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domingo, 29 de dezembro de 2013

São José e o Mistério da Encarnação do Verbo.



São José! Glorioso e venturoso São José! Como poderia esquecer-me de vós? O evangelista São Mateus chama-vos "varão justo" (Mateus 1, 19). Alguém inadvertidamente poderia dizer: só isso? Diria: como "só isso"? Para um judeu, a palavra "justo" soa mais solene, respeitoso e venerável do que a palavra "santo" hoje em dia, muitas vezes usada com conotação dúbia ou até mesmo em sentido pejorativo.
Chamar a José de Nazaré de varão justo era o maior elogio que São Mateus poderia dirigir àquele que foi escolhido e preparado por Deus Pai para ser o tutor, o cuidador e pai putativo do Verbo de Deus Humanado. Poderíamos até dizer que São José era o "representante de Deus Pai na terra".
Todo o projeto da Encarnação iria "por água abaixo" sem a presença e participação ativas de nosso amado pai São José. Quem protegeria a Sagrada Família? Quem representaria a pessoa de um pai para Jesus, visto que naquele tempo não se tolerava a figura da "mãe solteira"? Maria seria sumariamente morta por apedrejamento caso aparecesse grávida sem um marido para assumir a divina Criança. Quem se apresentaria perante a sociedade judaica como chefe da Sagrada Família para a boa fama daquele Ser Santíssimo, gerado no ventre puríssimo da Virgem Maria por obra do Espírito Santo? Quem seria o guarda fidelíssimo da castidade consagrada da Virgem Maria, a bendita Mãe de Jesus? Quem sustentaria a Virgem Maria e daria de comer ao Menino Jesus? Naquele tempo uma mulher não trabalhava fora de casa para ganhar dinheiro... Quem ensinaria o Menino Jesus a Lei e tradições judaicas? Quem acompanharia o Menino em seu Bah-Mitzvah (ritual no qual o menino judeu prova sua maturidade e conhecimento da Lei judaica, dando início à "vida adulta" na religião judaica), evento por demais importante para os judeus? Em resumo: sem a pessoa de São José tudo seria simplesmente impossível de ser realizado na prática.
Deus Pai precisava de um varão justo e santo, da Casa de Davi, para ser o Guardião do Mistério da Encarnação. Vejam como os evangelistas narram a genealogia de Jesus (Mateus 1, 1-16; Lucas 3, 23ss). Tanto a "vertente sangüínea", como a "vertente real" de Cristo terminam em São José. 
Segundo os ditames da época, a figura da mulher era muito desconsiderada. A sociedade era extremamente machista e repressora da mulher. Por causa disso é que a linhagem de Maria não é citada. O homem sempre representava a chefia da família naqueles tempos.
Coube também a São José a missão de dar ao Menino o Nome Santíssimo de JESUS (YEHSUAH), revelado pelo Arcanjo São Gabriel à Virgem Maria. Naquele tempo, os nomes dos bebês masculinos eram dados na hora da circuncisão (momento solene onde os bebês judeus eram "marcados" como pertencentes ao povo hebreu, portanto, como filhos de Abraão). Naquele sagrado momento, nosso querido santo proferiu o Nome mais santo do universo, aquele Nome augustíssimo que é a delícia dos bem-aventurados do paraíso!


São José, Guardião da Encarnação do Verbo! Creio ser esse o maior título de São José, que supera até mesmo os títulos de Esposo Virginal de Maria, Pai Nutrício do Menino Jesus ou Guarda Providente da Sagrada Família!
Creio que a Santíssima Trindade, ainda hoje, lá no Céu, não cessa de tecer elogios e honras à alma puríssima e bem-aventurada de nosso pai São José.

 Que possamos, sempre mais, como católicos que somos, honrar e venerar esse nosso santo pai, todo consagrado à causa de Deus e ao Mistério da Encarnação.









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