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terça-feira, 24 de junho de 2014

Beato Tomás de Orvieto, Religioso (Ordem dos Servos de Maria ou Servitas)


O beato Tomás nasceu em Orvieto, cidade de Úmbria, a fins do século XIII ou princípios de XIV. Para alcançar com maior segurança a pátria celestial, em que estavam concentrados todos seus pensamentos e anseios, decidiu consagrar-se completamente a Deus numa família religiosa e, por seu acendrado afeto para com a Virgem, pediu e foi admitido na Ordem dos Servos de Santa Maria.
Nele resplandeceram com luz meridiana as virtudes típicas dos Servos, consideradas como carisma de nossa Ordem: a humildade, a caridade fraternal, o espírito de serviço, a misericórdia. Com efeito, - como se lê nos Anais da Ordem -; “com o objetivo de se dedicar de uma vez para sempre ao serviço da Virgem […] e de seus servos”, pediu ser agregado no número dos frades que a gente soa chamar “leigos”. Durante muitos anos pediu esmola de porta em porta e, exercendo este oficio, mostrou suma afabilidade, paciência e caridade.
 Sentia uma entranhável compaixão pelos pobres, a quem não só dava com alegria do que sobrava da mesa dos frades, mas também do sustento que lhe era necessário. Deus olhou com agrado a simplicidade com que o Beato desempenhava sua atividade e segundo o testemunho de antigos escritores, manifestou sua aprovação com diversos prodígios.
As imagens do beato Tomás, algumas delas notáveis por sua antiguidade e valor artístico, o representam carregado com o alforje e levando um ramo de figueira na mão ou dando, em pleno inverno, uns figos a uma mulher grávida desejosa desses frutos. Em tais imagens os artistas quiseram expressar a solicitude deste homem de Deus para com todos os que pediam sua ajuda, e seu poder de intercessão ante Deus, do qual podia obter milagres.
O humilde servo da Virgem morreu em Orvieto, no ano 1343, como se lê na Crónica de frei Miguel Poccianti; seu corpo recebeu honrosa sepultura na igreja dos Servos desta mesma cidade. Pelos milagres, cada vez mais frequentes, os habitantes de Orvieto muito cedo começaram a tributar-lhe uma grande devoção e a celebrar sua memória. Este culto, popular e imemorável, foi ratificado e confirmado pelo papa Clemente XIII no ano 1768.

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