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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Venerável Servo de Deus Benigno de Santa Teresa do Menino Jesus, Carmelita Descalço.


(Inzago, em 23/07/1909 – Trezzo, 25 de outubro de 1937)


Resumo:
Depois de fazer uma experiência de trabalho no mundo secular, entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços. Ordenado sacerdote, foi reitor e vice-mestre de noviços em Concesa (Milão).
Observou a Regra de sua Ordem e serviu em uma atividade pastoral generosa. Cuidou do ministério do confessionário, na Ação Católica e em fomentar vocações religiosas.
Amava a província Lombarda dos Carmelitas Descalços, que lhe deu a vida. Morreu santamente de peritonite em 1937.

Sua vida:
O jovem carmelita Ângelo Calvi, nasceu em 23 de julho de 1909, em Inzago. Terceiro filho de pais muito pobres: Teresa e Francisco Calvi Ceserani.
Cresceu em uma casa que partilhava o mesmo pátio com outras casas. Era uma criança e adolescente muito responsável, alegre e generoso. Ajudava muito sua mãe, lavando os pratos e panelas após as refeições de sua casa. Colaborou na criação de bichos da seda e cortando a grama nos campos para dar para as vacas. Também trabalho como aprendiz na oficina de carpinteiro.
Mesmo com tanto trabalho para fazer, todas as manhãs, dirigia-se à Igreja Matriz de sua vila para saudar a Jesus na Eucaristia.
Quando não estava no trabalho, em casa ou na carpintaria, ia à paróquia para orar. Era filiado à Ação Católica, movimento eclesial que se encontrava em expansão na diocese de Milão.
Divulgava entre os amigos, com grande alegria e fervor, a devoção a Jesus na Eucaristia, promovendo com os companheiros do Oratório São Luís a adoração noturna na capela.
Ângelo tinha 15 anos quando um amigo seu, Carlos Caldarola, fez uma visita ao Santuário-Convento de Concesa de Trezzo, administrado pelos Carmelitas Descalços, onde ambos participaram da cerimônia de admissão de um grupo de novatos. Era o dia 14 de setembro de 1924. Ambos ficaram muito impressionados com a bela cerimônia e, a partir desse momento, floresceu a sua vocação para a vida religiosa. Seu amigo Carlos pediu admissão entre os filhos de Dom Bosco e nosso caro Ângelo Calvi entre os carmelitas. 
Ângelo tinha 17 anos quando, em 22 de novembro de 1926, entrou no internato para os vocacionados (equivaleria hoje ao Aspirantado) aberto pelos Carmelitas em Cherasco, na província de Cuneo. Como havia abandonado a escola há anos para dedicar-se ao trabalho, ajudando sua família, era-lhe difícil acompanhar os estudos e equiparar-se aos demais companheiros.
No entanto, sua vocação era verdadeira e, portanto, determinou-se a não perder o foco nos estudos. Mediante a intercessão de santa Teresinha do Menino Jesus, à qual ele sempre foi dedicado, seus esforços foram recompensados, de forma que alcançou o topo da classe em matéria de sucesso nos estudos. No início (quando enfrentava dificuldades em acompanhar as matérias), havia sido aconselhado a permanecer irmão leito ou a retornar à sua família, mas, ele decidiu firmemente tornar-se padre. 
Terminou o ensino médio em Cherasco, em 21 de junho de 1928, juntamente com outros cinco jovens. No convento de Concesa tomou o hábito religioso, recebendo o nome de “Benigno de Santa Teresa do Menino Jesus”. Deu início ao seu noviciado, onde foi inserido na formação para a vida comum e específica dos Carmelitas Descalços.
Em 26 de junho de 1929 fez a profissão religiosa simples, seguida da solene em 17 de julho de 1932. Continuou seus estudos filosóficos e teológicos em Milão/ Piacenza.
Seus colegas de classe afirmaram que jamais o viram com impaciência ou irritação, mas, sempre leve, suave e constante mesmo em circunstâncias adversas ou desfavoráveis. Recebia com humildade as correções, inclusive agradecendo quem o corrigia.
Tornou-se muito querido pelos confrades mais velhos e doentes que sempre o chamavam quando era a sua vez de servir na enfermaria, pois ele sabia que ouvir com paciência, amor e ternura, bem como dar uma boa palavra vale mais do que quaisquer medicamentos.
De resto, foi absolutamente um jovem religioso comum, sempre seguindo a máxima de sua padroeira, Santa Teresinha do Menino Jesus: “a santidade não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas, em fazer coisas comuns de forma extraordinária”.
A oração foi a base de sua vida espiritual e, através dela, adquiriu humildade, obediência e serenidade, bem como a estima dos irmãos.
Foi ordenado sacerdote em Piacenza em 26 de maio de 1935, cercado por seus familiares. Em junho de 1936 foi designado para o convento de Concesa Trezzo, em Adda, como vice mestre de noviços, substituindo o pároco doente  como pastor assistente de Santa Maria Assunta, a igreja da localidade.
Inumeráveis são os testemunhos relativos a seu espírito de caridade para com os doentes, os deficientes, os deformados e deficientes mentais; comparecia a onde quer que fosse necessário como sacerdote. Foi um ano de muito trabalho e todos seus irmãos confrades foram capazes de conhecer e apreciar as suas virtudes.
Jamais negligenciava a vida comunitária, nem a formação e a amizade fraterna com os noviços que lhe foram confiados, nem a caridade para com os irmãos idosos.
Foi então que começou o calvário de sua doença. No final de setembro de 1937 sentiu uma violenta dor no abdome, que foi diagnosticada como uma simples colite. Mesmo com a dor, continuou a sorrir, ficar em silêncio e a caminhar do convento à paróquia.
Em 21 de outubro a situação piorou rapidamente, ficando a dor mais forte obrigando-o a ficar de cama. Dias depois ele foi levado às pressas para o hospital de Legnano, sendo colocado na sala de cirurgia.
Assim que teve seu abdome aberto pela incisão cirúrgica, um jato de pus espirrou com tal força que manchou quase toda a sala de cirurgia. Os médicos e enfermeiras tentaram fazer o que era possível, no entanto, naquele tempo, ainda não havia sido inventada a penicilina.
Foi dado o diagnóstico de “peritonite tuberculosa”. Devido ao corte a dor aliviou, no entanto, a infecção progrediu rapidamente com febre alta, calafrio, tremores e ardência no corte.
Nesta altura, Benigno já estava consciente da gravidade de seu quadro clínico e de sua hora chegara. Rodeado por alguns de seus irmãos de Ordem e por seu superior, ofereceu sua vida pela Província Lombarda dos Carmelitas Descalços, que, na época, estava em perigo de supressão, e, também, por um companheiro seu, frei Teófano Stela, missionário na Índia.
Depois de receber os últimos sacramentos e depois de renovar seus votos religiosos no Carmelo, já fraco ao extremo, decidiram transportá-lo de volta para o Convento de Concesa, com o consentimento de seus familiares que faziam-lhe companhia à sua cabeceira.
Já em sua cela, pediu humildemente perdão a toda a comunidade por algum defeito seu ou contrariedade que tenha causado e, mesmo sentindo muita dor, exclamou: “Me sinto feliz, muito feliz! É maravilhoso morrer carmelita, com o hábito da Virgem”! Após dizer isso, entregou sua alma jovem e pura a Deus. Era o dia 25 de outubro de 1937. Tinha 28 anos de idade.
Seu funeral foi uma apoteose na cidade. A multidão que acompanhava o féretro confirmava a reputação de santidade que o havia acompanhado sua vida. 

Um comentário:

Oreste Maurizio Regispani disse...

Assim deveriam ser todos os carmelitas -religiosos ou seculares: oracionais, humildes, devotados à Virgem Maria, à causa da salvação das almas - como foram S. Teresa, Teresinha, e este jovem Fr. Benigno! Roguem por nós e pela paz no Mundo, ora tão violento!! O.Regispani, ocds

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