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sábado, 23 de novembro de 2013

Beato Miguel Agustín Pro, Presbítero Jesuíta e Mártir de Cristo Rei


Beato Miguel Agustín Pro, Presbítero e Mártir 
(conhecido como "Mártir de Cristo Rei")
Hoje, trago ao conhecimento dos leitores de nosso "blog" um resumo da vida e do martírio do glorioso beato Miguel Pro, jesuíta, brutalmente assassinado a mando do governo socialista anti-católico e anti-clerical que governou o México nos anos 1927 - 1929, que ceifou a vida de centenas católicos (bispos, padres, religiosos e leigos), pelo simples fato de praticarem a sua fé. 
     Interessante que praticamente ninguém conhece esse fato que se deu no Século XX, a não ser o povo católico mexicano, que ainda guarda viva a memória de seus mártires (alguns já canonizados e beatificados). 
   A insurgência dos católicos mexicanos contra a arbitrariedade, crueldade e falácia do governo socialista/comunista da época, levou os mesmos a pegarem em armas e lutarem pela deposição do dito cujo governo. Essa revolta popular ficou conhecida como a "Revolução dos Cristeros" ou a "Revolta Cristera". Os "cristeros", como eram chamados, eram compostos por alguns ex-militares que abandonaram as fileiras do exército fiel ao governo e por uma grande maioria de homens e mulheres de origem humilde: camponeses e agricultores que se organizaram como exército e conseguiram com que a nação mexicana pudesse voltar às origens católicas que tanto a marcaram e que tão profundamente estavam arraigadas nos corações e nas famílias de todo o país. A situação como estava se desenrolando não podia ser mais suportada: as igrejas, conventos e seminários foram fechados, os padres e religiosos foram proibidos de vestirem seus hábitos e batinas, era proibido o ensino religioso, missas não poderiam ser celebradas e nem mesmo a administração dos sacramentos. Os padres ou leigos que eram pegos desobedecendo as ordens presidenciais eram sumariamente conduzidos à prisão e imediatamente executados. Muitos não foram nem sequer julgados! Alguns padres foram fuzilados ou enforcados dentro ou em frente da própria igreja onde eram flagrados celebrando a Santa Missa. O bom povo católico mexicano não pode ficar inerte e se mobilizou para destituir o governo autoritário e tirano do poder. 
Foto tirada no dia de sua prisão (véspera de sua 
morte) Observa-se as roupas civis. Conforme 
a ultrajante legislação da época, não era 
lícito a um padre o uso da batina em público.
Bem, voltemos ao nosso querido beato. Padre Miguel Agustín Pro era um padre "maravilhoso", usando um termo moderno. Inteligente, piedoso, simpático, dedicado a seu rebanho, amante à Santa Igreja, devoto da Virgem Maria e fiel à administração dos sacramentos, centro da vida sacerdotal. Mesmo com a perseguição e proibição de exercer seu ministério, padre Miguel o fazia com assiduidade e amor, na clandestinidade, arriscando-se a ser capturado e preso (como ocorreu). 
Dos mártires daqueles dias, nenhum chamou tanto a atenção do público no México e no resto do mundo como o jesuíta Miguel Agustín Pro. Pro foi morto por um pelotão de fuzilamento em frente das câmeras dos jornais que o governo trouxera para gravar o que esperava ser o constrangedor espetáculo de um padre implorando por misericórdia. 
Foi uma das primeiras tentativas modernas de usar a mídia para a manipulação da opinião pública com propósitos anti-religiosos. Mas, ao invés de vacilar, Pro demonstrou grande dignidade, pedindo apenas a permissão de rezar antes de morrer. Após alguns minutos de prece, levantou-se, ergueu seus braços em forma de cruz – uma tradicional posição de oração mexicana – e, com voz firme, nem desafiante, nem desesperada, entoou de forma comovente palavras que desde então se tornaram famosas: ‘Viva Cristo Rey‘.”


De personalidade cativante, dono de si, e piedoso, Padre Pro destacou-se entre os personagens do movimento dos Cristeros, de resistência ao regime socialista que se instaurava no México em 1926.
Padre Pro retornou ao México (passara um tempo na Europa por motivo de estudos) justamente no período do governo do presidente Plutarco Elias Calles, o “Nero do México” em meados de 1926. Antes de sua chegada, cerca de 160 padres já haviam sido fuzilados e outros vários presos. Como relatado por um biógrafo jesuíta:
“… toda ordem religiosa foi dissolvida. Todas as escolas católicas, secularizadas, o que significa que, na realidade, tornaram-se ateístas; nelas, nenhuma menção a Deus era tolerada. Crucifixos foram arrancados das paredes e as estátuas, destruídas. Em seguida, para eliminar toda “propaganda Católica” (…)
Para que entendam a importância deste homem, beato, publico logo abaixo suas últimas fotos, que mostram sua execução. Cabe lembrar, como dito acima, que as fotos só existem porque o governo mexicano chamou a imprensa, acreditando que Padre Pro negaria a Cristo e pediria misericórdia aos comunistas. 
Ao contrário como podem ver abaixo, Padre Pro foi fiel até o fim, causando desespero aos políticos da época a ponto de confiscarem todas as fotos tiradas (algumas das que restaram retratam bem o ocorrido). As imagens são fortes e podem ser chocantes. Não estamos "acostumados" em praticamente assistir a um martírio. 
Apesar de ter sido um assassinato, não confundamos o que aconteceu com o padre Miguel Pro e o que acontece no "dia a dia" de nossas cidades: homicídios, por vezes, diários, motivados por brigas, roubos, assaltos, vinganças ou motivos "passionais". Não. O padre Pro morreu por Cristo, morreu por que era um padre católico, fiel à sua vocação e a seu ministério. 
Não fiquem "horrorizados" com as fotos abaixo. Elas mostram os últimos momentos na terra de um herói de nossa fé. Ao mesmo tempo que nos dá "pena" vermos um homem bom como ele ser morto injustamente, não esqueçamos que ele morreu pela fé. Sua alma certamente voou para os braços de Deus tão logo recebeu aqueles tiros dos soldados. 
Peçamos ao beato Miguel Pro que tenha piedade de nós e que interceda por nós. Vivemos na época do "secularismo" e do "relativismo". A fé está enfraquecida em muitos que se dizem cristãos e católicos. Peca-se facilmente. Renega-se ao Cristo e à sua vontade por pouca coisa. Cada vez mais "católicos" (pessoas que dizem que eram "católicas") sua religião por falsas doutrinas, por seitas, por superstições e crendices "mágicas" e "esotéricas". 
Que seu exemplo e o sangue derramado em seu martírio continue a suscitar verdadeiros cristãos que, como ele, estejam dispostos a dar a sua vida antes de trair a Cristo no mínimo que seja... 




Momento no qual o padre chega ao local de seu iminente martírio. Foi
condenado à morte sem direito a um julgamento. Padre Pro caminha para
a morte certa portando apenas um crucifixo e um rosário.


Padre Miguel Pro pede para rezar antes da execução. Pega
nos bolsos do paletó um crucifixo e um terço. Oferece
suas preces e seu perdão aos seus executores.


Padre Miguel Pro, de joelhos, perde perdão a Deus por seus pecados e reza
por seus executores, perdoando-os de todo o coração. O chefe do pelotão
mostrado na foto pede-lhe perdão pelo que irá fazer.


O padre Miguel estica os braços em forma de cruz, com o crucifixo na mão
direita e o terço na mão esquerda. Seu semblante é sereno.


No momento de receber os tiros, o padre exclama com voz
forte e corajosa: "Viva, Cristo Rey!"

O padre recebe os tiros e começa a cair ao solo.

O padre recebe os tiros e começa a cair no solo.

O padre Miguel cai, no entanto, ainda não está morto. Um soldado
aproxima-se e lhe dá o "tiro de misericórdia" na cabeça.

A alma heroica do mártir de Cristo é recebido no Céu pelos
Anjos.
O corpo do mártir chega ao necrotério.

O corpo do mártir é examinado no necrotério.
Funeral do Padre Miguel Pro. Uma multidão de fiéis seguiu seu
sepultamento,  apesar do grande risco que correu de ser abordada
e dispersada por tropas fiéis ao governo socialista. 


         Beato Miguel Agustín Pro, rogai por nós! Rogai pela América Latina, pelo México e pelo Brasil, nestes tempos tão difíceis! 

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