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domingo, 26 de outubro de 2014

Beatos João Batista e Jacinto de los Ángeles, leigos, índios e mártires.

Na aldeia de Santo Domingo Xagacía, no México, os bem-aventurados mártires João Batista e Jacinto de los Ángeles, que, catequistas, foram cruelmente espancados por se recusarem a adorar os ídolos pagãos no lugar de Cristo, imitando sua Paixão e merecendo, como prêmio, ganharem a vida eterna.


Os bem-aventurados João Batista e Jacinto de los Ángeles, mártires indígenas, eram dois índios zapotecas de Serra de Oaxaca, no México. Foram beatificados pelo Papa São João Paulo II no dia 01 de agosto de 2002, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México.
Eles são o exemplo mais evidente de como devemos viver de acordo com o nosso batismo de cristãos, rejeitando qualquer forma de idolatria, mesmo com o custo de nossa própria vida.
A história dos mártires cristãos, especialmente nos primeiros três séculos do cristianismo, é cheia de figuras ilustres que enfrentaram a morte nas formas mais excruciantes, ao invés de renunciar a fé cristã praticando culto de adoração a ídolos de sua época.
O mesmo aconteceu tantos séculos mais tarde com dois índios mexicanos que agora são bem-aventurados. Nascidos por volta dos anos 1660-1663, em São Francisco Cajonos (Oaxaca), foram catequistas leigos, casados e pais de família, que eram responsáveis por zelarem por uma capelania rural, dirigindo o culto da Palavra de Deus e ajudando, assim, o pároco da localidade (naquele tempo, assim como hoje, havia grandes extensões de terras e várias capelas com apenas um pároco para dar assistência pastoral).
Desempenhavam também a tarefa de “fiscais” ou “orientadores” paroquiais. Tinham a obrigação de comunicar ao sacerdote e a autoridades civis cada caso de perjúrio, imoralidade, blasfêmia ou apostasia que alguém da população praticasse. Uma vez que existiam alguns casos de idolatria entre os índios já convertidos ao cristianismo, eles desempenharam seu papel de exortá-los a abandonarem tais práticas. Até mesmo entre militares havia cristãos que apostataram a verdadeira fé.
Tais exortações irritaram algumas pessoas, com a concordância do comandante capitão, que ameaçaram queimar a igreja e o convento dos padre dominicanos caso não fossem entregues a eles os dois “fiscais” que eles passaram a odiar por sua fidelidade à fé católica.
Os dois índios, após receberem os sacramentos, para evitar danos aos frades, entregaram-se às mãos dos rebeldes.
Foram duramente chicoteados e espancados, enquanto intimavam-lhes a que voltassem a adorar seus deuses ancestrais. Com sua recusa, foram arrastados ao sopé da montanha de São Domingos Xagacía e lá foram mortos a golpes de paus e facões. Era o dia 16 de setembro de 1700. A montanha onde foram mortos os mártires ainda hoje é chamada de “almas dos fiscais”.
O Papa São João Paulo II, durante a cerimônia de beatificação, disse: “os dois beatos são um exemplo de como, mesmo conservando aspectos culturais próprios de do nosso povo, podemos deixar que a luz de Cristo nos ilumine os faça chegar a Deus. A luz de Cristo renova o espírito religioso das melhores tradições dos povos”.
A memória litúrgica dos beatos foi fixada para o dia 18 de setembro, no final da belíssima cerimônia de beatificação que contou com a presença de milhares de índios e vários grupos étnicos de todo México.
Deus chama à santidade homens e mulheres de todas as culturas e raças! Glória a Deus! 




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