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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

MENINA IZILDINHA: uma "santa popular".




Nota do autor do blog:
Hoje, publico a curiosa história de uma "santa popular": a conhecida "Menina Izildinha", muito venerada na região Sudeste do país, mais propriamente no Estado de São Paulo. Os chamados "santos populares" são muito comuns não somente no Brasil, mas, em vários lugares no mundo. Alguns desses casos a Igreja já os estuda em processo de beatificação/canonização. Outros, a Igreja, em sua prudência, não o faz em virtude da falta de documentação e/ou testemunhos válidos ou até mesmo por causa de certos "exageros" cometidos por seus devotos, movidos não pela maldade, mas, pela ignorância. 
Ao que parece, o caso da "Menina Izildinha" é real, tem comprovação, documentação e testemunhos historicamente confiáveis. É uma história muito interessante que trago ao conhecimento dos leitores do blog Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus. Espero que gostem. Espero também que as autoridades eclesiásticas se interessem em estudar a possibilidade de uma futura beatificação, ao menos em respeito à boa fé do povo e aos bons frutos que a devoção à personagem citada suscita: maior devoção a Nossa Senhora, afluência à Santa Missa e aos sacramentos. 




A HISTORIA DA MENINA IZILDINHA

Há 126 anos nascia em Portugal, na cidade de Póvoa de Lanhoso. No dia 17 de Junho de 1887, as 5:00 horas da manhã - Maria Izilda - A Menina Izildinha, o "anjo do Senhor", como fora denominada futuramente pelos seus fiéis.  



MENINA IZILDINHA E AS ETAPAS DE SUA VIDA

NASCIMENTO

Menina Izildina nasceu em Póvoa de Lanhoso, ao norte de Portugal, na Província do Mimo, Cabeça de Conselho, fazendo parte do distrito de Braga que dista 360 km de Lisboa, 18 km de Guimarães e 12 km de Braga. Foi nessa pequena povoação, em uma manhã de primavera, as cinco horas, 10 dia 17 de junho de 1897, na casa de sobrado do largo do Amparo, que nasceu a primogénita do casal Aurélio e Ana.
Menina Izildinha foi registrada com o nome de Maria Izilda de Castro Ribeiro.


BATISMO

A Menina Izildinha foi batizada em uma tarde do dia 02 de setembro de 1897, na Igreja de São Thiago de Lanhoso. Os padrinhos foram: dom João Duarte de Macedo — Abade de Donim e Nossa Senhora, representada por dom Alfredo Antônio Teixeira Ribeiro. Por ter Nossa Senhora como madrinha, foi que deram-lhe a denominação de Menina Izildinha.


INFÂNCIA

PRIMEIRA COMUNHÃO

Um domingo de maio de 1906, com nove anos de idade, a menina fez a primeira Comunhão. E seu padrinho deu a Izildinha, um carneirinho, ao qual deu o nome de "Thomé". Todos os anos dona Ana ia a Lisboa em visitas ao seu tio Joaquim e aos seus primos. E ao viajarem, precisavam encontrar um local para o carneiro, que foi confiado a amigos. Mas por não terem compreendido bem as intenções, abateram-no. Ao voltarem da viagem e quando dona Ana ficou sabendo do fato, disse a Izildinha que o carneiro estava doente e morreu, para consolar a menina. Izildinha que sempre ajudava,  também compreendia todos. Alegre, meiga, amiga. A sua generosidade estava à tona em cada situação vivenciada.


AS MUDANÇAS PELAS QUAIS PASSA MENINA IZILDINHA

Em 1897, no dia 17 de junho, Menina Izildinha nasceu na casa do Largo do Rosário em Póvoa de Lanhoso. Nesse mesmo ano, em 2 de setembro, aconteceu seu batismo. Viveu com os pais e morou também com os Avós. Entre gatos, cães, grilos e outros divertimentos semelhantes, a falta de qualquer brinquedo, como por exemplo, uma boneca, Izildinha vivia seus tenros anos, enquanto sua família, nem sempre por necessidade, estava constantemente a mudar-se, por iniciativa de Aurélio, seu pai. Em 1905 a primeira mudança, para a casa de Pardelha em Fafe. Fafe é uma Vila da província do Minho, sede de Conselho e de Comarca, distrito e arcebispado de Braga. Fica a 10 km de Guimarães, 30 km de Braga e 365 km de Lisboa. 1906 - Mudança para casa de Cumieira. 1908 - mudança para a casa do Cano, em Guimarães, antiga Vila, foi por ato régio da senhora dona Maria II, em 22 de junho de 1853, elevada a categoria de cidade. 1910 - Novamente faz mudança para o Largo da Estacão, em Guimarães, onde marca permanência.


VIDA ESTUDANTIL

Em 1904, com 07 anos, fez com distinção, o exame da primeira série. Izildinha ficou em Povoa de Lanhoso com seus avós. Quando sua avó faleceu, seu avô estava doente. Izildinha já tinha completado os estudos primários, aos 11 anos de idade, em Fafe. Em Guimarães começou a ter aulas de piano. O padrinho era quem pagava as aulas de piano para a menina. E Izildinha continuava seus estudos, realizando novos exames. O avô levava a menina a Braga e ela escrevia cartas a sua mãe.


A SAÚDE DE IZILDINHA

A saúde de Izildinha estava comprometida, o tratamento era caseiro e empírico. Apareceram caroços no pescoço, chamados "escrófulos", caso típico de "linfatismo", causados pelo "empobrecimento do sangue" (como se achava na época). Muito possivelmente era Linfoma ou Leucemia. As pessoas, como era costume na época, receitavam tratamentos caseiros. Um desses tratamentos, era óleo de fígado de bacalhau. Por descuido ou indiferença de dona Ana, a menina Izildinha começou a definhar-se dia-a-dia. Talvez por falta do alimento materno, do qual a mãe era pobre, ou talvez porque a alimentação não era adequada. Dona Joana também foi indiferente com a menina, não correspondia ao sentimento que manifestava ter pela criança. A menina não possuía nenhum brinquedo. A indiferença de seus pais diante da nobreza da menina, que nada pedia ou reclamava, privava-a de ter seus brinquedos. Uma nova viagem foi marcada, para a realização de tratamentos sugeridos. Em Povoa de Varzim, Izildinha, com sua mãe ficaram em casa de amigos. E a menina, por cerca de 18 dias, ficou embanhada de manteiga, para a cura de suas enfermidades. Izildinha era apegada aos seus irmãos e a Maria dos Anjos, sua prima. E nessas viagens, ficava feliz em poder desfrutar de sua companhia, mas ficava com saudades de seus familiares. 

Izildinha caminhou pela vida até os 14 anos de idade. Através de seu temperamento meigo e generoso, entre seus sonhos, esperanças e devoções constantes, sempre na prática do bem, expressava compreensão ao próximo, pelo amor em ação. Pesquisas destacam referencias a visão que Teresinha de Jesus teve de Jesus Cristo, deixando a vida terrena posteriormente e considerada santa, para dar parâmetros da conversa que Izildinha teve com seu avô pouco tempo antes partir: "Jesus logo me vem buscar". Izildinha teve esse pressentimento. Pesquisas correlacionaram o fato a Teresinha de Jesus, para explicar o pressentimento de Izildinha e sua missão. No ano de 1911, dia 24 de maio foi o falecimento de Izildinha às 3 horas da tarde, em Guimarães na casa do largo da Estação.


Origem da Fé e Culto Popular à Menina Izildinha

A origem da devoção a Menina Izildinha, nasceu pela descoberta de um fato inédito, segundo o relato de familiares da menina, que constam no livro Izildinha, de Pedro Nuno. A maioria de seus familiares viviam em Portugual. No Brasil. Altino seu irmão, possuía Industria alimentícia em São Paulo e posteriormente no interior do Estado - Monte Alto, denominada Crai. 
Altino ficou sabendo pelo irmão Fernando, o relato de carta de sua mãe - dona Ana, que vivia em Portugual-Lisboa, a remoção de seu filho José para um túmulo perpétuo da Aftino, comovido, disse que os pais deveriam ter feito o com o corpo da irmã-lzildinha. E Altino ficou tomado pelo desejo de ver o corpo de sua irmã em proximidade e como tinha um jazigo vazio no Brasil, São Paulo, queria fazer a remoção para o país. Afinal o corpo da menina encontrava-se ainda onde tinha sido enterrado há 39 anos. Até então, era somente o desejo de reunir os corpos dos familiares em túmulos conjuntos, sem qualquer vinculação ao posterior culto a Menina Izildinha.
Após as providências para tal desejo, Altino recebeu outra carta de sua mãe-dona Ana, anunciando um acontecimento incomum e imprevisto para todos, nas providências de remoção do corpo da menina. Fernando, ao realizar a exumação do corpo da irmã, a pedido dos pais e do Altino, imaginando encontrar apenas seus restos mortais, deparou-se com seu corpo intacto, perfeito. Desde o vestido, o calçado e tudo o que-lhe envolvia no caixão, estavam intactos, como no dia do seu sepultamento. As flores que a enfeitavam, ao lado de seu corpinho, frescas e viçosas. E trinta e nove anos já havia passado desde o dia do seu sepultamento no cemitério de Urgeres, Portugal.
Este fato ficou conhecido da população local e irradiou-se por toda a cidade. E todos clamavam numa só voz: "É santa, é nossa, não deve sair daqui". A sugestão de dona Ana, mãe de Izildinha, foi que o corpo ficasse onde se encontrava, construir ali um Mausoléu. Não queria mais a remoção para o Brasil. Altino, mesmo assim discordou e manteve sua decisão, agindo com determinação, sem medir sacrifícios para a translação do corpo de Izildinha, sua irmã, para o Brasil.


Providências da Transladação

Altino escreveu para António Jordão, em Guimarães, afinal Jordão era um velho amigo da família, de quem obteve ajuda para tal desejo. Guimarães fica longe de Lisboa -local onde na época, era o único pouso de aviões mais próximo - aviões de carreira -para o Brasil. Embora posteriormente decidiu fazer o embarque em navio, no Porto. O corpo de Izildinha foi colocado em uma nova urna, bonita, de madeira de lei, clara, com um crucifixo sobre a tampa, com suas elegantes alças de bronze a seus pés. "Urna para um Anjo, como ela o é", disse Jordão. Assim foi que nasceu a denominação: "Menina Izildinha - o Anjo do Senhor".  
Sobre o translado do corpo, havia necessidade de muita documentação, principalmente do consentimento dos pais. E os pais de Izildinha assinaram a documentação exigida. Aurélio estava doente, mas por momentos lúcidos, assinou de pleno acordo, bem como dona Ana. Altino queria que o corpo viesse em câmara ardente. Mas isso não foi possível. Foi simples, como sempre tinha sido tudo que se relacionava com Izildinha. Singela e modéstia, como a vida que desfrutou na terra. O embarque ficou acertado em um navio a vapor - Loide Bolívia, cargueiro brasileiro. A família de Izildinha e demais amigos, prestaram homenagens. Cenas de compunção e respeito eram vistas. Foi realizado um ofício de corpo presente. O caixão foi colocado no coche, seguindo de carro, o percurso foi pela rodovia, até o porto de embarque e as pessoas tocadas por um sentimento de devoção e fé.
Manifestações de profunda veneração atravessaram o corpo de Izildinha, pela última vez a sua Guimarães, a cidade em que havia fechado os olhos para o mundo há quatro décadas. No porto Leixões, após as formalidades de embarque, o caixão foi alçado para o navio. Altino providenciou duas bandeiras e o cortejo saiu de Guimarães , com as bandeiras colocadas sobre o caixão onde estava a urna. Uma bandeira Portuguesa e uma Brasileira, ambas entrelaçadas por um nó de marinheiro nas extremidades. Em terra lusitana, a bandeira Portuguesa estava ao lado da cabeça e a brasileira aos seus pés. Mas já a bordo do Navio Loide Bolívia, houve alteração em sua posição. A bandeira de Portugal ficou aos seus pés e a bandeira do Brasil em sua cabeça. Em 1950, 05 de agosto, o corpo de Izildinha sai de Guimarães e é colocado a bordo "SS Loyd Bolívia", no porto de Leixões, com destino ao Brasil. Assim, o navio sulcava as águas em sentido ao Brasil.
Altino, que aqui aguardava, recebia noticias. E, juntamente com o povo brasileiro, espera a chegada do navio com solene cerimônia. Jordão e sua mulher, com a filha, estavam aos cuidados com a relíquia confiada - a transladação do corpo de Izildinha, que vinha em um porão exclusivamente para o seu transporte. Afinal, iam sempre olhar, apesar de certos problemas de saúde, sua mulher nunca sentiu cansaço.
Surgiram devotos da menina Izildinha, que desejavam prestar-lhe comovidas e sentidas homenagens. A família de Altino, com amigos transportariam da porta da capital ao cemitério São Paulo. Altino não tinha obtido ainda licença das autoridades A urna viria de Santos até São Paulo, pela rodovia e quando o carro fúnebre chegava ao cemitério, seria retirado e colocado sobre a carreta, com percurso até o jazigo da família. Em 29 de Agosto de 1950, quando atracava o navio Loyde de Bolívia no porto de Santos - SP, após tomadas providencias legais, fizeram a previsão de que dentro de 9 horas fosse possível seu desembarque. Mas dentre essas formalidades legais, era preciso abrir a urna e por essa questão, o corpo foi transferido para uma casa funerária de Santos. Feita a vistoria, foi  novamente fechado por ordem fiscal.
A urna ficou no salão da loja, aguardando para ser levada a São Paulo. Dona Rosinha, mulher de Altino, aguardava ansiosa em São Paulo. Em Santos estavam Altino e três amigos. Embora na funerária já havia uma multidão. E no salão era a primeira visitação pública ao corpo de Menina Izildinha. Altino, tocado por um sentimento de afeto, sem intenção do exibicionismo, tudo procurou fazer, para prestar sua homenagem a Izildinha.            
 Altino  queria, quando o corpo chegasse em São Paulo, que o carinho e a ternura fossem empregadas de sutileza e modéstia, como viveu sua irmã. Uma das providências foi procurar o Quartel General do Corpo de Bombeiros de São Paulo. E foi cedida a carreta da corporação, para transportar o corpo de Izildinha. Por um momento, Altino compreendeu que a transladação do corpo de Izildinha, já ultrapassava os limites familiares e ia tornando-se cerimónia de sentido público. Altino tomou conhecimento de que a imprensa Santista, Paulista, além de vários estados, estavam esperando o fluxo de notícias em grandes manchetes, como: "Está sendo desembarcado em Santos - SP, o corpo de uma menina falecida há 39 anos, em Portugal, sem que tão longo período sob a tumba houvesse prejudicado seu estado de conservação e frescor". O número de pessoas que chegavam em bondes, carros, a pé, aumentava consideravelmente. Lágrimas, emoção, era o que irradiavam. Foi necessário reforço policial para o corpo sair da casa funerária para seu destino - São Paulo.
Dona Rosinha, que ainda aguardava em São Paulo, ia ao seu encontro. A cidade de Monte Alto, futuro lugar aonde viria Izildinha, estava representada pelo padre João Laub. E foi o padre que encomendou o corpo da Menina. Na porta central do cemitério São Paulo, a carreta do Corpo de Bombeiros aguardava a chegada. Um comprido cordão com quatro tirantes de madeira estava preso a carreta, representado os anos vividos por Izildinha. Cenas comovedoras foram registradas. E dona Rosinha, comovida foi até a urna e disse: - "Até que enfim chegou o meu tesouro". E a emoção irradiou-se novamente para as pessoas presentes.
Uma amiga de dona Rosinha, nobre madame, se converteu à religião e reconquistou a fé, há muito tempo ausente, tornando-se devota de Menina Izildinha.Quando puxaram a corda para onde seria sua última morada, dona Rosinha abraçando disse: "era a Menina Izildinha, era ela mesma, Izildinha quem estava entre meus braços". Quando a urna estava sendo colocada na carreta, realizaram a distribuição pela corda, para transportá-la. E a procissão contornou o cemitério, entrou pelo portão do lado sul, enveredou pela avenida da necrópole e se deteve defronte a capela.
Fez então a encomendação de corpo presente, o padre João Laub de Monte Alto, citado anteriormente. Colocada novamente a urna na carreta e conduzida pelo povo, no jazigo 240, quadra 2, no cemitério São Paulo, onde repousou em paz, o corpo de Izildinha, o Anjo do Senhor, como fora denominada pêlos seus fiéis, até ser novamente exumada e transladada para uma cidade do interior do Estado de São Paulo - Monte Alto, onde permanece em paz para sempre.






Transladação do Corpo de Menina Izildinha, de São Paulo para Monte Alto, interior do Estado.

            Em primeiro lugar foi construído um belo Mausoléu, sob a direção do engenheiro Dr. António Mazza, sendo o prefeito de então. 
            A alegria da população montealtense era externada em cada rosto pela vinda do corpo da Menina Izildinha a cidade.  
            A transladação da Menina Izildinha ocoreu no dia 08 de março de 1958, as 16:30 horas, com cortejo de espera na estrada Jaboticabal - Monte Alto, por uma caravana, tendo a frente, o vice-prefeito Fioravante José Canali. 
            O cortejo contava com cerca de 10.000 pessoas,   marcando sinceras homenagens ao corpo e a alma de Izildinha, com flores, chuvas de rosas e devotos, querendo, ajudar na locomoção da carreta onde encontra-se a urna.
            O cortejo foi até o Santuário do Senhor Bom Jesus e o padre Henrique Heising preparava-se para a benção a Menina. Bem a frente do cortejo, caminhavam crianças com o nome de Izildinha, vestidas de branco. E a benção assim foi realizada e o cortejo seguiu em direção ao Mausoléu, chegando as 18:00 horas.  
            A população permaneceu por longo tempo em orações e a solenidade depois foi marcada por discursos de personalidades da época, que estavam presentes, como:  
            Altino, seu irmão, o comendador Castro Ribeiro, como era conhecido na cidade; Dr. Antonio Mazza, o prefeito da época; Dr. José Luiz Zacharias de Lima; padre Henrique Heising; senhor Antonio Gonçalves Pires, representante da colônia portuguesa; Dr. Júlio Raposo do Amaral; Nadir de Andrade, diretor da Folha de Monte Alto; jornalista Wilma Barbosa, representante dos Diários Associados da Capital Paulista; Olinda Bissoli, funcionária dos escritórios das Industrias Crai de Altino.
           Após orações, a urna foi colocada no interior do Mausoléu, com permissão a visitação pública. E assim, o Mausoléu começou a receber visitas de toda região bem como da capital - São Paulo e até de outros estados, bem como do exterior - sendo Portugal um país com um número expressivo de visitantes.  
            Menina Izildinha passou a ser fé, cultura e história da cidade. Muitas graças foram concedidas. A constatação está nos objetos deixados no interior do Mausoléu, como amuletas, óculos, cartas e cartas em relatos de graças alcançadas. Izildinha recebia devoção em cuidados com sua urna, seu Mausoléu, sempre em orações constantes, bem como romarias nos dias do seu aniversario de nascimento, 17 de junho.
      Izildinha permaneceu para sempre na cidade de Monte Alto. É ganhou legião de devotos. Os montealtenses, pessoas da região, seguindo o exemplo da Menina, na determinação da prática do bem, fundaram o Orfanato para abrigar crianças órfãs ou abandonadas pelas famílias - Educandário Menina Izildinha.
            A mensagem da Menina em vida está continuando hoje que ela está na espiritualidade. E assim, a festa em seu louvor e as doações recebidas da comunidade, mantêm esse ideal de um mundo melhor, representado pelo Educandário Menina Izildinha.


  






 

9 comentários:

EL AL HAADHARALLAEL disse...

Em 1954, os médicos desacreditaram sobre minha vida, um deles chegou a dizer a minha mãe:
-Se a senhora tem um santo de devoção, ou acredita nos poderes de Jesus, reze a eles, peça pela saúde de seu filho! Eu Fiz uma promessa a menina Izildinha pela minha filha que estava a morte e milagrosamente ela teve uma cura inexplicável!
Minha mãe foi ao Cemitério São Paulo, em São Paulo, e pediu junto ao túmulo dela por minha recuperação, e foi ouvida não só pela Menina Izildinha, como fisicamente por seu irmão Constantino, que disse que seu pedido foi recebido e a presenteou com um quadro da menina Izildinha, que ficava em minha cabeceira até ser levado para nossa casa de veraneio em Santos. Onde após a invasão de integrantes da igreja universal do reino de "deus?", roubarem tudo e tentarem ocupar a casa, rasgaram o quadro e o queimaram, numa demonstração do que é a INTOLERÂNCIA RELIGIOSA DA "IGREJA OU SEITA" FUNDADA PELO MELIANTE EDIR MACEDO!!!
Voltando aos fatos anteriores:
Minha mãe me levou ao Cemitério São Paulo, quando melhorei, para conhecer o túmulo da inocente e real santinha. Cheguei lá e ví uma menina mais alta e mais velha que eu rezando, levantou-se, sorriu para mim e desapareceu! Quando olhei para a foto do túmulo, era idêntica a menina que ví e desapareceu.
Agora já em idade bem mais adulta e com fé, por ter tido pedidos meus atendidos pelo "Anjo do Senhor"-Menina Izildinha, e ter testemunhos de sua presença vista por crianças que estavam doentes, mesmo tendo uma formação científica em Física Quântica/Mecânica Ondulatória, e outras em Economia, Química e Engenharia Aeronáutica, que me levaria ao patamar de um incrédulo ou ateu, ocorre o contrário, sou um irmão leigo no catolicismo, um devotado seguidor de Deus, Jesus e as almas ilumuminadas e intercessores de Deus(Santos), e pertenço ao seleto grupo de cientistas que acreditam no Universo em expansão e num Deus que expande a tudo!
Meu muito obrigado a minha adorável Menina Izildinha, e a todos os seres iluminados que nos assistem!

paulo vitor freitas disse...

Amem

aparecida disse...

que MENINA IZILDINHA ABENÇOE NOSSO BRASIL E A TDS FAMILIAS QUE AQ ESTA

Thums disse...

Louvado seja Deus.

Lembrancinhas e bordado.Izildinha D. Alves disse...

Meu nome é Izildinha,em homenagem a essa santinha milagrosa,meus pais moravam em Vila Matilde SP, minha mãe estava gravida de mim e meu pai desempregado, ela estava preocupada pois eu já estava pra nascer e ela não tinha comprado nada de enxoval, meu pai saia todos os dias atras de emprego e nada, dia 27 de novembro de 1956 meu pai saiu bem cedo e a deixou em casa, ela levantou e fez suas orações, nesse momento ela viu uma foto de Santa Izildinha que tinha ganhado em uma visita em seu túmulo, aí ela fez a promessa que se meu pai conseguisse um emprego e se o bebê que ela estava esperando fosse uma menina, ela colocaria o nome de Izildinha, mais tarde ela começou a sentir dor a vizinha chamou a parteira e eu nasci, no dia 27/11, a noite quando meu pai chegou entrou e foi no quarto, ela já estava comigo no colo, ele todo feliz disse que tinha conseguido serviço em uma fabrica de vidro, ela disse nossa filha vai se chamar Izildinha pois foi ela que intercedeu por nós e ouviu meus pedidos graças a Deus agora estamos tranquilos, meu pai trabalhou nessa fabrica cinco anos, eu sou devota de Santa Izildinha, eu amo essa Santinha, Santa Izildinha Rogai por nós. Amém

lucianohortencio disse...

Torrinha & Pinheirinho & Hamilton - O ANJO DO SENHOR (Santa Izildinha) - Rodolfo Vila.
Disco Odeon 13.425-A.
Abril de 1953.
Disco constante do Arquivo Nirez.
Coisas que o tempo levou.

Santa Izildinha
Oh santinha milagrosa
Ouve as minhas preces
Oh santinha caridosa
Imploro a sua graça
Vivo a penar nesse mundo
Livrai-me sim da desgraça
Meu sofrimento é profundo
Aliviai minha dor
Vós que sois feita de amor
Tem dó do meu padecer
Oh meu anjo do Senhor.

https://www.youtube.com/watch?v=zdF0fIWEPGM

naira morais disse...

Olá Giovani, estou fazendo um vídeo documentário sobre os Devoções Marginais, ou seja, os santos que ainda não são beatificados e canonizados e a Menina Izildinha é uma das personagens do vídeo documentário. E eu gostaria de saber se você nos autoriza a usar essas imagens.

Éder Fahrenheit disse...
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Billy Call disse...
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