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sábado, 24 de maio de 2014

Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, Madre Carminha de Tremembé.


Serva de Deus Madre Carminha, de Tremembé, São Paulo
A CARMINHA DE TREMEMBÉ

Carmem Catarina Bueno nasceu em Itu/SP, a 25 de novembro de 1898, festa de Santa Catarina de Alexandria. Seus pais eram Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno, que apenas contava quinze anos ao dar à luz a sua primogênita. Da mãe herdou o caráter decidido, temperamento ardoroso. Do pai, a alma de artista.

Ao dar-lhe a luz, a jovem mãe esteve com a saúde abalada. “Nhá Cota” (apelido afetuoso dado a D. Maria Justina Camargo Bueno) pediu para cuidar da recém-nascida em Campinas, como fizera com o filho adotivo, Teotônio.

A 12 de fevereiro de 1899 é batizada da Matriz Velha, pelo Pároco Pe. Manuel Ribas D’Ávila. Como padrinhos teve Nhá Cota e seu esposo Comendador Francisco de Paula Bueno.

Em Campinas continuou a morar com os pais adotivos, feliz porque muito querida. Em Itu, o lar de seus pais se enriquece com a chegada de outros irmãozinhos: Esther (1901), Francisco (1902), Zey (1904), Dácio (1906) e José (1909).
Carminha aos 02 anos

Aos três anos a menina desaparece de casa e quando enfim a encontram, na Matriz Velha, de joelhos, no altar do Sagrado Coração de Jesus, lhe perguntam o que fazia ali; responde: – “Estou na ‘mixa’ do ‘Colação’ de Jesus!” Muitas outras vezes, ainda, repete a pequenina sua proeza.


Alegria de viver

Gostava de brincar com os companheirinhos no Largo da Matriz, correndo a pedir a bênção de seu pároco, logo que o percebia. Um de seu amigos de infância viria a ser o Bispo de Taubaté, Dom Francisco Borja do Amaral.
Carminha e Esther

Vez por outra Carminha acompanhava Nhá Cota, já viúva, para visitar os papais e maninhos. Em outras ocasiões, a família é que passeava em Campinas.






                                    Suprema recordação                 

Primeira Eucaristia
Em junho, meses após a dor de ter perdido seu papai Teotônio, no dia de São Luiz Gonzaga, 21 de junho de 1910, recebe pela primeira vez o beijo de Jesus Eucarístico, “que em Céu a transformou”, pelas mãos de Dom João Batista Corrêa Nery. Carminha teve um intenso desejo de ir para o Céu e não mais se separar de seu Deus!


Na terra carioca

Aos 15 anos vai visitar a “mamãe moça” no Rio, que oito dias depois falece em consequência do nascimento de um filho, que a precede 24 horas no túmulo.
O padrasto se vê só e com cinco enteados e solicita a presença de D. Maria Justina junto deles, que se estabelece na terra carioca junto a Carminha.


Idade dos sonhos

Em 1916 vão se estabelecer na formosa Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara, na Praia dos Frades.
Carmem conhece um estudante de engenharia e gostam-se imensamente. Aspiram ao matrimônio, à vida a dois. Traçam planos.


Caminhos de Deus

O estudante pertence a uma família abastada e de meio cultural muito bom, e deseja que Carminha se aprimore nos estudos, indicando-lhe “Sion”. Com o retorno de Nhá Cota para São Paulo, era a ocasião propicia para realizar a vontade do noivo.

Carminha (à direita) e
amigas. A do meio
será fundadora das Irmãs
de Jesus Crucificado
Sion

É feliz sua estadia no Colégio. Vai se tornar Filha de Maria, no dia 23 de setembro de 1917, dia em que ouve o chamado do Senhor. Rompe, então, o noivado, escrevendo sincera e delicadamente para aquele que, indiretamente, lhe proporcionara tão grande graça. Fiel por natureza, rezará pelo moço até o fim de sua vida.




Futura carmelita

Nesta ocasião lê “História de uma Alma”, da futura Santa Teresinha. Toma a resolução de ser como Teresa de Lisieux: Carmelita. Escolhe como diretor Dom Francisco de Campos Barreto que a exercitou no amor de Deus e nas virtudes.


Para a meta

Sua mana Esther ao casar-se, em 1920, convida-a e à Nhá Cota para virem para o Rio. Aí frequenta a Capela Nossa Senhora do Carmo, futura Basílica de Santa Teresinha, na Rua Mariz e Barros, onde trabalham os Carmelitas Descalços da Província Romana. É a Divina Providência tudo dirigindo.


"Santinho" das promessas de Carminha
como carmelita secular (na época, ainda
se chamava "Terceira"). 
1921: carmelita secular antes de ser monja

Transcrevo “ad literam” uma nota da época na antiga “Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus” (era assim que era chamada a Ordem Carmelita Descalça Secular na época antes do Concílio Vaticano II):

Maria do Carmo Bueno entrou para a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus, logo após a fundação da referida Ordem em 1921, onde professou. Foi, portanto, uma das primeiras Irmãs Terceiras. Tomou o nome de Irmã Maria Benigna Consolata do Coração Eucarístico de Jesus. Teve como Priora a Irmã Teresa de Jesus, fundadora da Ordem Terceira, uma alma de escol que muito trabalhou na organização da citada Ordem.

Pouco tempo esteve a Irmã Benigna na Ordem Terceira, pois, Jesus a queria mais retirada do mundo. Durante o tempo em que permaneceu como Terceira a todos edificou pelas suas virtudes. Era simples, boa, delicada, piedosa, cumpridora dos deveres da Regra. Era também uma Irmã alegre, trazia sempre o sorriso estampado no rosto, sinal da pureza e da simplicidade que revestiam a sua alma. Por todos estes méritos chegou a ocupar o cargo de vice- Priora em fevereiro de 1925, edificando a todas as Irmãs pelo seu fino trato.

Como veremos a seguir, em Março de 1926, entrou para o Carmelo de São José, sob a orientação dos Padres Carmelitas Descalços, tornando-se assim uma Carmelita enclausurada para entregar-se melhor à vida de oração, de contemplação, de sacrifício.

Ótimo elemento perdeu a Ordem Terceira com a saída da querida irmã que no Carmelo trilhou o caminho da perfeição, da santidade, chegando a ocupar o alto cargo de Priora.

A Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus, instalada na Basílica de Santa Teresinha, cidade do Rio de Janeiro, e da qual era membro a nossa biografada, sentiu muito a falta de Irmã Maria Benigna Consolata do Coração Eucarístico de Jesus, que jamais será esquecida pelas suas irmãs.

Irmã Maria do Carmo ainda de véu branco
1926            

É decidida sua entrada no Carmelo São José, no Rio, onde ingressa após a dolorosa separação de Nhá Cota. Fica ao lado dela, sua filha adotiva Emília Souza Aranha, que a leva para Ribeirão Preto (SP). Era o dia 21 de abril de 1926. Vestida de noiva, com o Menino Jesus de Praga nos braços, atravessa a porta do Mosteiro, então na sede provisória (Rua Abílio, 32).
Recebe o Santo Hábito em 24 de outubro de 1926, com nome religioso de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade. Apesar de ser feliz, teve suas lutas, dado o temperamento ardoroso e as saudades de Nhá Cota. Mas Jesus vence!


Amém de Deus

No dia de sua profissão temporária escreve em suas anotações: “Quero ser o Amém de Deus”. Em 1928 recebe a última visita de Nhá Cota, que no ano seguinte repousa no Senhor, em Ribeirão Preto (SP).



Sabedoria da humildade

Suas lutas, por causa do temperamento vivo, prosseguem. Tudo faz com exuberância: daí objetos quebrados, derrubados e até um mergulho, de hábito e tudo, num tanque grande de água da pior espécie. Tudo serve para Carminha colocar os alicerces de sua santificação: a humildade, que se reconhece plena de limitações, mas que ousa desejar ser “perfeita como o Pai do Céu”. Para chegar a atingir sua meta, faz o voto de mansidão, a conselho de Dom Barreto, um de seus diretores espirituais.


Estrela de sua vida

Maria é a estrela que guia os caminhos de Irmã Maria do Carmo. Tudo faz para a glória de Maria. A ela entrega a direção de seus atos, suas intenções mais caras.
Exerceu o ofício de Mestra de noviças, sub-priora e finalmente de priora (a primeira após a Fundadora).
Com tudo isto não se esquece de dar atenção aos seus manos. Estes, especialmente sua mana Esther, a ajudaram no acabamento da construção do Mosteiro São José do Rio.
Alma profundamente humilde é de extrema delicadeza para com a Madre Fundadora (Madre Benedita de Jesus, Maria e José) e para com as filhas espirituais.

Madre Carminha com seu irmão Zey e
cunhada.
Força da alma

Em 1949 volta a ser mestra de noviças. Sempre fora doente e doente cardíaca. O reumatismo deixa-a entravada, por vezes.
Em 1952 volta a dirigir o Carmelo e aí surge a ideia e a ocasião propícia para a fundação do Carmelo da Santa Face e Pio XII com a visita do “amigo” de infância – já Bispo de Taubaté – Dom Francisco Borja do Amaral. A fundação ocorre em 07 de setembro de 1955. Em 1957 é transladada a Comunidade, em procissão (até filmada). Madre Carminha trabalhava, sofria, rezava. Não lhe foram poupadas as provações. A tudo superava. Em 12 de setembro de 1961, Madre Maria do Carmo passa o governo da casa à Madre Antonieta Maria, ficando responsável pelo noviciado e pelo fim das obras.



“O Esposo espera...”

Em julho de 1965 ouve o primeiro chamado de Deus, numa crise de angina pectoris e a 13 de julho de 1966 falece santamente, vítima de um derrame cerebral (que a acometeu no dia 07 precedente e a deixou em coma profundo). Deixou saudades imensas e logo, do céu, começou a ajudar as filhas e o povo que, a sua intercessão, recorriam humilde e confiantemente.
Havendo, por algum tempo, o projeto de transladar o mosteiro para a cidade de Mairinque (SP) foi necessário em 1974, a abertura do túmulo de Madre Maria do Carmo (que, em 1972, sendo aberto, constatou-se a conservação de seu corpo). Médicos da USP, chefiados por Dr. Mário Degni (segundo laudo médico guardado em nosso arquivo) fizeram o exame do corpo de Madre Carminha e deduziram se tratar de mumificação de cadáver, embora unhas e cabelos só pudessem ser arrancados com pinça. O certo é que o povo reagiu contra nossa mudança e obteve do Sr. Bispo e dos moradores de Tremembé um abaixo-assinado, requisitando a divisão da Comunidade, metade permanecendo em nossa cidade. E foi o que se deu para a alegria de todos.


Causa de Canonização

A lembrança de sua profunda vida mística e suas inúmeras virtudes, dentre as quais se destacava a humildade, levou a Comunidade do Carmelo da Santa Face e Pio XII, após muita oração, a assumir em capítulo (por unanimidade) a introdução da Causa de Canonização de Madre Maria do Carmo, pois acredita que, através desta, Deus será glorificado.

Sua FAMA DE SANTIDADE tomou dimensões maiores, como a Comunidade relata neste fato:

“Em vista da supressão do nosso Carmelo de Tremembé e de sua transferência para a cidade de Mairinque, SP, no sexto aniversário da morte de Madre Maria do Carmo, decidimos fazer a exumação dos seus restos mortais e, qual não foi a nossa surpresa, quando se descobriu seu corpo intacto, inclusive suas vestes e as flores secas e, nem mesmo mau odor exalou de sua sepultura! Foi aí que a cidade de Tremembé mobilizou-se contra a transferência do Carmelo para outra cidade: a Sra. Prefeita Erondina Matos levou ao Sr. Bispo de então - Dom Francisco Borja do Amaral - um abaixo assinado da cidade de Tremembé que desejava enviar ao Papa Paulo VI. Foi acompanhada das principais personalidades da cidade, prometendo que, se as Irmãs consentissem em ficar, teriam ajuda em tudo. Hoje, consideramos esse acontecimento como o primeiro milagre de Madre Maria do Carmo. A então popularmente chamada ‘Santinha da Ponte’ continua atraindo os olhares do povo tremembeense, que diz alcançar inúmeras graças por sua intercessão.”

Sua canonização contribuirá para manter vivo e espalhar seu ideal: adorar a Sagrada Face de Cristo e reparar os ultrajes contra ela cometidos. Também fortalecer no coração dos fiéis o Sensus Eclesiae que a levava a uma imolação constante pelo Pontífice reinante, através do exercício diário da Via-Crucis e de uma vida totalmente doada, na simplicidade, humildade e caridade, que atinge seu ápice na unidade entre as pessoas – ‘CONGREGAVIT NOS IN UNUM CHRISTI AMOR!’ (Este era um dos seus lemas).

Assim, se um dia a Igreja achar conveniente, seja reconhecida a santidade desta Carmelita.



O Processo de Canonização de Madre Carminha
Por Frei Patrício Sciandini
Nada mais belo do que termos consciência de que Deus nos criou para conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo aqui na terra e depois gozar de Sua presença na eternidade. Esta vocação passa através dos acontecimentos da vida que nem sempre soam claros para nós, mas sempre soam claros para Deus que nos conduz com infinita ternura.
 A Igreja propõe-nos viver, ser santos e, coloca em evidência homens e mulheres que souberam viver com admirável intensidade a própria vocação, tornando-se modelos para todos nós. Os Santos não nasceram tais, se fizeram. Tinham um caráter como o nosso, instintos bárbaros, mas souberam orientar, com a graça de Deus, a própria vontade até o ponto de tornarem-se mansos e humildes à imitação de Jesus. Descobrir estes “homens e mulheres excepcionais” é tarefa da mesma Igreja.


Eu fico muito feliz quando ouço dizer de mais um Processo de Canonização de alguém, e muito mais quando este “alguém” é uma Carmelita descalça ou carmelita descalço. O Carmelo com sua vida de silêncio, de oração, de total doação ao serviço de Deus e da Igreja, como fermento e água viva, sacia o desejo e alimenta a experiência de Deus.

A Diocese de Taubaté está iniciando o Processo de Canonização de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade, mais conhecida como a Carminha de Tremembé. Uma monja Carmelita Descalça que, antes de chegar a Tremembé, peregrinou por vários lugares, desejosa de ser Santa, e que conseguiu ser um sinal de fé, de esperança e de amor para muitas pessoas.

Quando falamos dos Santos, somos tentados a pensar que eles tiveram uma família bem constituída, viveram nos braços da ternura e nunca tiveram nenhuma dificuldade na própria caminhada humana e espiritual. É um grande erro.
Hoje como ontem nós tivemos “mães meninas” e quando a Carminha nasceu em Itu, sua mãe tinha apenas 15 anos. Uma idade tão comum hoje em dia. Como pode uma menina de quinze anos ter uma filha? Aí vemos como a Providência intervém: os avós paternos, pais de Teotônio, levam a menina – Carmen – para Campinas, onde deram toda uma educação, uma formação humana e intelectual. A distância da mãe e do pai não provocou grandes lacunas no coração de Carmen, porque encontrou amor!
Mais tarde, ela estava em São Paulo, no Colégio Sion para completar a sua formação e depois no Rio de Janeiro onde, em 1926, no dia 21 de abril, entra no recém fundado Carmelo São José. Mas vamos evidenciar algumas datas importantes na vida de Carminha:

25 de novembro de 1898 – Nascimento em Itu/SP.
12 de fevereiro de 1899 – Santo batismo em Campinas/SP.
21 de junho de 1917 - Primeira Comunhão em Campinas/SP.
21 de abril de 1926 – Entrada no Carmelo São José no Rio de Janeiro/RJ.
24 de outubro de 1926 – Vestição religiosa.
02 de novembro de 1930 – Profissão Solene.
23 de maio de 1946 – Eleita Priora no Carmelo São José.
07 de setembro de 1955 – Fundação do Carmelo da Santa Face e Pio XII em Tremembé /SP.
13 de julho de 1966 – às 5h45, entrega sua alma ao Senhor.


Se nós queremos sintetizar com poucas palavras toda a vida da Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade, poderíamos usar suas mesmas palavras de 1951, quando ela celebrava os 25 anos de sua vestição religiosa: “amor, dor, felicidade”. De fato, ao longo de toda sua vida ela não teve nenhuma preocupação a não ser a de realizar o projeto de Deus. Nela o amor de Deus não foi estéril. Sempre e em todas as circunstâncias se compromete em dar o melhor de si a Nosso Senhor: os seus afetos, a sua inteligência, a sua dedicação… Sentia-se totalmente inserida no Coração de Jesus e queria ser na Igreja uma presença orante diante da Hóstia Consagrada.

Mas o amor não pode existir sem a marca da Cruz que, para nós que temos fé, não é castigo e nem tampouco falta de amor de Deus que dá a cruz por aqueles que ama de verdade. A cruz, a dor, nos consagram e nos tornam ainda mais amigos de Deus. Todos nós, quando amamos a Deus, queremos abraçar com gosto a nossa cruz e assumir no nosso coração todos os sofrimentos da humanidade. Maria do Carmo fez isto na sua vida e com seu testemunho ensinou as irmãs de sua Comunidade a serem amantes da cruz de Cristo e Sua paixão, para que o Cristo possa sempre ter almas que se ofereçam ao Pai pela salvação da humanidade.

O amor assumido com a cruz gera a beatitude, como Carminha diz, que é a felicidade.  Na escola dos santos do Carmelo, especialmente de Santa Teresa, São João da Cruz e Santa Terezinha, Irmã Maria do Carmo alimentou sua vida interior, e sabe que quando se ama, a felicidade não significa ausência da Cruz, mas sim capacidade de carregá-la com alegria.  O corpo pode estar ferido, o coração sofrendo, mas a alma canta, rejubila e bendiz a Deus por tudo. Estas três palavras “amor, dor e felicidade” constituem o projeto da vida de Irmã Maria do Carmo e o nosso.

Depois da morte de Irmã Maria do Carmo, que foi uma verdadeira festa na terra e no Céu, onde o povo de Tremembé e de outros lugares tiveram a graça de ter alguém para interceder, foi se difundindo sua “fama de Santidade”. Sua lembrança não foi apagada pelos anos, mas foi crescendo até o ponto que a comunidade do Carmelo de Tremembé, provocada pelo povo, pelos Sacerdotes e amigos Bispos, sentiu a necessidade de pedir a abertura do Processo de Canonização.

Estamos esperando, com a graça de Deus, esse grande acontecimento eclesial. Na Diocese de Taubaté, animada pelo Senhor Bispo Dom Carmo João Rhoden, vamos desde já continuar a suplicar ao Senhor que revele Seu amor por nós. Esperamos que, se for de Sua vontade, um dia Carminha de Tremembé possa ser proclamada Santa pela autoridade e pelo ministério da Igreja. E, a nós, cabe trabalhar para que isto aconteça.


Frei Patrício Sciandini
Vice-Postulador da causa de Madre Maria do Carmo


Oração
Adoro-Vos, meu Deus e Senhor! Louvando- vos, agradeço de todo meu coração por terdes chamado Madre Maria do Carmo para ser toda vossa na Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Suplico-vos agora também ó Deus - Senhor Nosso - Vossa graça, para tê-la brevemente elevada à honra do Altar.
(Formular o pedido)
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Com aprovação eclesiástica
Taubaté, 27 de outubro de 2006.



Alguns poemas da Serva de Deus:









2 comentários:

sebastiana veras disse...

Uma amiga me falou de Santo Antônio de catigeró , não o conheço . Tem alguma publicação ?

sebastiana veras disse...

Uma amiga me falou de Santo Antônio de catigeró , não o conheço . Tem alguma publicação ?

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