Páginas

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Serva de Deus Edvige Carboni, Virgem Leiga e Mística Estigmatizada



Edvige Carboni nasceu em Pozzomaggiore, a dois de maio de 1880, filha de Giovane Battista e Maria Domenica Pinna. Sua infância e adolescência transcorrem num ambiente familiar moralmente são, honesto, forte e generoso, dedicado ao trabalho assíduo e diligente. Trabalhava no tear e ajudava a mãe nos trabalhos domésticos. Aos dez anos, Edvige fez sua primeira comunhão e, apesar de sua vida não revelar exteriormente nada de singular, a serva de Deus iniciou um caminho de perfeição evangélica, fortificada da oração incessante, dos sacramentos; humilde, obediente, pura e caritativa com todos, Edvige Carboni correspondia generosamente à graça de Deus que nela trabalhava de modo pleno, enchendo-a com os seus dons.
         Não ficou livre das incompreensões que vinham por parte de muitos, Edvige perdoava a todos e sempre, com doçura e humildade, que foram suas marcas. Na paróquia, desenvolveu com amor sua atividade de catequista, ensinando a todos como amar e servir a Deus...e não só com palavras; para todos, ela tinha um sorriso uma palavra de encorajamento, uma oração; os homens pobres e os doentes eram seus prediletos, aqueles que se aproximavam dela sentiam a presença do sagrado. Existiam muitos Padre e Bispos que a estimavam e viam nela o dedo de Deus, entre esses está o Servo de Deus Padre Giovanni Battista Manzella, Monsenhor Ernesto Maria Piovella, São Luís Orione, Padre Felício Capello, São Pio de Pietrelchina e o passionista Ignazio Parmeggiani, seu ultimo confessor.
         A luta e a doença da família impediram-na de tornar-se religiosa e levaram-na a aceitar o emprego perto do Correio, pois sua família em casa necessitava após o desaparecimento da mãe. Edvige pensou e decidiu doar-se totalmente sem reservas e com alegria.
         Mesmo necessitando de muitas coisas, ela se privava mesmo do necessário para assistir os pobres e famintos durante as duas grandes guerras mundiais. Ela não era distante dos problemas do mundo e tinha coragem de enfrentá-los. Deus e a fé eram o centro de toda a sua intenção e ação: este é o seu segredo, essa é a sua singularidade no meio a tantas mulheres do seu e do nosso tempo.


          Edvige era aquela mulher forte da Bíblia e aquela virgem prudente do Evangelho, ela soube perfeitamente fundir e unir a vida de Marta e Maria. “Senhor, vou morrer de tanto amar-te”, era seu lema. E todo o seu diário é permeado de expressões similares. Imenso era o seu amor pela Eucaristia, pela Santíssima Virgem e pelas almas do Purgatório.
         Em 1929, resignada pela vontade de Deus, Edvige deixou sua terra natal para viver em seguida em várias localidades do Lacio, e em 1938 em Roma, ano esse que fez sua ultima visita à Sardenha.
         Seria um erro ao falar de sua gigantesca figura, sem falar de seus dons místicos, e os carismas que muitos notaram nela, apesar de tudo fazer para que não fossem conhecidos. Não foram, porém, esses dons que a fizeram santa, mas somente a virtude evangélica que ela praticou, sua fé forte, sua esperança e caridade, o espírito de bem-aventurança que nela operou coisas extraordinárias e finalmente a obediência ao Papa que ela defendia tenazmente diante das críticas ao seu magistério.
         Os fatos relatados sobre ela são muitos e maravilhosos: ela lia os corações, previa eventos futuros, foi vista em êxtase sob o chão onde estava ajoelhada, a farinha que doava para o pão se multiplicava, obteve a graça da chuva e com sua oração que um rapaz voltasse à vida após ter sofrido uma queda de cavalo.
         O dom que mais lhe custou foram os estigmas que trouxe em seu corpo desde 1909 até o fim da vida. Além dos estigmas ela tinha outros fenômenos místicos: êxtase e visão, a visita de Nossa Senhora e dos Santos, animação de imagens sacras, perseguição diabólica, bilocação, comunhão mística, perfume e contato com as almas do purgatório.
         Não era portadora de nenhum mal psíquico; a serva de Deus era equilibrada e mulher sã; chegamos então à conclusão que Deus se manifesta misteriosamente e maravilhosamente nos seus Santos; Deus por ser Poderoso, age como quer e em quem quer. O muro que separa a nossa realidade da realidade eterna é frágil; no místico, Deus anula esse muro e dá uma resposta a tantos que O negam.
         Edvige Carboni deixou sua jornada terrena para iniciar a celeste em dezessete de fevereiro 1952 em Roma, seu corpo repousa no cemitério Albano Laziale.


Nenhum comentário:

Postar um comentário