de seu tio Bartolomeu Tudela, de quem suportou maus tratos. Na mansão dos Cuquerella, com o seu horto anexo, foi onde a jovem travou suas primeiras batalhas contra o demônio e recebeu do Senhor dons celestiais de consolação e familiaridade.

O Menino Jesus aparecia-lhe
frequentemente em seu trabalho
cotidiano
     Ao deixar a casa de seu tio Bartolomeu, o perfume dos milagres ali ocorridos permaneceu, pois no horto, entre as árvores frutíferas, as plantas e as flores, Josefa passava o dia trabalhando, e era onde Jesus gostava de se manifestar a ela. Enquanto lavava a roupa, o Menino Jesus lhe aparecia; ela era uma hábil lavadeira, deixava as roupas tão brancas quanto sua alma angelical.
    No horto há também uma árvore plantada por Josefa. Ela havia plantado, por desconhecer os segredos do plantio, um ramo de laranja, mas com as folhas no chão, ao invés do caule. Mesmo assim, os peregrinos ainda hoje podem ver os belos frutos da árvore plantada por ela.
     Superadas algumas dificuldades, como irmã leiga ingressou no mosteiro das Agostinianas Descalças da Puríssima Concepção e São José, em sua terra natal, em 25 de outubro de 1643. Este convento pertencia à observância descalça, fundada dentro da Ordem pelo Arcebispo de Valência, São João de Ribeira, em 1597. Na Ordem chamou-se Josefa Maria de Santa Inês, por devoção àquela virgem mártir. Comumente era chamada Madre Inês.
A Bem-Aventurada Josefa gozava de
frequentes aparições de Nosso Senhor
Jesus Cristo
     Em 27 de agosto de 1645 professou e em 18 de novembro de 1663 o Arcebispo D. Martín de Ontiveros a tornou corista.
     Desempenhou trabalhos como irmã leiga, dedicada aos trabalhos domésticos. Destacou-se por sua espiritualidade, extrema obediência ao realizar os serviços na cozinha ou no jardim, entre outros. Por causa de sua inocência, era chamada carinhosamente "la niña".
     Simples, humilde, entregue infatigavelmente aos trabalhos e serviços da comunidade, era um espírito de eminente contemplação. De medíocres qualidades intelectuais, analfabeta, seu dom de conselho e seus conhecimentos teológicos causavam admiração. Seus êxtases surpreendiam a todos.
     Por causa disso, e também pelo extraordinário dom do discernimento, seu conselho era procurado pelas pessoas mais importantes e mais influentes da Espanha.

A Beata Josefa era grande devota das
benditas almas do Purgatório
     Outras características da Irmã Josefa foram: sua penitência assombrosa, que dedicava à conversão dos pecadores; sua caridade inesgotável para com as almas do Purgatório; e seu dom de oração e contemplação, que a mantinham em constante arroubamento das potências naturais, e que pela força de seu espírito arrebatava do solo sua leve carga corporal, que se mantinha no ar, cravados os olhos no céu. Sua vida foi toda ela um milagre do sobrenatural e uma confidência continua com seu esposo divino, que lhe aparecia e falava com invejável familiaridade.
     A Beata Josefa morreu no dia 21 de janeiro de 1696, na festa de sua patrona, Santa Inês, aos 71 anos de idade e 52 de profissão religiosa.

     Foi beatificada por Leão XIII em 26 de fevereiro de 1888. Seu confessor, Frei Filipe Benevento, pároco de Benigánim, escreveu sua biografia autorizada. Seus restos mortais estiveram conservados no convento das Agostinianas Descalças de Benigánim até o ano de 1936, quando desapareceram.

A título de curiosidade, transcrevemos abaixo notícia da imprensa espanhola de 2002:

Buscam corpo incorrupto de uma beata espanhola

Madri, 24 de março de 2002 (ACI). A publicação de um livro sobre a destruição de templos durante a Guerra Civil, revelou que os restos incorruptos da beata Josefa Maria de Santa Inês foram escondidos em 1936 para evitar sua profanação, porém, ainda não foram encontrados.

Andrés de Sales recopiou em um livro mais de 150 fotos inéditas de esculturas patronais e templos destruídos durante a Guerra Civil em Valência. A obra, de 350 páginas, é intitulada "Escultura patronal velentina  destruída em 1936". Inclui fotografias de operários "demolindo templos a marteladas, para o que inclusive lhes pagavam um jornal".

Segundo a Agência Avan, o corpo da beata Josefa Maria de Santa Inês, religiosa nascida em 1625, "suportou o macerante passo do tempo e a corrupção até 1936 em uma urna de cristal e bronze dourado em Benigánim (Valência)".

Porém estalou a Guerra Civil, e diante da onde de vilania e vandalismo que destruiu igrejas e imagens sagradas - em Valência ficou reduzido a cinzas noventa por cento do patrimônio artístico da Igreja -, o venerado corpo da beata foi ocultado para preservá-lo da profanação. A pessoa que o ocultou certamente o fez com consciência, posto que ainda não foi encontrado.

Josefa Maria de Santa Inês foi elevada aos altares pelo Papa Leão XIII em 26 de fevereiro de 1896. "Seus restos, se crê que foram ocultados em 1936, porém ainda não se pôde localizá-los" explicou De Sales. Por este motivo, os fiéis de Benigánim fizeram uma reprodução do corpo jazente que foi abençoado em 1944.

Reprodução do corpo jacente da Beata Josefa de Santa Inês

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Beata Joana Le Ber, Virgem (primeira reclusa da América do Norte).


A Beata Joana Le Ber ocupa um lugar excepcional entre as grandes figuras religiosas que se destacaram no início da colonização da Nova França (Canadá): a de primeira reclusa na América do Norte.
     Filha de Jacques Le Ber, o maior negociante do Canadá na época, e de Joana Le Moyne, irmã do Barão de Longueil, Jeanne nasceu em Ville-Marie, atualmente Montreal, em 04 de janeiro de 1662. Foi batizada no mesmo dia, sendo seus padrinhos Gabriel Souart, Paulo Chomedey de Maisonneuve (fundador e governador de Montreal) e Joana Mance (fundadora e administradora do Hôtel-Dieu).
     Desde a mais tenra infância Joana se sentia atraída por Jesus presente no Santíssimo Sacramento; esta devoção cresceu dia a dia e se desdobrou numa atração pelo silêncio e pela oração. Acompanhada de sua madrinha Joana Mance, Joana visitava com frequência o Hospital. Ela também mantinha amizade com Santa Margarida Bourgeoys, a fundadora da Congregação de Nossa Senhora, que teve grande influência em sua vida espiritual.
     O ano de 1672 foi marcado pelo início das provas na família Le Ber. Jacques Le Ber foi aprisionado por um breve tempo. A mãe de Joana ficou muito afetada por este evento. Era o fim de uma época. Muitos pioneiros foram mortos ou retornaram para a França. Joana Le Ber vai para Quebec encontrar sua tia, Maria Le Ber da Anunciação, que lecionava nas Ursulinas, para completar a sua educação formal, onde permaneceu por três anos (1674 a 1677). (1)
     Aos quinze anos, Joana concluiu seus estudos e retornou a Ville-Marie. Ela era a única filha de Jacques Le Ber (ela tinha quatro irmãos mais novos) e como herdeira de grande parte da fortuna do pai, era considerada o melhor partido na Nova França. Seus pais obrigaram-na a se vestir segundo a sua alta condição social, sonhando realizar para ela um casamento bastante vantajoso. Mas Joana já havia renunciado ao mundo, mas não se sentia chamada à vida comunitária: começou a levar uma vida de recolhimento, afastada do mundo, na casa paterna. Embora não a compreendem-se, seus pais, piedosos, respeitaram sua vocação.
     Joana desejava reparar os pecados do mundo, começando pelos seus próprios e para isto entregava-se a penitências comuns: usar cilício, flagelar-se, comer os restos dos pobres que iam se alimentar à porta da casa do seu pai - isto estava no programa diário de penitências da jovem. Vestia-se com um tecido de lã grosseira acinzentada, sem adorno algum - Joana o usava para honrar a pureza e a humildade de Maria Santíssima - e um capuz cobria sua cabeça. A piedosa jovem reclusa somente saía para assistir a Santa Missa.
     Após cinco anos de reclusão sob a direção dos padres François Dollier de Casson e Séguenot, e dos superiores eclesiásticos, a jovem pronunciou os votos de perpétua reclusão, castidade e pobreza de coração.
     Em 04 de junho de 1685, quando a capela que ela havia mandado construir para a comunidade de Madre Bourgeoys ficou pronta, Joana deixou a casa paterna para morar em uma cela atrás do altar. No dia 5 de agosto do mesmo ano, durante a celebração das Vésperas na festa de Nossa Senhora das Neves, teve lugar a breve e tocante cerimônia da sua solene reclusão.
     Em sua cela de três dependências, construída segundo suas especificações, havia uma mesa de trabalho, uma cadeira, um fogão e um colchão miserável colocado perto do Tabernáculo - isto compunha todo o mobiliário da pobre cela. Para imitar a piedade de Maria para com Jesus, a Beata dedicava-se a bordar paramentos sacerdotais e ornamentos do altar.
     As vestimentas litúrgicas e os ornamentos do altar, bordados com fios de ouro, de prata e de cores vivas, refletiam sua intensa vida de contemplação, bem como sua veneração pelas belezas da natureza, obras de Deus. Ela está na origem da Obra dos Tabernáculos, que perdura ainda hoje em Montreal. Além das roupas brancas e dos ornamentos litúrgicos, Joana também confeccionava roupas para os pobres. (2)
     Sua pobreza e reclusão, entretanto, eram atenuadas pelo fato de que, devido sua posição social, durante seus anos de reclusão ela manteve uma acompanhante, sua prima Ana Barroy, que zelava por suas necessidades materiais e a acompanhava à Missa.
     Sua oração era contínua e sua imolação total. À noite, ela se levantava sem acender o fogo, mesmo nos mais rigorosos invernos; não acendia luz alguma para que ninguém a percebesse. Virando-se então para o Santíssimo Sacramento iluminado pela claridade da lamparina do santuário, ela prolongava suas orações durante uma hora. Ela pedia particularmente a instauração da Adoração Perpétua.
     Benfeitora de Ville-Marie, no decorrer dos anos Joana se desfez de sua fortuna para ajudar os pobres, a Igreja, a Congregação de Nossa Senhora e a educação das meninas menos favorecidas.
     Em 1695, ela pronunciou um último voto de reclusão. Ela comungava quatro vezes por semana, fato raro para a época. Em meio a pungentes desolações do coração e do espírito, Joana nunca deixou de dedicar três ou quatro horas por dia à oração e jamais deixou de fazer seus exercícios de piedade.
     Muito conhecida na colônia canadense, ela recebeu a visita de Mons. de Saint-Vallier, Bispo de Quebec, e de outras personalidades. Em suas orações, ela sempre incluía as preocupações e as dificuldades de seus compatriotas. O que segue é um exemplo concreto do poder de intercessão de Joana.
     Em 1711, a Grã-Bretanha e a França estavam em guerra. Naquela época o Canadá era francês. Joana soube que o general britânico Nicholson estava viajando pela Nova Inglaterra em direção a Montreal, e que o almirante Walker da Grã-Bretanha estava navegando no Rio São Lourenço em direção à cidade de Quebec.
     O Barão de Longueuil, comandante do exército canadense, primo de Joana, a tinha visitado para pedir-lhe que ela fizesse uma bandeira em que ela devia bordar uma oração. Joana fez a bandeira, em que escreveu: "Nossos inimigos colocam a confiança em suas armas, mas nós colocamos a nossa confiança na Rainha dos Anjos, que invocamos. Ela é tão poderosa como um exército pronto para a batalha. Sob sua proteção esperamos derrotar nossos inimigos".
     Uma tempestade no Rio São Lourenço causou o encalhe dos navios de Walker em Île-aux-Œufs. Quando Nicholson soube o que acontecera, decidiu que não iria lutar contra os habitantes de Ville-Marie, atual Montreal. Resultado: o exército canadense não teve que lutar para ser vitorioso.
     O “anjo de Ville-Marie”, como era conhecida, deixou a terra em 03 de outubro de 1714, às 9h da manhã, aos cinquenta e dois anos de idade. Seu funeral atraiu toda a população de Montreal, que lhe foi prestar uma última homenagem.
     Seus pobres andrajos foram distribuídos aos fiéis, até mesmo seus sapatos, que eram feitos de palha. Todos os que conseguiram obter alguma coisa que tivesse pertencido à admirável reclusa reverenciavam tal lembrança como relíquia digna de devoção. Seu corpo foi enterrado no subsolo da capela da Congregação de Nossa Senhora.
     Os restos mortais da Beata estão atualmente na Capela Nossa Senhora do Bom Auxílio, onde uma placa mural indica o local. Os bordados de Joana Le Ber estão expostos na Maison Saint-Gabriel, Montreal. Sua vida contemplativa inspirou a congregação religiosa das Reclusas Missionárias, fundada por duas antigas alunas da Congregação de Nossa Senhora. Em 1943, religiosas reclusas foram fundadas em Alberta. Em 2004, um distrito eleitoral recebeu o seu nome.

(1) As Ursulinas de Quebec foram marcadas pela forte personalidade da Santa Maria Guyart da Encarnação, sua fundadora; tinham uma excelente reputação quanto à formação para a vida social e a piedade religiosa. Eram muito boas na educação cristã, no ensino dos bordados que decoravam os altares das igrejas novas erigidas nas novas paróquias da região de Quebec.
(2) Joana Le Ber é considerada a maior bordadeira do século XVII em Montreal, Canadá. Os seus bordados contribuem para se conhecer os ornamentos litúrgicos influenciados pelas técnicas e padrões franceses. Joana aprendeu a utilização dos fios de ouro e de prata, uma técnica dispendiosa, portanto rara. Desenhos de acabamento, festões de renda, galões, Joana rapidamente aprendeu os segredos da arte de confeccionar belíssimos ornamentos de altar.

Fontes diversas, incluindo:
Resumo O. D. M. Tradução e Adaptação: Gisele do Prado Pimentel gisele.pimentel@gmail.com

domingo, 12 de outubro de 2014

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL, Viúva, Religiosa e Fundadora da Ordem da Visitação (Visitandinas) - Dois Textos Biográficos



Primeiro Texto Biográfico 

Filha de um político bem posicionado na França, Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz.


 No século XVI, a heresia protestante devorara como um câncer quase toda a Alemanha.  Lançando metástases pela Europa, penetrou tão perigosamente na França, que em breve seu poderio foi o de um Estado dentro do Estado.
Aproveitando-se da fraqueza e omissão da dinastia francesa dos Valois, dirigida efetivamente pela inescrupulosa Catarina de Medicis e do apoio de membros da mais alta nobreza, seduzidos pela nova heresia, esta ameaçava a própria existência da única e verdadeira religião, a Católica.
Diante do perigo, os católicos, liderados pela família dos duques de Guise, formaram uma Liga Santa para a defesa de sua Religião. Dissolvida por Henrique III, a referida Liga renasceu em 1587, quando o Tratado de Beaulieu favoreceu demasiadamente os huguenotes, como eram chamados os protestantes na França.  Da Liga fazia parte o enérgico e ardente católico Benigno Fremyot, presidente do parlamento da Borgonha, casado com Margarida de Berbisey. Foi nesse ambiente, carregado das guerras de religião, que nasceu Joana, segunda filha deste casal.
Não há dúvida de que o amor materno é insubstituível na formação moral e religiosa da prole. O caso do Presidente Fremyot foi uma das notáveis e raras exceções a essa regra. Joana tinha apenas 18 meses quando faleceu a mãe, no parto do terceiro filho, André. Benigno Fremyot supriu a falta da esposa dando aos filhos uma educação ao mesmo tempo afetuosa e viril. Dos três que teve, a primeira faleceria piedosamente poucos anos depois de casada; a segunda seria elevada à honra dos altares; e o último, por sua virtude e qualidades morais, tornar-se-ia, aos 21 anos, Arcebispo de Bourges e amicíssimo de São Francisco de Sales.
O Presidente Fremyot os reunia de manhã e à noite para ensinar-lhes a rezar, conhecer e amar a verdadeira Igreja e o Papa. Quando seus filhos foram crescendo, o Presidente Fremyot contratou mestres escolhidos para reforçarem sua formação. "Joana aprendia com grande facilidade e viveza de imaginação. E, dado seu bom talento e a posição que ocupava no mundo, foi-lhe ensinado tudo o que deveria saber uma jovem de sua classe: ler, escrever, dançar, tocar instrumentos de música, canto, os labores próprios ao seu sexo etc."
Ao receber a Confirmação, por devoção ao Poverello de Assis, Joana acrescentou ao seu o nome de Francisca.
Aos 20 anos, Joana Francisca foi dada pelo pai em casamento ao Barão de Chantal, valoroso oficial do exército francês e católico, embora desde a morte da mãe ele levasse uma vida um tanto dissipada.
O primeiro cuidado de Joana foi conquistar o coração do marido para levá-lo inteiramente a Deus. Isso não foi difícil, pois o Barão, além das boas predisposições que possuía, percebeu logo que Deus lhe tinha dado por esposa uma santa. A união entre eles foi tão grande que se dizia que tinham um só coração. Ao mesmo tempo a baronesa estabeleceu, com bondade e firmeza, a ordem e a disciplina no seio da numerosa criadagem do castelo.
 O casal foi abençoado com seis filhos, dos quais os dois primeiros faleceram apenas nascidos. Sucederam-lhes outro filho e três filhas, tendo a última nascido poucas semanas antes da morte do Barão.
 Mortalmente ferido por seu melhor amigo num acidente de caça, recebeu os últimos Sacramentos, perdoou seu homicida e recomendou à Baronesa que se resignasse à vontade de Deus.
Joana ficava assim viúva aos 28 anos, com quatro filhos para educar e o baronato para dirigir. Foram-lhe necessárias toda sua fé e energia para aceitar o rude golpe. Mas recebeu muitas graças nessa época, o que a levou a afirmar mais tarde que, não fossem os filhos tão pequenos, teria tudo abandonado para ir terminar seus dias em Jerusalém, consagrada inteiramente a Deus.
Essa alma forte e generosa foi submetida na viuvez a novas provações! O Barão de Chantal , sogro de Joana, cujo caráter orgulhoso, vaidoso e extravagante ela conhecia, sentindo-se muito só em sua velhice, queria que a jovem viúva, com os filhos, fosse lhe fazer companhia.
No novo domicílio, cuja desordem era igualmente de seu conhecimento, Joana entregou-se a todas as obras de apostolado e misericórdia por ela desenvolvidas no anterior. Mas sentindo a necessidade de encontrar um bom diretor espiritual, pediu insistentemente a Deus essa graça.
Em 1604, o já merecidamente célebre Bispo de Genebra, São Francisco de Sales, foi pregar a quaresma em Dijon, cidade natal de Joana. Esta convenceu o sogro a trasladarem-se para a casa de seu pai para seguirem os sermões.
O grande pregador, a quem Deus mostrara em sonhos sua futura penitente, imediatamente a reconheceu, atenta e recolhida, em meio aos fiéis. Esta também reconheceu com emoção aquele que Deus designara para seu pai espiritual. Começou assim um dos mais belos parentescos espirituais da História da Igreja, que tantos e tão belos frutos produziria.
São Francisco de Sales traçou-lhe uma minuciosa regra de vida. Sob sua direção, Santa Joana de Chantal progrediu tão rapidamente, que o santo se admirava, dando graças a Deus.
Aos poucos maturava na mente do Bispo de Genebra o projeto de uma nova congregação religiosa, com regras adaptadas a virgens e viúvas que, desejando servir a Deus, não se sentiam atraídas pelas grandes austeridades das famílias religiosas já existentes. Teriam como oração em comum somente o Ofício Parvo de Nossa Senhora; deveriam dedicar-se também à assistência dos pobres e enfermos.
Joana pôs-se à sua disposição para a realização da obra assim que seus filhos estivessem encaminhados. A mão de Deus fez-se então sentir para abreviar o tempo de espera. A Baronesa de Chantal tornara-se amicíssima da Baronesa de Boissy, mãe de São Francisco de Sales, senhora virtuosíssima, viúva e mãe de 13 filhos. Tal era a confiança que esta tinha em Joana que, a conselho de São Francisco, confiou à jovem viúva a educação de sua caçula, de nove anos. Esta veio a falecer poucos anos depois nos braços de Santa Joana.
Para unir por laços mais fortes que os da amizade as duas famílias, a Senhora de Boissy propôs o casamento de seu filho, Barão de Thorens, de 14 anos, com Maria Amada, filha mais velha de Santa Joana, então com 12. O casamento foi oficiado por São Francisco de Sales e como era costume na época, a jovem esposa foi viver com a família do marido até atingir a idade núbil.
Santa Joana confiou o filho, Celso Benigno, ao avô, Presidente Fremyot, que com a ajuda de um virtuoso preceptor completaria a educação do adolescente. Levando as duas filhas para terminar sua educação no convento, a Baronesa de Chantal ficava assim livre para a realização da grande obra.
Antes de partir, renunciou a todos seus bens em favor dos filhos e embarcou para Annecy, que fazia parte então do Ducado da Sabóia. Pouco depois, Deus chamou a Si a filha caçula de Joana, aquela a quem ela mais amava por sua inocência e docilidade.
Em Annecy já a esperavam três donzelas virtuosas, dirigidas de São Francisco de Sales, que com ela principiariam a obra. A Congregação idealizada pelo Bispo de Genebra era uma inovação. Até então só havia conventos de reclusas. Na recém-fundada Congregação – denominada da Visitação – as religiosas não guardariam clausura, pois deveriam cuidar dos pobres, o que suscitou muitas controvérsias.
Apesar da pobreza e das críticas recebidas, novas postulantes foram ingressando na Congregação e três jovens viúvas de Lyon pediram licença para lá fundar uma casa. Nessa ocasião, interveio o Cardeal Arcebispo local, convencendo São Francisco de Sales a erigir e transformar a Congregação em Ordem religiosa e aceitar a obrigação da clausura perpétua. O Fundador, tendo aceitado a proposta, estipulou, contudo que em seus conventos se pudessem receber senhoras e donzelas que quisessem retirar-se temporariamente para pôr em ordem sua consciência.
 Embora muito atenuada em relação às regras existentes, no que se refere a penitências, jejuns e longos ofícios em comum, São Francisco de Sales reforçou a pobreza e a obediência da nova instituição. Nenhuma religiosa poderia ter nada seu, nem mesmo o hábito ou o rosário que usava. Cada ano havia uma rotação de tudo, inclusive livros e objetos de piedade.
A finalidade visada por São Francisco de Sales para sua Congregação seria levada avante pouco depois por seu grande amigo, São Vicente de Paulo, mediante a criação das Filhas da Caridade.
Foi cedendo a instâncias da Madre Chantal e dedicando-o a suas filhas da Visitação, que São Francisco de Sales escreveu seu famoso Tratado do Amor de Deus. "Minha filha, disse-lhe o santo Bispo, o Tratado do Amor de Deus está escrito para vós". No prefácio da obra, ele diz: "Como Deus sabe o muito que estimo essa alma, não foi pouco o que ela influiu nesta ocasião... o que mais me moveu a levar avante meu projeto foram as reiteradas instâncias desta alma".
Àqueles a quem ama, Nosso Senhor presenteia com sua Cruz. Como alma eleita e muito sensível ao afeto, a Providência foi tirando de Santa Joana suas mais caras afeições para que se desapegasse inteiramente das criaturas.
Às provações já sofridas no transcurso da vida, somaram-se as espirituais, como tentações terríveis, algumas vezes contra a fé. Conheceu a noite escura e a secura espiritual para chegar a um grau sublime de contemplação. São Vicente de Paulo afirmou que, embora aparentando paz e tranquilidade, Santa Joana "sofria terríveis provas interiores. Via-se tão assediada de tentações abomináveis, que tinha que apartar os olhos de si mesma com horror para não contemplar esse espetáculo insuportável ... Em meio a tão grandes sofrimentos, jamais perdeu a serenidade nem esmoreceu na plena fidelidade que Deus lhe exigia. Por isso a considero como uma das almas mais santas que encontrei sobre a terra".
Após a morte de São Francisco de Sales, não só consolidou a obra nascente, mas a fez expandir. Durante sua vida, os mosteiros da Visitação elevaram-se a 65. A todos visitou para satisfazer o desejo que muitas de suas filhas espirituais tinham de conhecê-la.
Em 1641, a rainha Ana d’Áustria convidou-a para ir a Paris, cumulando-a de honras e distinções. Era a exaltação que a Realeza prestava à Santa que foi, em vida, comparável à própria Mulher forte do Antigo Testamento. Meses depois, foi ela receber, no Céu, a recompensa demasiadamente grande que Deus reserva a seus eleitos.

Entregou sua alma a Deus em Moulins, a 13 de dezembro de 1641. Foi beatificada por Bento XIV a 13 de novembro de 1751 e canonizada por Clemente XIII em 16 julho de 1767.
(Fonte: Página Oriente)



            Segundo Texto Biográfico 


     Santa Joana Francisca Fremiot nasceu a 23 de janeiro de 1572, na cidade de Dijon, França, nove anos depois do término do Concílio de Trento. Estava destinada a ser um dos grandes santos que o Senhor suscitou para defender e renovar a Igreja depois do caos causado pela divisão dos protestantes. Santa Joana foi contemporânea de São Carlos Borromeu da Itália, de Santa Teresa d' Ávila e de São João da Cruz da Espanha, de São João Eudes e de seus compatriotas, o Cardeal de Berulle, o Padre Olier e seus dois renomados diretores espirituais, São Francisco de Sales e São Vicente de Paulo. No mundo secular Joana foi contemporânea de Catarina de Medici, do Rei Luís XIII, Richelieu, Maria Stuart, a Rainha Isabel e Shakespeare.
     Ela própria se apresenta: "Sou Joana Francisca Frémyot, natural de Dijon, capital da Borgonha, filha do senhor Frémyot, presidente do Parlamento de Dijon, e da senhora Margarida de Barbisey”.
     Com apenas um ano e meio de idade perdeu a mãe, e seu pai se dedicou inteiramente à educação dos seus três filhos, inculcando-lhes antes de tudo o amor de Deus e a doutrina da fé católica.
     Joana Francisca era a admiração de todos os que com ela conviviam, por sua inteligência viva, seu reto e sólido juízo, seu caráter firme e varonil, sua prudência e discrição, que unidos ao seu coração inclinado ao bem e à virtude foram a base sobre a qual se elevou o edifício de sua perfeição.
     Contraiu matrimônio com o jovem Christophe de Rabutin-Chantal, Barão de Chantal. Desde sua chegada ao castelo do esposo demonstrou sua habilidade na administração das propriedades, fazendo-as mais produtivas que antes. Deus abençoou seu lar com seis filhos. Os dois primeiros morreram ao nascer. Enfim, após três ou quatro anos de casamento, ela deu à luz o seu primogênito Celso Benigno, nascendo a seguir Maria Amada, Francisca e Carlota.
     Assumiu em todo o momento o seu papel de mulher “perfeita”, dedicada à educação de seus filhos e às obras de caridade. Depois de algumas semanas do nascimento de Carlota, o barão sofreu um acidente de caça e morreu. Viúva aos 28 anos, apesar da sua profunda tristeza, abraçou a vontade de Deus e perdoou de coração o responsável involuntário pela morte de seu esposo. Experimentou o quão efêmera é a felicidade nesta vida.
     Desabrochou nela um vivo desejo de ser toda de Deus. Anos antes fizera, juntamente com seu esposo, uma promessa: aquele que sobrevivesse ao outro se consagraria a Deus. Repartiu suas jóias e vestidos de gala entre os pobres e a Igreja. A partir de então, se constitui “mãe de todos os pobres”. Acompanhada pelos filhos, visitava os enfermos em suas próprias casas, levava-lhes alimentos, remédios, e ela mesma limpava e curava suas chagas e as beijava, vendo a Nosso Senhor em cada um deles. Fazia estas obras de caridade com tanto esmero e carinho que todos diziam: “Que bom é estar doente, para receber a visita da santa baronesa!”
     No outono de 1602, o sogro de Joana forçou-a a viver em seu castelo de Monthelon, ameaçando-a deserdar seus filhos se se recusasse. Ela passou uns sete anos sob sua errática e dominante custódia, aguentando maus tratos e humilhações.
     Joana Francisca sentia uma sede ardente do infinito e pedia insistentemente ao Céu um guia espiritual que lhe mostrasse a vontade de Deus. Ouvia em seu íntimo a voz que lhe diz: “Eu te darei esse guia”.
     Na quaresma de 1604, Joana estava na casa de seu pai em Dijon. O Bispo Francisco de Sales foi àquela cidade para fazer a pregação da Quaresma. Ambos se reconhecem sem nunca se haverem visto e desde o primeiro momento se compreendem. Ela se colocou sob sua direção espiritual. Começou uma rica correspondência entre os dois: são alguns dos mais belos escritos que existem e refletem a profunda amizade vivida entre os santos.
     No dia 4 de junho de 1607, Francisco de Sales lhe revelou o desígnio que Deus lhe havia inspirado de fundar uma nova Congregação, e ela acolheu o projeto muito feliz e com perfeita obediência.
     Em 1609, sua filha mais velha, Maria Amada, se casava, e no ano seguinte sua filha caçula falecia. Francisca continuou sua educação por algum tempo sob a direção da mãe e Celso Benigno foi entregue aos cuidados do avô materno.
     Chegou o momento da partida para iniciar a vida religiosa, em Annecy, Savóia. No dia 6 de junho de 1610, Domingo da Santíssima Trindade, Joana Francisca de Chantal, acompanhada por Joana Carlota de Brechard, Jaquelina Favre e Ana Jaquelina Costa, entrou na pequena Casa da Galeria, onde receberam a bênção do Bispo Francisco de Sales, juntamente com as Constituições religiosas que ele mesmo redigira. Nesta Casa residiriam durante alguns anos até se transferirem definitivamente em 1613 para o primeiro Mosteiro da Visitação nesta mesma cidade.
     Joana Francisca sofreu sucessivamente a perda dos parentes que lhe eram mais queridos. A estas dolorosas partidas se unem enfermidades, críticas e perseguições de todo o tipo. Tudo ela recebia e abraçava com espírito de fé, vendo em tudo a vontade de Deus. É admirável em seu ardente amor a Deus. Amor forte, generoso e provado, que a faz dizer: “Saborear a suavidade de Deus, não é amor sólido; mas humilhar-se, sofrer e morrer a si mesmo, este é verdadeiro amor”.
 Em 1632, profundamente tocada pelo amor divino, partilhou com as Irmãs sua experiência acerca de um martírio que chamou de Martírio de Amor, explicando-lhes textualmente: “... Deus, sustentando a vida de seus servidores e servidoras para fazê-los trabalhar para a sua glória, os torna mártires e confessores ao mesmo tempo (...). É que o Divino amor faz passar sua espada pelas partes mais secretas e íntimas de nossas almas, e nos separa de nós mesmas. Eu conheço uma alma a quem o amor separou das coisas que lhe eram mais caras, de tal modo, como se tiranos houvessem separado seu corpo de sua alma, esquartejando-o com suas espadas”. As Irmãs entenderam que Joana Francisca falava de si mesma.
     Diferentemente de Santa Teresa d’ Ávila e de outros santos, Joana não escreveu suas exortações, conferências e instruções, elas foram anotadas e entregues à posteridade graças a muitas monjas fieis e admiradoras de sua Ordem.
     Tendo vivido em profunda humildade, gozou de paz e serenidade constantes. Ao falecer, em 13 de dezembro de 1641, às vésperas de seus 70 anos de idade, deixou fundados 87 Mosteiros.
     Em 1751 foi beatificada pelo Papa Bento XIV e em 16 de julho de 1767, canonizada por Clemente XIII.
     Seu coração permanece incorrupto no Mosteiro da Visitação, na cidade de Nevers, França.

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São Luís IX, Rei da França, Terciário Franciscano.


São Luís IX, Rei da França
Luís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy.

Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos que Luís IX tornou-se um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja.
Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade, a piedade e a humildade, e que o fizeram o modelo de rei católico cristão.
No período de sua adolescência, enquanto sua mãe governava, foi educado e conduzido na fé cristã e na arte de governar por São Tomás de Aquino. O santo doutor da Igreja conduziu com perfeição o processo de educação daquele que viria a ser o rei de toda a França.
Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma jovem princesa, que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época.
Tinha coração e espírito sempre voltados para as coisas de Deus, lia com frequência a Sagrada Escritura e as obras dos Santos Padres e aconselhava-as a todos os seus nobres da Corte. Com o auxilio da rainha, fundou igrejas, conventos, hospitais, abrigos para os pobres, órfãos, velhos e doentes. Mesmo sendo rei, entrou para a Ordem Terceira de São Francisco, vivendo a Regra da Ordem com suma perfeição.
O casal real teve dez filhos, todos educados como eles e por eles. E o resultado dessa firme educação cristão foram reis e rainhas de muitas cortes, que governaram com sabedoria, prudência e caridade.
Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que, segundo a tradição, era a mesma usada na cabeça de Jesus, ele mandou erguer uma belíssima igreja para abrigá-la numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris.
Acometido de uma grave doença, em 1245 Luís IX quase morreu. Então, fez uma promessa: caso sobrevivesse, empreenderia uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa.

Mas, infelizmente, em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Túnis, foi acometido pela peste e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270.
Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII proclamou a santidade da vida de Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte. Juntamente com Santa Isabel de Hungria é o padroeiro da Ordem Franciscana Secular.

Hoje, pedimos a intercessão de São Luís da França. Que o Espírito de Deus conceda-nos a mesma fé e a mesma caridade que habitavam o coração deste grande santo da Igreja. Movidos pela graça de Deus, tenhamos o coração aberto para acolher com amor a Vontade de Deus em nossa vida.


São Luís IX, santo rei da França, rogai
por nós! Rogai por toda a Europa, hoje
em dia cada vez mais descristianizada e
agnóstica. Rogai a Deus para que uma
Nova Evangelização cative muitas almas
no continente que já foi o luzeiro 
do cristianismo! Amém!