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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Beato Eustáquio Van Lieshout, Presbítero e Missionário no Brasil (muito querido e venerado pelo povo de Minas Gerais). São dois textos biográficos.


Beato Eustáquio Van Lieshout,
Presbítero e Missionário no
Brasil. 
Um taumaturgo do século XX. Dotado dos carismas do conselho e da cura, pastor de almas e modelo de pároco, Padre Eustáquio suportou com humildade e fortaleza as muitas incompreensões que sofreu.


"Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão por ela e curou seus doentes" (Mt 14, 13-14).

Os últimos anos da vida do Beato Eustáquio van Lieshout no Brasil tiveram muita semelhança com essas cenas descritas no Evangelho: multidões que acorriam para lhe pedir ajuda espiritual ou cura de enfermidades, sendo todos atendidos com carinho de pai. E quando as autoridades eclesiásticas ou seus superiores, temerosos com as repercussões daquele movimento, mandavam-no para outros lugares, logo o povo descobria e acorria atrás de seu "santo".


Foto do Beato quando chegou ao
Brasil. 
Padre Eustáquio desembarca no Rio de Janeiro

Nascido na Holanda em 03 de novembro de 1890, foi ordenado sacerdote em 1919 na Congregação dos Sagrados Corações. Sua família, profundamente católica, ofereceu à Igreja mais duas vocações: de duas irmãs suas que se fizeram religiosas. Chamado pelo Senhor à missão, o Beato Eustáquio desembarcou no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1925. Seu destino: o povoado de Água Suja, no Triângulo Mineiro.

Situado às margens do Rio Bagagem, aquele local sofria dos males comuns às regiões de mineração muito afastadas, sendo marcado por enormes necessidades espirituais e materiais. O farol que iluminava a vida dura dos mineiros era o antigo santuário de Nossa Senhora da Abadia, onde se fixou o padre vindo da Europa.

Nos seus dez anos em Água Suja - cujo nome foi mudado para Romaria - ele iniciou a edificação do Santuário de Nossa Senhora da Abadia, que se tornou um grande centro de peregrinação.



Pai dos pobres e dos enfermos

Em Romaria, como nas cidades onde atuou depois, dedicou-se com extremo desvelo aos pobres e aos enfermos. Nas suas visitas às casas de seus paroquianos, servia até mesmo de médico e enfermeiro dos doentes.

Certo dia, numa choupana de Romaria, encontrou um menino cujo corpo era todo uma só chaga. Nem a mãe da criança tinha coragem de cuidar do pobrezinho. O Padre Eustáquio assumiu pessoalmente essa incumbência: dava-lhe banho todos os dias, lavava suas roupas, tirava com uma pinça os vermes que lhe corroíam a carne, da qual se exalava um insuportável mau cheiro, e aplicava as pomadas que ele próprio havia preparado. Em pouco mais de um mês, o menino estava curado.

Noutra ocasião, quando o pároco almoçava em companhia de seus auxiliares no modesto refeitório da casa paroquial, a campainha tocou, e um deles foi atender. Voltou pouco depois e sentou-se sem nada dizer.

- O que houve? - pergunta o Beato Eustáquio.
- Nada... Nada de urgente. Estão querendo falar com o senhor... Mandei esperar na sala de visitas.
- Não! Mandar esperar, nunca! O pároco é o escravo de seus paroquianos.

Dizendo isto, deixou na mesa a refeição inacabada e foi atender os visitantes.

Assim comportou-se o Padre Eustáquio durante seus 24 anos de sacerdócio. Com uma diferença: ele era o escravo de todos os necessitados, e não apenas de seus paroquianos.


O carisma da cura: “Saúde e paz”.

Em Romaria, o Padre Eustáquio já fez algumas curas consideradas milagrosas. Mas foi em Poá (SP), para onde foi transferido, tomando posse como pároco em fevereiro de 1935, que esse dom começou a brilhar com maior intensidade, e sua fama de santidade começou a se espalhar irresistivelmente pelo Brasil inteiro. Tinha o costume de abençoar os fiéis com a seguinte saudação: “Saúde e paz”. Muitas vezes, com suas bênçãos, os enfermos saiam absolutamente curados, bem como os corações “sarados” e cheios de paz...

Um dos maiores benefícios que o Padre Eustáquio fez à população daquela região foi vencer o indiferentismo religioso e resgatar numerosas almas que estavam se emaranhando nas teias da seita espírita.

Multidões cada vez maiores procuravam assiduamente o homem de Deus para pedir o alívio de seus sofrimentos espirituais e físicos. A afluência de povo era tão grande que chegaram a passar por Poá cerca de dez mil pessoas por dia.

A autoridade civil e a religiosa se inquietaram com isso. Por intervenção do Arcebispo de São Paulo - arquidiocese à qual pertencia então Poá - os superiores do Padre Eustáquio se viram obrigados a transferi-lo.

Nosso beato ficou chocado com a notícia. Não conseguia entender como poderia ser impedido de exercer um carisma que claramente Deus lhe havia concedido para o bem do povo. Mas, como pessoa virtuosa que era, obedeceu sem pestanejar.


Sentindo-se um indesejado

Com ar de muito abatimento, deixou sua querida Poá no dia 13 de maio de 1941 sem nem sequer despedir- se das pessoas mais chegadas.

Teve de viver algum tempo oculto na cidade de São Paulo, numa situação humilhante, sob a vigilância de seus superiores, sendo até mesmo proibido de visitar seus amigos.

Desde a saída de Poá, a vida do Beato Eustáquio foi como a de um migrante. Onde quer que estivesse havia pessoas que o procuravam para lhe pedir ajuda, consolo e cura. Logo as multidões se lhe punham ao encalço, e isso causava desagrados e incompreensões. Quase invariavelmente, pouco depois era convidado a se retirar do local. É verdade que também recebeu mostras de carinho, como do Arcebispo de Campinas. Mas a par disso houve cenas constrangedoras, como quando foi obrigado a se retirar sem demora do Rio de Janeiro, ocasião em que nem lhe queriam dar tempo de rezar o breviário.


De volta a Minas Gerais

Em Belo Horizonte se conservam diversos pertences do Pe. Eustáquio, como a batina e o porta-hóstia usado nas visitas aos doentes. Chamado pelo jovem superior da comunidade da Congregação, em Patrocínio, Padre Eustáquio pôde finalmente encontrar sossego. Havendo chegado à cidade em outubro de 1941, ele sentiu-se de fato aliviado, pois seus companheiros de hábito, além de não lhe colocarem obstáculos, ainda o ajudaram nos seus labores apostólicos. Ali ele recebeu a comunicação de que o Arcebispo de Belo Horizonte queria sua presença em sua arquidiocese.

Na capital de Minas, aonde chegou em 03 de abril de 1942, Padre Eustáquio assumiu a paróquia dos Sagrados Corações, na qual permanecerá até 30 de agosto de 1943, dia de sua morte.
Após um início com algumas restrições, que fizeram temer a volta das sanções já aplicadas em outros lugares, o Beato pôde exercer com toda a liberdade os carismas da cura e do conselho, cumprindo a vocação para a qual o Senhor o destinara.

Zeloso pastor de almas, Padre Eustáquio ia ao encontro de
quem necessitasse de sua caridade pastoral, mesmo em
lugares longínquos e de difícil acesso. 



Acima de tudo, pastor de almas

Esse sacerdote exemplar, que sempre procurava remediar os males corporais, nunca se esquecia de que sua principal missão era salvar almas. E, nesse apostolado, "chegou a resultados que fazem lembrar os tempos da Igreja primitiva", escreve seu biógrafo, o Pe. Venâncio SSCC.

Repercutiram sensacionalmente na imprensa os milagres atribuídos ao Padre Eustáquio e há documentos de várias curas para as quais a ciência não tem explicação. Mas ele operou "milagres" muito mais importantes, e numa quantidade que de fato "fazem lembrar os tempos da Igreja primitiva": a conversão de milhares de pecadores.

Passava seis horas por dia atendendo confissões. Não tinha dotes oratórios, mas possuía em alto grau o dom da palavra ardente que move ao arrependimento e à mudança de vida. Na paróquia de Poá, muitas vezes três coadjutores eram insuficientes para atender os penitentes que faziam fila diante dos confessionários após ouvir uma recomendação desse homem de Deus.

Durante um tríduo de pregações na maior igreja de Belo Horizonte, nos três dias verificou-se um fato inédito: terminado o sermão, centenas de homens de todas as classes e idades corriam ao confessionário, disputando o privilégio de serem os primeiros a se reconciliarem com Deus. Movimentação ainda maior ocorreu na páscoa dos funcionários públicos: mais de cinco mil pessoas obrigaram doze sacerdotes a socorrerem-no no atendimento de confissões.

Donde lhe vinha esse poder de arrastar os pecadores à conversão? Do esplendor de sua santidade...



Vida interior exemplar

O Beato Eustáquio sabia que a alma de todo apostolado é a vida interior. Por isso, mesmo quando passava a noite em claro, começava o dia às cinco da manhã, para não se privar da hora de meditação quotidiana. Rezava o Rosário. Passava horas em adoração diante de Jesus Eucarístico. Nunca se dispensava de fazer seu exame de consciência nem de rezar o breviário.

Em certa ocasião, após um dia estafante, era noite alta e ele tinha de partir de viagem imediatamente. Vendo seu enorme cansaço, disse-lhe um bispo:

- Pe. Eustáquio, eu o dispenso de rezar o breviário hoje.

- Não posso, Excelência. O dia inteiro trabalhei para os outros, agora preciso pensar um pouco em mim mesmo.

Para esse religioso exemplar, a oração não era uma obrigação enfadonha, mas sim o alimento restaurador das energias. Fortalecido por ela, pôde ele realizar o empolgante lema de sua Congregação dos Sagrados Corações: "Para mim o trabalho, para o próximo a utilidade, para os Sagrados Corações a honra e a glória".


Morte serena em meio a lancinantes dores

No dia 20 de agosto de 1943, atendendo a um doente que sofria de tifo exantemático, o Pe. Eustáquio contraiu essa grave enfermidade, então incurável.

Em dez dias partiria para a eternidade. Prostrado no leito do hospital, caminhando para a morte – que, aliás, ele mesmo profetizara - permaneceu sempre sereno em meio a sofrimentos atrozes, de tal modo que seus últimos dias foram dos mais edificantes de sua vida.

Várias vezes foi visto rezando a oração que ele mesmo costumava ensinar aos outros:

"Ó meu Jesus, eu Vos amo. Eu Vos amo com a vossa Cruz, com o vosso sofrimento, com o vosso amor imenso. Ó Jesus, pelo sangue que derramastes e pelas lágrimas de vossa Mãe Santíssima, dai vista aos cegos, andar aos paralíticos, saúde aos enfermos, paz a todos os que sofrem e padecem. Meu Jesus, vossos passos quero seguir, vossas palavras falar, vossos pensamentos pensar, vossa cruz carregar, vosso Corpo comer, vosso Sangue beber, o pecado detestar e o Céu alcançar”.

Nos seus derradeiros momentos, renovou os votos religiosos, e só deu o último suspiro depois de ver entrar em seu quarto, chorando e cansado por uma longa e estafante viagem, seu superior provincial, com quem queria estar de qualquer modo antes de morrer. Era 30 de agosto de 1943.



E Deus o glorificou

Suas exéquias foram uma apoteose nunca antes vista na capital mineira. Todos os jornais e emissoras de rádio lhe dedicaram grande espaço, comentando seus dons e transcrevendo sua biografia. Pode-se dizer que a quase totalidade da população compareceu para prestar-lhe as últimas homenagens. Sua tumba tornou-se desde logo local de peregrinação. Em 1949, seus restos mortais foram transladados para o interior da igreja que começara a construir.

Infinitamente mais importante, porém, é a glória com que foi recebido no Céu, à qual a Santa Igreja acrescenta a glorificação dos altares, ao beatificá-lo. Assim, o apresenta como modelo para os fiéis do mundo inteiro, especialmente os párocos e os religiosos.

A cerimônia de beatificação foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, Presidente da Congregação para as Causas dos Santos, concelebrada por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo de Vitória, e numerosos outros bispos e sacerdotes, e contará certamente com a assistência de muitos milhares de fiéis.

(Revista Arautos do Evangelho, Julho/2006, n. 54, p. 31 à 33)


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Painel da Beatificação de Padre Eustáquio

Segundo texto biográfico:

 Humberto van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 03 de novembro de 1890. Educado por pais dedicados e bons cristãos, e na convivência de seus oito irmãos, Humberto desenvolveu-se como rapaz generoso e piedoso.


O exemplo arrasta...

Um dia caiu-lhe nas mãos a biografia do famoso missionário Padre Damião de Veuster, o apóstolo da caridade cristã entre os asilados leprosos da Ilha de Molokai (já canonizado pelo Papa Bento XVI). Quis imitá-lo e por isso conseguiu matricular-se no Seminário dos Padres dos Sagrados Corações, mas encontrou bastante dificuldade em seus estudos. Seu abnegado esforço, firmeza de vontade e persistência venceram a fraqueza de seus talentos intelectuais.
No noviciado trocou o seu nome de batismo pelo de Eustáquio, e fez sua profissão religiosa em 27 de janeiro de 1915. Dedicando-se muito à oração e aos estudos, agora com menos dificuldade, no dia 10 de agosto de 1919 foi ordenado sacerdote. Em sua imensa felicidade, pedia à suas duas irmãs religiosas serem para ele no seu sacerdócio como Moisés na montanha, rezando pelo bom êxito do seu apostolado.
Por quatro anos exerceu diversos ministérios na Holanda, onde ganhou fama de caridoso e santo. Foi condecorado "Cavaleiro da Coroa" pelo Rei Alberto da Bélgica, pelo seu trabalho junto aos refugiados belgas.


Em terras brasileiras

Em 1925, finalmente, viu completar-se seu ideal vindo ao Brasil como missionário, com mais dois companheiros. O então bispo de Uberaba, Servo de Deus Dom Antônio de Almeida Lustosa, convidou sua congregação para vir a sua diocese. Foi assim fundada a primeira casa da Congregação dos Sagrados Corações no Brasil em Água Suja, MG, onde assumiram o Santuário de Nossa Senhora da Abadia.
Em 1926 tornou-se vigário de três paróquias, com muitas capelas anexas. Seus paroquianos eram pessoas simples, sem instrução religiosa. No começo, custou-lhe ganhar a simpatia daquele povo desconfiado. Visitava os doentes nas choupanas, distribuía roupas e alimentos aos necessitados, acudia aos problemas familiares. Era pai, amigo, advogado e piedoso pastor das almas.
Reabriu a escola rural, moralizou as festas da Padroeira, pregou missões populares em todas as três paróquias. Iniciou a construção do novo Santuário, tão conhecido hoje por todo o povo do Triângulo Mineiro. Conquistou assim toda a região, e ganhou fama de santo e milagreiro.
Quando foi transferido para Poá, SP, o povo não permitiu a sua saída. Somente dois meses depois, quando as coisas acalmaram, ele pode assumir essa nova paróquia recém-criada.


Poá fazia parte da zona suburbana da capital de São Paulo e a maioria da sua população trabalhava nas fábricas e indústrias de São Miguel e São Paulo. Sendo vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, atendia várias outras paróquias vizinhas com seus dois padres coadjutores. Iniciou seu apostolado e as pregações em toda a região. Após uma viagem à Holanda e a Lourdes, na França, de onde trouxe não só muitos donativos, mas, também, muita água da fonte milagrosa, erigiu ao lado da igreja uma imitação da gruta de Lourdes.
Suas pregações e bênçãos logo criaram fama e projetaram o seu nome pelo estado e até Brasil afora...Passou a ser conhecido como o "Vigário de Poá". A notícia das curas do ‘santo’ Pe. Eustáquio fizeram afluir muita gente à sua procura. Milhares de pessoas se apinhavam nas ruas da pequena cidade de Poá, que não comportava tanto movimento de gente. A todos o bom padre procurava sempre atender ou dar sua bênção.
Em maio de 1941 a situação tornou-se insustentável e Pe. Eustáquio teve que ser transferido. Por onde passava as multidões acorriam e assim não conseguia mais descansar.

Após algumas transferências, foi empossado como vigário da Paróquia de São Domingos em Belo Horizonte, MG, em 07 de abril de 1942. Por ordem dos superiores, somente no confessionário podia atender os não paroquianos, em número reduzido, em horários fixos. Assim podia conduzir o seu apostolado na paróquia como um vigário normalmente faria.
A pedido do bispo realizou inúmeras atividades em outras paróquias da capital mineira, como retiros, conferências e confissões; o mesmo aconteceu em outras cidades do interior. Era incansável no trabalho pastoral, e assim consumiu sua robustez física.


Para a Casa do Pai...

De repente a notícia alarmante: Pe. Eustáquio adoecera gravemente, picado por um carrapato perigoso, em suas andanças pelas vilas abandonadas de sua paróquia. Contraíra tifo exantemático, mal para o qual não havia tratamento adequado naquele tempo. Diversas vezes havia predito sua morte próxima. Em julho de 1942, quando atendera uma senhora acamada havia anos e que pedia a Deus de ir para o céu, disse: "A senhora viverá, ainda, por muitos anos. Sou eu quem vou morrer no ano que vem".
Sofreu terrivelmente, mas aguardou a morte com calma e alegria. Dia 30 de agosto de 1943 sua bela alma descansou definitivamente na paz de Deus. Dia 31 foi decretado luto oficial no município de Belo Horizonte, e toda a cidade acorreu para o último adeus.

Durante cinco anos seu túmulo foi constantemente visitado por gente de todo o Brasil e em 1949 foi feita a exumação e trasladação para a sepultura definitiva na Igreja dos Sagrados Corações, cuja construção ele mesmo iniciara em 13 de maio de 1943.


Oração

SENHOR JESUS, nosso Bom Pastor, vós que um dia manifestastes imensa compaixão pelo povo, vendo-o como um rebanho sem pastor, nós vos agradecemos o bom pastor que nos destes na pessoa de vosso servo e amigo Pe. Eustáquio. Ele compreendeu vosso exemplo de total amor ao Pai e aos irmãos, ouviu vosso chamado e realizou-o com generosidade.
Senhor, vós o fizestes um sacerdote e missionário, filho dos Sagrados Corações, que se destacou pela dedicação em celebrar os sacramentos, pela paciência no aconselhamento espiritual, pelo zelo no anúncio do Evangelho e pela compaixão com os sofredores e aflitos. Assim, ele viveu sua especial consagração, tornando-se, por vossa graça e por seu esforço, um homem de Deus e do povo, honra para vós e exemplo para todos que continuais a chamar para vossa própria missão. Por isso, conforme vossa vontade, fazemos uma súplica pelos padres, religiosos, missionários e leigos atuantes em nossas comunidades. Que sejam santos, fiéis e numerosos.
Mais ainda, Senhor: nós vos pedimos com humildade e confiança, que glorifiqueis vosso servo Pe. Eustáquio, dando à vossa Igreja, e em especial à Igreja do Brasil, a alegria de invocá-lo oficialmente como santo. Para que a fama e a verdade de suas virtudes sempre mais se acentuem entre nós, rogamos através dele, a graça que tanto desejamos..........
Ó Bom Pastor, que a abundância da vossa misericórdia não se detenha aí, mas concedei também que nossas vidas sejam animadas por um grande amor para convosco e para com os nossos irmãos, assim como foi a vida do Pe. Eustáquio, que afirmou: "Ganhar almas, aliviar dores e sofrimentos: eis meu grande ideal inspirado por Deus". QUE ASSIM SEJA! AMÉM.

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