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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SÃO NICOLAU TOLENTINO, Presbítero Agostiniano Recoleto (Patrono das Almas do Purgatório) - dois textos biográficos.



São Nicolau Tolentino


     É comum alguém dizer: "sou devoto das almas do Purgatório", porém, que tal um santo ser o "Patrono" delas? Pois é... Esse é o caso deste santo: São Nicolau Tolentino, presbítero agostiniano. 
Nesta publicação, trago dois textos biográficos. 



       Primeiro texto: 


O nome Nicolau significa: "Vitorioso com o povo" (Nico = vitorioso. Laos = povo). O sobrenome Tolentino veio da cidade italiana onde trabalhou e morreu.

Seus pais depois de muitos anos de matrimônio não tinham filhos, e para conseguir do céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao santuário de São Nicolau do Bari. No ano seguinte nasceu este menino e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do céu, puseram-lhe por nome Nicolau.

Já desde muito pequeno gostava de se afastar do povo e ir-se a uma caverna orar. Quando já era jovem, um dia entrou em um templo e ali estava pregando um famoso frade agostiniano, o Padre Reginaldo, que repetia aquelas palavras de São João: "Não amem muito o mundo nem as coisas do mundo. Tudo o que é do mundo passará". Estas palavras o comoveram e se propôs a tornar-se religioso. Pediu ser admitido como agostiniano, e sob a direção do Padre Reginaldo fez seu noviciado nessa comunidade.

Já religioso o enviaram a fazer seus estudos de teologia e no seminário o encarregaram de distribuir esmola aos pobres na porta do convento. E era tão exagerado em repartir que foi acusado perante seus superiores. Mas antes que lhe chegasse a ordem de destituição desse ofício, aconteceu que impôs suas mãos sobre a cabeça de um menino que estava gravemente doente dizendo: "Deus te curará", e o menino ficou instantaneamente curado. Desde então os superiores começaram a pesar que seria deste jovem religioso no futuro.

Ordenado de sacerdote no ano de 1270, fez-se famoso porque colocou suas mãos sobre a cabeça de uma mulher cega e lhe disse as mesmas palavras que havia dito ao menino, e a mulher recuperou a vista imediatamente.

Foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável e dispôs pedir que o deixassem ali, mas ao chegar à capela ouviu uma voz que lhe dizia: "A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará". Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.

Homem de oração e de profunda união
com Deus, São Nicolau foi várias vezes
contemplado com o dom de êxtases e
visões místicas. 
Ao chegar a Tolentino se deu conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o guelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo: “oportuna e inoportunamente". E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.

A Nicolau não interessava nada aparecer como sábio nem como grande orador, nem atrair os aplausos dos ouvintes. O que lhe interessava era entusiasmá-los Por Deus e obter que cessasse as rivalidades e que reinasse a paz. O Arcebispo Santo Antonino, para ouvi-lo exclamou: "Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Prega com doçura e amabilidade, mas os ouvintes estalam em lágrimas para lhe ouvir. Suas palavras penetram no coração e parecem ficar escritas no cérebro do que escuta. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".

Os que não desejavam deixar sua antiga vida de pecado faziam o possível para não escutar a este pregador que lhes trazia remorsos de consciência.

Um desses senhores se propôs ir à porta do templo com um grupo de amigos a boicotar um sermão do Padre Nicolau com seus gritos e desordens. Este seguiu pregando como se nada especial estivesse sucedendo. E de um momento para outro o chefe da desordem fez um sinal a seus seguidores e entrou com eles ao templo e começou a rezar chorando, de joelhos, muito arrependido. Deus lhe tinha tocado o coração. A conversão deste antigo escandaloso produziu uma grande impressão na cidade, e logo já São Nicolau começou a ter que passar horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.

São Nicolau Tolentino, Patrono das
Almas do Purgatório. 
Nosso santo percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos.

Nas indagações para sua beatificação, uma mulher declarou sob juramento que seu marido lhe batia brutalmente, mas que desde que começou a ouvir o Padre Nicolau, mudou totalmente e nunca mais voltou a maltratá-la. E outras testemunhas confirmaram três milagres obrados pelo santo, o qual quando conseguia uma cura maravilhosa lhes dizia: "Não digam nada a ninguém". "Deem graças a Deus, e não a mim. Eu não sou mais que um pouco de terra. Um pobre pecador".

Morreu em 10 de setembro de 1305, e quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto. Nessa ocasião lhe tiraram os braços e da ferida saiu bastante sangue. Desses braços, conservados em relicários, saiu periodicamente muito sangue. Isto tem tornado nosso santo ainda mais popular.

São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então se dedicou a oferecer muitas santas missas pelo descanso das benditas almas. Possivelmente nos queiram pedir também esse mesmo favor as almas dos defuntos.



Segundo texto biográfico

"Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".

Nicolau nasceu por volta do ano 1245 na cidade de Sant'Angelo na Itália. Filho do casal Compagnonus de Guarutti e Amata de Guidiani, recebeu o nome agradecimento ao santo ao qual sua mãe rezou pedindo a graça de engravidar. Desde pequeno, Nicolau gostava de ausentar-se da sua comunidade e ir recolher-se em oração nas cavernas. Muito dedicado, o jovem nutriu profundo amor aos mais pobres e necessitados e profunda devoção.
Certo dia adentrou em um templo onde pregava o frade agostiniano Reginaldo e seu coração inflamou-se de amor e desejo de consagrar a vida. Aos quatorze anos foi admitido na comunidade dos agostinianos sob a orientação do Padre Reginaldo.
Sua dedicação e perseverança levaram seus superiores a designá-lo para alimentar os pobres nas portas do mosteiro. Conta a tradição que, certa vez, teve uma visão de Nossa Senhora e Santo Agostinho lhe mandando comer um pão marcado pela cruz. Depois de comer ele distribuiu o pão aos pobres e muitos ficaram curados.
Foi ordenado padre no ano de 1270. Deixando-se conduzir por Deus, foi enviado para a cidade de Tolentino no ano 1275 e teve papel determinante na vida do povo que vivia assolado pela ruína moral e social originadas pela guerra entre os guelfos e os gibelinos pelo controle da Itália. Diante deste fato acolheu e ajudou os prisioneiros e doentes.

Dedicou-se com afinco à pregação e confissão passando horas a fio auxiliando as pessoas através do sacramento e tornou-se um vigoroso apóstolo do confessionário. Santo Antonino dele falava: "Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".

Nicolau, faleceu no dia 10 de setembro de 1305 e foi canonizado pelo Papa Eugênio IV em 1446 tornando-se o primeiro agostiniano a ser canonizado.

Devido a sua piedade, orações e penitências que oferecia pelas almas do Purgatório, foi proclamado como Patrono das Almas do Purgatório pelo Papa Leão XIII em 1884.



O apreço que Nicolau nutria pelos
"cativos" do Purgatório também
tinha pelos condenados e
cativos das prisões de Tolentino. 

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