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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dia de Santo Elias, 20 de julho: Elias, o Monte Carmelo e a Virgem Maria!








                               Elias, o Monte Carmelo e a Virgem Maria!


“Flor do Carmelo, Videira Florida, Esplendor do céu, Virgem Mãe sem igual”



“Deus, então, falou a Elias: Vai apresenta-te a Acab; porque darei chuva sobre a terra” (1Rs 18,1) . Foi assim, revestido da benção Divina, que o profeta se dirigiu ao rei para anunciar chuva: “Disse Elias a Acab: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva” (1Rs 18,41). Não havia uma só nuvem no céu quando Elias anunciou a forte chuva.


Elias se prostrou diante de Deus pedindo a chuva, que Ele mesmo prometera. Por seis vezes orou e, no céu, nenhum sinal de chuva aparecia. Enviou seu servo para verificar se nas bandas do mar havia algum sinal de chuva, no entanto, ele voltou com a resposta negativa: “Senhor, não há nada, nem sinal de chuva” (1Rs 18,43). E sucedeu que na sétima oração: “Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar” (1Rs 18,44). Elias, diante do mínimo sinal, anunciou ao Rei: “‘Aparelha teu carro e desce, para que a chuva não te apanhe’ E veio uma grande chuva” (1Rs 18,45).


Os grandes santos marianos, e consequentemente toda a Igreja, interpretam essa passagem da escritura como um sinal, ou melhor, o primeiro sinal da presença de Nossa Senhora entre os homens. Pré-figuras há inúmeras, a mulher do Gênesis (Gn 3,15) as mulheres fortes do Antigo Testamento, etc. Mas o fato ocorrido no monte Carmelo indica algo a mais. A terra passava por um castigo, e esse castigo já durava sete anos. Não era qualquer castigo, mas uma seca prolongada… enfim, tudo estava em uma situação que merecia uma intervenção especial de Deus. O povo eleito havia abandonado o verdadeiro caminho.





O local escolhido para essa “teofania” foi o Monte Carmelo, geograficamente situado nas encostas de Israel com vistas para o mar Mediterrâneo. Seu nome – Karmel – possui o significado de “campo fértil”. Em sua extensão encontramos atualmente as cidades de Haifa, Tirat Hakarmel e Nesher.


Muita história possui essa pequena montanha. Suetônio, historiador latino, cita uma visita feita pelo imperador Vespasiano à montanha para implorar um confirmação de seus anseios, sentindo-se confortado sempre que de lá retornava.


Eliseu, discípulo do grande profeta Elias, após o aparecimento da nuvenzinha, continuou a habitar o Monte Carmelo, rodeado de “filhos de profetas” (cf. 2Rs 2,25; 4, 25; 4,38, etc.). Este lugar pode ainda hoje ser visitado. A caverna usada por ele recebe o nome de “escola dos profetas”.



Quantas são as imagens e os símbolos apresentados por Deus! Dessa pequena nuvenzinha proveio para a humanidade da época uma chuva que irrigou o país. Após anos de seca, castigo para o povo eleito, um prenúncio de chuva e bonança aparece.




Séculos transcorridos, essa nuvenzinha vê-se personificada: a Rainha dos Céus e da terra nasce. Traz ao mundo a mais bela de todas as chuvas, Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim como o orvalho anuncia muitas vezes a vinda de águas torrenciais, a Virgem Maria, “orvalho celeste”, traz-nos seu Divino Filho, nosso Redentor, que veio irrigar o mundo, não somente de seu tempo, mas inclusive dos tempos vindouros, com a graça, com os sacramentos, com a Santa Igreja.




Dia 16 de julho a Igreja em todo o orbe festeja a virgem do Carmo. Elevemos a Ela nossos olhares cheios de Fé. Não mais a procura de um sinal de chuva, como o Profeta Elias, mas certos de que essa “chuva” – a graça divina – está constantemente caindo, caindo… aguardando que a “terra” – os corações dos homens – se abra para acolhê-la, sendo assim germinada em profundidade.



Virgem Mãe do Carmelo, rogai por nós!



Fonte: http://novafriburgo.arautos.org/2013/07/elias-o-monte-carmelo-e-a-virgem-maria/







20 de julho: SOLENIDADE DE SANTO ELIAS PROFETA









ORAÇÃO 
Deus Todo-Poderoso e eterno, que concedeste a teu profeta Elias, nosso Pai, viver em tua presença e arder pelo zelo de tua glória, concede-nos buscar sempre teu rosto e ser no mundo testemunhas de teu amor. Amém.


MEDITAÇÃO
Elias, o homem da reconstrução da vida comunitária.
Elias reconstruiu o altar com doze pedras, símbolo da reconstrução das doze tribos (1R 18,30-32). A organização em tribos representava a nova maneira fraterna de conviver, diferente do jeito de viver no sistema do Faraó. É aqui também que se situa o centro da esperança do povo pelo retorno do Profeta Elias. Tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento, ambos eles esperam que Elias volte para “reconduzir o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais” (Ml 3,23-24; Eclo 48,10; Lc 1,17). A preocupação com a reconstrução da Vida Comunitária é o outro lado do desejo de contemplar e revelar o rosto de Deus como Javé. O que caracteriza a experiência de Deus na história do povo hebreu é a igualdade dos dois mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo (Lc 10,27; Mt 7,12). Deus se revela como Pai, o Deus de todos. A expressão humana desta fé em Deus como Pai é a organização da vida em comunidade. Uma comunidade dividida é a negação desta fé. Ela esconde o rosto de Deus.


Elias, o homem do fogo do Espírito
“O profeta Elias surgiu como um fogo, sua palavra queimava como uma tocha” (Eclo 48,1). “Por três vezes fez descer o fogo do céu” (Eclo 48,3).
No fim da sua vida ele foi “arrebatado num turbilhão de fogo, num carro puxado por cavalos de fogo” (Eclo 48,9).
O fogo é expressão da ação do Espírito (cf At 2,3-4). Elias passou a ser conhecido como o homem disponível para Deus que já não se pertencia. Deus podia dispor dele e arrebatá-lo como e quando quisesse (1Rs 18,12; 2Rs 2,3.5).
O próprio Deus passou a ser conhecido como o “Deus de Elias” (2Rs 2,14). Eliseu pediu: “Que me seja dada uma dupla porção do teu Espírito” (2Rs 2,9). O Espírito de Elias repousou sobre Eliseu, seu sucessor (2Rs 2,15). Os discípulos o reconheceram quando Eliseu, usando a capa de Elias, separou as águas do rio Jordão (2Rs 2,14). Elias, o homem do fogo do Espírito! A Regra do Carmo une Palavra e Espírito quando diz: “Que a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, habite abundantemente em sua boca e em seu coração, e tudo que vocês tiverem de fazer, seja feito na Palavra do Senhor” (Rc 19). Ela deseja para nós a “bênção do Espírito Santo” (Rc 1). Que o povo possa dizer de nós: “O espírito de Elias repousa sobre eles” (cf. 2Rs 2,15)


LADAINHA 
Senhor tende piedade de nós,
Jesus Cristo tende piedade de nós,
Senhor tende piedade de nós,


Deus Pai do Céu tende piedade de nós
Deus Filho Redentor do mundo tende piedade de nós
Deus Espírito Santo tende piedade de nós
Santíssima Trindade que sois um só Deus tende piedade de nós


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Mãe dos Carmelitas,
Santa Maria, Rainha dos profetas,
Santa Maria, honra e esplendor do Monte Carmelo,
São José, Patrono do Carmelo,


Santo Elias, Patriarca do Carmelo,
S. Elias, arauto da onipotência e da misericórdia divinas,
S. Elias, modelo dos monges,
S. Elias, honrado com a divina amizade,
S. Elias, homem de Deus,
S. Elias, pai e mestre dos profetas,
S. Elias, ponte entre as duas Alianças,
S. Elias, cuja missão foi continuada na palavra de João Batista,
S. Elias, que aparecestes com Moisés na Transfiguração no Monte Tabor,
S. Elias, conversastes com o Filho de Deus sobre a sua Páscoa,
S. Elias, que atestais o cumprimento da Lei e dos Profetas,
S. Elias, cuja tenda está no Céu,
S. Elias, profeta e testemunha da nova Aliança,
S. Elias, invocado por Jesus crucificado em sua agonia,
S. Elias, padroeiro dos órfãos e das viúvas,
S. Elias, patrono dos agonizantes,
S. Elias, punidor o pecado,
S. Elias, destruidor dos orgulhosos,
S. Elias, que ouvis o gemido dos sofredores,
S. Elias, que preservais intactos os ditos do Senhor,
S. Elias, que preparais o mundo para o juízo,
S. Elias, que purificais os corações com o fogo,
S. Elias, modelo de oração perseverante,
S. Elias, precursor do Messias,
S. Elias, que empurrais os tiranos à ruína,
S. Elias, sumo sacerdote e libertador,
S. Elias, guarda da pureza da lei de Moisés,
S. Elias, destruidor dos ídolos e demônios,
S. Elias, espelho da vida monástica,
S. Elias, fundador de uma nação Santa,
S. Elias, mestre dos Santos,
S. Elias, lutador contra o Anticristo,
S. Elias, indicado por s. Tiago como um exemplo de fé,
S. Elias, esperança do novo Israel,
S. Elias, esperança da Igreja a caminho,
S. Elias, estrela do coro dos profetas,
S. Elias, Pai e inspirador da Ordem do Carmo,


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende misericórdia de nós


V. Rogai por nós, santo Pai Elias.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória, fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amem.



Fonte: http://www.carmelitas.org.br/solenidade-de-santo-elias/


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

BEATO JOSÉ ALLAMANO, Presbítero, Pároco e Fundador

Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heroica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.


Já quando novo José Allamo tinha um profundo entendimento do Evangelho, e desde sempre tinha dentro de si a vontade de ajudar o próximo. Uma de suas frases mais célebres foi: Fazer bem o Bem. Essa frase resume bem a maneira de pensar e a vontade que José Allamo tinha em fazer a diferença com a sua bondade.


Boa parte dos esforços de José Allamo foi ao direcionamento de várias ações com caráter social, onde por muitos anos ele permaneceu atuando mesmo sem deixar levar as suas obrigações como sacerdote da Santa Igreja Católica.


José Allamano nasceu em 21 de janeiro de 1851 em Castelnuovo D'Asti, ao norte da Itália. A pequena cidade dedicava-se à agricultura e ao cultivo de vinhedo que cobriam as colinas e campos. Também a cidade natal de São João Bosco, “o apóstolo da juventude’'; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã. 
Sendo o quarto de cinco filhos, perdeu o pai quando ainda criança, aos três anos de idade. Como estudante foi um ótimo aluno, exemplar e muito aplicado. Tendo nascido em uma família verdadeiramente católica, pode exercer a sua fé com integridade e tranquilidade, num período histórico em que Roma já havia caído há centenas de anos, e pouco existia em relação a perseguições contra cristãos. Assim, desde muito cedo, José Allamo foi inclinado a seguir uma vida religiosa.
Passou sua vida em Turim, e foi ali que iniciou seus estudos ginasiais no Oratório de Dom Bosco, sendo o melhor da turma. Dom Bosco, descobriu no garoto, de apenas 11 anos, excelentes qualidades para torná-lo um membro da Sociedade Salesiana, mas o jovem Allamano tinha outro ideal: "Deus me chama agora... não sei se me chamará outra vez, dentro de três ou quatro anos!" diz aos seus irmãos - e com vontade própria e decidido, ingressa no Seminário Diocesano de Turim. Apesar da constituição física fraca, era espiritualmente forte e dedicou-se com entusiasmo ao estudo e à oração. Pedia sempre ao Senhor:

"Torna-me santo e não somente bom"




Em 20 de setembro de 1873 foi ordenado sacerdote na Catedral de Turim, com apenas 22 anos de idade. Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase:

 "Fazer bem o Bem".




Desempenhou com muita fidelidade sua função sacerdotal como Professor de Teologia, Reitor do Colégio Eclesiástico e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Consolata em Turim, pelo período de 46 anos. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias. Tinha projetos para o mundo; desde jovem seminarista, distinguiu-se por ter uma visão ampla dos problemas do mundo e da Evangelização.
Em 1887, em Roma, encontrou-se com o velho missionário, o cardeal Massaia, expulso definitivamente da Etiópia (África). Já naquela ocasião o Pe. Allamano manifestava seu ardente desejo de ser missionário.



Infelizmente, sua saúde era muito frágil e isto não lhe permitiu chegar, em termos geográficos, onde seus anseios e ideais o teriam levado.
No segredo do seu coração e para alguns mais íntimos, o Pe. Allamano tinha um grande sonho: dar início a um Instituto que agregasse padres e irmãos, dispostos a darem a vida pela Evangelização, da África inicialmente, e depois também dos outros continentes.
Superadas uma a uma as muitas dificuldades a respeito desse projeto, especialmente a mentalidade da época, chegou a hora da concretização do grande sonho.
Dia 29 de Janeiro de 1901, era oficializado, o Instituto Missionário da Consolata, para padres e irmãos. Apenas dois anos mais tarde, ele já estava enviando os primeiros quatro missionários (2 padres e 2 irmãos) para as missões do Quênia, país do Sudeste da África.
O trabalho de Evangelização expandia-se e as forças não eram suficientes. Bem cedo os missionários sentiram a necessidade da presença missionária feminina e pediram ao Fundador que enviasse religiosas para um trabalho complementar. Não era tão simples atender a este pedido, tendo em vista também, que as congregações femininas de então, não haviam despertado ainda para o carisma missionário além-fronteiras. Diante do impasse, o Pe. Allamano, indo para Roma, expôs a dificuldade ao Papa Pio X. Este logo lhe perguntou:
-"Por que não funda você mesmo um instituto missionário feminino?"
-"Eu não tenho vocação para isto, Santidade".
-"Não a tem? Pois bem, eu lha dou. Vá e comece a pensar nisto".



Para o Pe. Allamano aquela ordem manifestava a vontade de Deus e imediatamente começou a tomar as devidas providências. O novo projeto custou-lhe vários anos de trabalho árduo, muita reflexão, dificuldades e sacrifícios. Mas, os santos são assim. Diante do que sentem ser vontade de Deus, nada os detém.
Em 29 de janeiro de 1910, o padre Allamano fundou em Turim outro instituto para as Missões, o das irmãs Missionárias da Consolata. Com a fundação das Irmãs, o trabalho missionário se estende a outros países africanos: em 1916 na Etiópia; em 1922 na Tanzânia; em 1924 na Somália; em 1925, Moçambique. Em 1946 no Brasil e assim, sucessivamente em outros países da Europa, África, América e Ásia. Dizia que seus missionários eram portadores de esperança: “Esta é realmente obra do Senhor”.
Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heroica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.

Este mestre e benfeitor do clero foi chamado à casa do Pai serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a 16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa-Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália. Mas sua obra, que tinha sólidos alicerces, foi continuando. Muitos outros caminhos se foram abrindo e o Instituto foi alargando suas fronteiras. Os missionários e as missionárias da Consolata estão hoje presentes em 27 países.
Padre José Allamano é uma das figuras mais marcantes da Igreja de Turim, no final do século XIX e começo do XX. Um sacerdote que soube doar tudo de si no serviço à Igreja e soube também abraçar o mundo com seu amor filial a Nossa Senhora Consolata.
Ele foi um homem que sempre esteve profundamente preocupado com a realidade do mundo que o cercava, e seguindo a Cristo e a igreja, ele conseguiu colocar boa parte dos seus planos que eram considerados inovadores.
Todos esses planos, foram de profunda importância para maior avanço da igreja católica e para maiores avanços da ordem social, seja onde fosse a sua localidade de atuação.
Em 7 de outubro de 1990 suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja Católica Apostólica Romana, que o declarou Bem-Aventurado José Allamano, pela boca do Papa João Paulo II.



Allamano nos lembra que, a fim de permanecermos fiéis à nossa vocação cristã devemos aprender a compartilhar os dons recebidos de Deus, com os irmãos de todas as raças e todas as culturas; devemos anunciar com coragem e coerência o Cristo a cada pessoa que encontramos, especialmente aqueles que ainda não o conhecem”, dizia o Papa João Paulo II na homilia de beatificação de José Allamano .




Fontes:

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terça-feira, 18 de julho de 2017

BEATO JOSÉ NASCIMBENI, Presbítero, Pároco e Fundador


José Nascimbeni
Bem-aventurado
1851-1922
Fundou a Congregação das
Pequenas Irmãs da Sagrada Família





Durante 37 anos exerceu sua função de pároco em Castelletto, desempenhando uma intensa atividade pastoral e social, sobretudo em favor dos jovens, dos doentes e pobres. Teve um especial cuidado para com os enfermos, aos quais levava os sacramentos.
Durante a primeira guerra mundial se pôs a serviço de assistência aos soldados. Para atender às necessidades do povo pelas obras de caridade espiritual e corporal, fundou em 4 de novembro de 1892 as Irmãzinhas da Sagrada Família com a colaboração da Beata Maria Domenica Mantovani.




José Nascimbeni era o único filho do carpinteiro Antonio Sartori e da dona de casa Amadea. Ele nasceu em Torri del Benaco (diocese e província de Verona) em 22 de março de 1851 e foi batizado no mesmo dia. Cresceu e fez o curso primário na sua cidade natal. A família modesta economicamente, mas muito religiosa, rica em fervor a Deus, o enviou para o Colégio dos Jesuítas de Verona e depois para o Seminário diocesano.
Em 09 de agosto de 1874, recebeu o diploma de professor e foi ordenado sacerdote. Logo foi designado para a cidade de São Pedro de Lavanho, na diocese de Verona, como auxiliar do pároco e professor. Três anos depois foi transferido para a paróquia da pequena cidade de Casteletto de Brenzone, também em Verona. Quando o velho pároco morreu, as famílias influentes pediram para que o padre Nascimbeni fosse nomeado o seu sucessor, em 1885.

Padre Nascimbeni empenhou todo seu vigor na vida religiosa e civil daqueles mil habitantes. Estimulou as atividades dos paroquianos leigos, valorizando os talentos para a formação de associações e grupos religiosos. Teve igual empenho para o desenvolvimento da cidade, criando asilos, escolas para órfãos e internatos para crianças abandonadas. Para os jovens, ajudou a fundar uma fábrica de roupas, uma tipografia, uma fábrica de azeite e uma cooperativa rural. Para melhorar a vida dos habitantes conseguiu a energia elétrica, a água potável e uma agência postal.




Não se compreendia como, estando tão ocupado, ele ainda encontrasse tempo para se dedicar as orações e as penitências que se impunha de dia ou de noite. Ele rezava em qualquer lugar, com seu rosário bem visível e sem se incomodar com as ironias. Não era raro atravessar a cidade descalço, por ter dado seus sapatos a algum mendicante.





Padre Nascimbeni precisava de religiosas com urgência para cuidar das crianças, dos velhos, dos doentes e da paróquia. Mas não as encontrava. Foi então solicitar ajuda ao bispo, que o encorajou a fundar uma congregação de religiosas para suprir esta necessidade da comunidade.
Em 1892, ele e mais quatro jovens, que depois tomaram o hábito religioso, fundou a Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família. Estas religiosas hoje estão presentes em toda a Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. Dentre elas está a Beata Madre Maria Domenica Mantovani, considerada Co-fundadora, braço direito de Padre José Nascimbeni nessa obra.
Em 31 de dezembro de 1916 sofreu uma hemiplegia esquerda (isquemia cerebral) enquanto celebrava a Eucaristia, que o deixou paralítico. Foram cinco anos de sofrimentos físicos, orações e penitências. Aceitou essa enfermidade com paciência e fé até 21 de janeiro de 1922, quando veio a falecer. Tinha 71 anos de idade. Suas últimas palavras foram: “Viva a morte, porque é o princípio da vida”! Foi sepultado na Casa Mãe das Pequenas Irmãs da Sagrada Família, na cidade de Casteletto de Brenzone, Verona, Itália.
O Papa João Paulo II beatificou José Nascimbeni em 1988, em Verona, e dedicou o dia 22 de janeiro para sua homenagem.



Oração:

Ó Deus nosso Pai, que enriquecestes a tua Igreja com as virtudes e o serviço sacerdotal do vosso servo Beato José Nascimbeni, fazei que seguindo os exemplos de sua operosa existência, toda inspirada no mistério de Nazaré, vivamos em fidelidade e alegria os compromissos da vida cristã e, pela sua intercessão, concedei-nos a graça que agora confiantes vos pedimos. Por Cristo nosso Senhor. Amém


Fontes:

Imagens retiradas do Google Imagens.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

BEATA MADRE MARIA DOMENICA MANTOVANI, Virgem, Religiosa e Co-fundadora



Foi uma mulher simples, 

sábia, humana, 

amante da Palavra de Deus, 

“toda de Jesus”.

Nada de extraordinário 

na sua vida, se não o milagre

da vida quotidiana

santamente vivida.






A Beata Maria Domenica Mantovani, primogênita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, pequena cidade da região do Lago di Garda, Verona, Itália. no dia 12 de novembro de 1862, sendo seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini. Foi batizada no dia seguinte, 13 de novembro. Recebeu a Crisma no dia 12 de outubro de 1870 e a Primeira Comunhão no dia 4 de novembro de 1874. Teve em seus pais e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos.
Frequentou com grande proveito a escola primária, mas não pôde prosseguir os estudos por causa da pobreza da família. Supriram nela a falta de cultura os belos dotes de inteligência, vontade e grande bom senso prático. Desde criança mostrou-se muito propensa à oração e a tudo o que se referia a Deus. À base dessa profunda sensibilidade religiosa e cristã e de tanta riqueza de graça, que se desenvolveria sempre mais e irradiaria forte luz, estava o testemunho dos pais e dos familiares, gente simples, trabalhadora, honesta e rica de fé. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e, incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus.
Fonte privilegiada, da qual a Serva de Deus bebeu em grande quantidade a sua formação cristã, foi o Catecismo que, unido aos ensinamentos da família, ajudou-a a pôr sólidas bases para, ao longo do tempo, poder construir sua personalidade humana e cristã. Casa, escola e igreja foram os campos em que foi plasmado seu caráter desde menina e deram um precioso rumo a toda a sua vida.

Transcorreu toda a juventude, até os 30 anos, na família. Cresceu sã no espírito e no corpo, distinguindo-se sempre pela bondade, docilidade, transparência de vida e singular piedade. Já nos tempos de moça, tornara-se apóstola de suas coetâneas, que formava, oferecendo-lhes boas leituras e, sobretudo, o testemunho de sua vida.
A Serva de Deus tinha 15 anos, quando o Beato José Nascimbene chegou a Castelletto, primeiro como professor e coadjutor (1877-1885), depois como pároco (1885-1922). Desde sua chegada, Pe. Nascimbene tornou-se seu diretor espiritual, seguro e lúcido, e ela sua primeira e generosa colaboradora nas muitas atividades paroquiais. Era a alma da juventude de toda a paróquia e era por todos amada e ouvida.
Dedicava-se com muito zelo ao ensino do catecismo às crianças. Visitava e assistia, com caridade evangélica, os doentes e os pobres. Dessa maneira, ela era orientada pelo padre José Nascimbeni, que a levou a prosseguir na vida da perfeição.
Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras, às quais, gozando de forte ascendência, transmitia boas lições de vida.
Sendo devotíssima da Virgem Imaculada, aos 24 anos de idade, no dia 8 de dezembro de 1886, nas mãos de seu diretor e pároco Padre José Nascimbeni, fez o voto de perpétua virgindade. A devoção para com a Virgem Imaculada foi o respiro de sua alma. A intimidade com Jesus Cristo e a contemplação da Sagrada Família tornaram-se a força de sua vida.

Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Domenica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado “Pequenas Irmãs da Sagrada Família” ((6 de novembro de 1892)), cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação.
Maria Domenica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Nas atividades paroquiais e no governo do Instituto, a Serva de Deus foi sempre de grande ajuda ao Fundador, a quem queria muito bem e de quem foi sempre fiel intérprete de seus projetos e desejos.
Contribuiu muito na elaboração das Constituições, inspiradas na Regra da Ordem Terceira Regular de São Francisco, e na formação das Irmãs. Sua colaboração e o testemunho de sua vida contribuíram de modo determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou à do Fundador, imprimindo na espiritualidade da nova congregação religiosa as notas características que distinguiam sua vida e seu modo de agir na Igreja e no mundo. A obra do Fundador se confundia com a da co-fundadora no inculcar nas primeiras Irmãs o carisma recebido do Espírito Santo. A ação do Beato Nascimbene era intensa, forte, enérgica; a de Maria era delicada e escondida, embora também firme e longe de qualquer fraqueza. Ambas se apoiavam em eloquentes exemplos e pacientes esperas.
Nos escritos da Serva de Deus aparecem claras suas qualidades de mãe amorosa e boa, de mestra sábia e lúcida, zelosa e, às vezes, exigente.
Depois da morte do Fundador, ela, rica em virtude, sabedoria e prudência, continuou a guiar o Instituto, com fortaleza de ânimo, grande abandono a Deus e profundo senso de responsabilidade, desejosa de transmitir às filhas os ensinamentos do Fundador, para que o genuíno espírito das origens se conservasse e fosse vivido integralmente.

Antes de morrer, teve a consolação de ver aprovadas de forma definitiva as Constituições e o próprio Instituto, de ver a obra continuada por cerca de 1200 Irmãs espalhadas por 150 casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas atividades apostólicas e caritativas.
Aos setenta e dois anos de idade Madre M, dedicadas às mais variadas atividades apostólicas e caritativas.
A Serva de Deus, até o fim de seus dias, cresceu no caminho da santidade, dando provas de todas as virtudes, especialmente da humildade.
Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 02 de fevereiro de 1934, terminando sua gloriosa caminhada terrena. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa-mãe do Instituto, naquela cidade.

No dia 24 de abril de 2001, o Santo Padre João Paulo II, acolhendo e ratificando os votos da Congregação para a Causa dos Santos, a declarou venerável. E em 27 de abril de 2003 a beatificou, destinando sua festa para o dia de seu trânsito. A Igreja também celebra neste dia a Apresentação do Senhor.





diocesedeuruacu.com.br/maria-domenica-mantovani.html

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domingo, 16 de julho de 2017

SANTO ESCAPULÁRIO DO CARMO: devoção de muitos Santos e Santas na Igreja.





Hoje, Festa (Solenidade para os Carmelitas) de Nossa Senhora do Carmo, fugindo um pouco aos propósitos do blog, trago um belo texto sobre a devoção ao Santo Escapulário do Carmo, devoção praticada por muitos Santos e Santas, desde o séc. XIII até o presente momento. 

O Escapulário do Carmo é um sinal externo de uma devoção Mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria, através da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de Sua proteção maternal.
O distintivo externo desta inscrição ou consagração é o pequeno escapulário marrom, conhecido por todos. Quando o fiel se consagra a Ssma. Virgem, através do Escapulário do Carmo, passa a ter direito a todos os privilégios espirituais e indulgências que esta Santa Ordem possui, mediante a aprovação dos Santos Padres. Isto é, o fiel passa a ser irmão ou irmã do Carmo, com os mesmos direitos espirituais dos frades (Primeira Ordem), freiras e monjas (Segunda Ordem) e dos irmãos da Ordem Secular do Carmo (ex-Terceira Ordem): é, portanto, incluído, na grande família carmelitana. Dentre os tesouros espirituais que esta sagrada Ordem pode oferecer estão as milhares de Missas, que são celebradas pelos padres carmelitas de todo o mundo, nas intenções de toda a Ordem e família carmelitana.



Escapulário marrom, em tamanho reduzido, para ser usado por quem se
consagra a Nossa Senhora do Carmo. Existem vários modelos
e tamanhos. O que importa é que seja de pano, de preferência, lã natural. 


Como o irmão ou irmã do Carmo não pode usar um hábito religioso (não precisaria chegar a tanto), como fazem os frades e monjas carmelitas, pois muitos irmãos e irmãs do Carmo pertencem inclusive a outras Ordens e/ou Institutos religiosos, ou são pais de família, médicos, soldados, funcionários públicos, operários, etc, o Escapulário (também conhecido como “bentinho”) substitui o escapulário grande do hábito carmelita. Isto é, quem usa o Escapulário do Carmo, devidamente imposto por um sacerdote, de maneira devota, é o mesmo que estivesse usando o hábito carmelita. Portanto, o Escapulário do Carmo não é um “santinho”, uma “medalha”, ou um objeto religioso qualquer! Por isso, seu uso somente é válido quando é imposto por um sacerdote e com um ritual próprio para tal procedimento. É uma devoção muito séria e importante na Igreja. Sua história vara os séculos (750 anos).
O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sacramental; isto é, segundo o Concílio Vaticano II, “um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual são transmitidos efeitos sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja” (documento conciliar, constituição “Sacrossanctum Concilium”, capítulo III, antigo 60, nº 621).




II) ORIGEM E PROPAGAÇÃO

No final do século XII e princípios do XIII, nascia, no Monte Carmelo, na Palestina, a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria do Monte Carmelo (nome completo da Ordem dos Carmelitas). Por causa da dominação muçulmana, naquelas terras, cedo os frades se viram obrigados a emigrar para o ocidente.
Na Europa, tampouco foram bem recebidos por todos. Já existiam na época várias Ordens religiosas, e os Bispos queriam que não mais se fundassem novas Ordens, e sim, que as novas vocações fossem dirigidas para as Ordens já existentes. A própria população achava que os carmelitas eram “aproveitadores”. Por causa disso tudo, o Superior Geral da Ordem Carmelita, o presbítero São Simão Stock (natural da Inglaterra), varão de grande santidade, oração e penitência, vendo pesar sobre sua querida Ordem o perigo da extinção, e o peso esmagador do desprezo e da perseguição, se voltou para Maria Santíssima e, fervorosamente Lhe pediu que não desamparasse aquela Ordem a Ela consagrada, mas sim, que a protegesse e lhe desse maior estima. Repetia, incansável e incessantemente, todos os dias, a seguinte oração:







   “Flor do Carmelo,Videira  Florescente, Esplendor do Céu! Mãe sempre  Virgem e Singular! Aos carmelitas protegei com vosso amor, Ó Estrela do Mar!”









No ano de 1251, se realizou o prodígio: no dia 16 de julho, a mesma divina Senhora, a Bem-Aventurada Virgem Maria, comovida pelas súplicas de seu amado filho, lhe aparece acompanhada por uma multidão de Anjos e, tendo em suas mãos benditas o escapulário da Ordem do Carmo, lhe dirigiu estas notáveis palavras: “caríssimo filho, recebei o escapulário de vossa Ordem, sinal da minha confraternidade, privilégio para vós e, igualmente, para todos os irmãos do Carmo: todo aquele que morrer revestido deste Santo Escapulário, não arderá nas chamas do inferno, isto é, aquele que com ele morrer, se salvará! Este hábito é um sinal de salvação, uma segurança de paz e aliança eternas!”.



Essa grande promessa de morrer na graça de Deus quem, levando o Escapulário, piedosamente venha a morrer com ele, a recordava o Santo Padre Pio XII, em 11 de fevereiro de 1950: “e, em verdade, dizia o Papa, não se trata de um assunto de pouca importância, e sim, no conseguir a vida eterna em virtude de uma promessa feita, segundo a tradição, pela Santíssima Virgem”. É, certamente, o Santo Escapulário, como que uma “tábua de salvação” mariana, prenda e sinal da proteção da Mãe de Deus. Mas não pensem os que vestem essa “tábua de salvação” que possam conseguir a salvação eterna abandonando-se à perdição e à queda espiritual (viver em estado de pecado mortal)...”
Observação: o próprio Pio XII usava o escapulário desde os 08 anos de idade.

Publicado este privilégio milagroso, a Ordem do Carmo cresceu em merecimentos e em santidade; não só dentro dos conventos, mas também fora deles, muitas pessoas recebiam o Santo Escapulário (o de tamanho reduzido, obviamente): pontífices, reis, nobres, pobres e ricos, clérigos e leigos, de todos os tempos e lugares, se revestiam e dele se serviam como de um distintivo de filhos de Maria e forte escudo contra os inimigos da alma e do corpo. Sobre ele, o Cardeal Gomá o chamou de “devoção católica, como a própria Igreja”.




III) O PRIVILÉGIO SABATINO

A primeira promessa de Maria foi confirmada por outra feita, por Ela mesma, setenta anos depois ao Papa João XXII. Este papa declarou, em uma bula, que um dia, estando prostrado em oração, Maria lhe apareceu e disse-lhe: “João, Vigário de meu Filho, és-me devedor da alta dignidade a que chegaste, pois tenho rezado por ti e, como te tenho subtraído dos laços de teus adversários, espero de ti uma grande e favorável confirmação da Ordem do Carmo, que sempre me tem sido singularmente dedicada...Se entre os religiosos confrades (aqui estão incluídos os irmãos e irmãs do Carmo. Os Santos Padres consideram como pertencentes à família carmelitana, todos os que receberam o seu Escapulário), quando morrerem, se acharem alguns, cujos pecados tiverem merecido o Purgatório, eu descerei como sua terna Mãe, ao meio deles, no Purgatório, no sábado que seguir à sua morte; livrarei aqueles que eu lá encontrar e os levarei à Montanha Santa (o Celeste Carmelo) à feliz morada da vida eterna”.
Em 1950, o recordava S.S. Pio XII: “certamente, a piedosa Mãe não deixará de fazer que os filhos que expiam no Purgatório suas culpas, alcancem, o mais cedo possível, a Pátria Celestial, por Sua intercessão, segundo o chamado “privilégio sabatino”, que a tradição nos tem transmitido com estas palavras: “Eu, Sua Mãe da Graça, baixarei no sábado, depois de sua morte e a quantos – religiosos, terceiros e confrades – achar no Purgatório, os livrarei e os levarei ao Monte Santo da Vida Eterna”.



IV) CONDIÇÕES

A)            Para receber a grande graça de ser livre do fogo do inferno:

Receber o Escapulário bento e imposto pelo sacerdote (através de ritual próprio) e morrer com ele ou com a medalha (supletória) que o substitui depois de imposto.

B)            Para receber a graça do privilégio sabatino, isto é, ser liberto do Purgatório no sábado seguinte à morte, se para lá for:

1º) Condições do item A, mais:
2º) Guardar a castidade própria de cada estado (solteiro, casado, clérigo ou religioso).

3º) Reza diária de um pequeno ato de devoção a Nossa Senhora do Carmo indicada ou aconselhada pelo padre que impôs o Escapulário ou pelo padre confessor (dicas úteis: após a imposição do Escapulário, pedir ao sacerdote para indicar um ato de devoção a N.S. do Carmo). Exemplos de devoção que podem ser seguidos: rezar diariamente 03 Ave-Marias, ou 03 Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias; 07 Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias; o ofício de Nossa Senhora; o Santo Terço, etc. Obs: quem já reza diariamente o Santo Terço, não precisa rezar outro tipo de devoção, só se quiser.



O escapulário, usado corretamente, com
devoção mariana legítima, certamente
é sinal seguro de salvação eterna. 
V) QUEM PODE RECEBER O ESCAPULÁRIO?

Todos os católicos, que o peçam, o podem receber, imposto por um sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos de sentidos, pois se parte do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
É ótimo o costume de o pôr logo no dia do Santo Batismo.



VI) COMO É O ESCAPULÁRIO?

O Escapulário é de tecido de lã, de cor castanha ou preta, mas, o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário do Carmo, uma vez bento e imposto, não precisa de uma nova benção quando se substitui por um outro novo. A benção não está no Escapulário em si: a benção está na pessoa! A medalha sim, precisa de nova benção.
No dia 16 de dezembro de 1910, Sua Santidade o Papa São Pio X concedeu que o Escapulário pudesse ser substituído por uma medalha que tivesse: de um lado uma imagem de Nossa Senhora, sob qualquer invocação (do Carmo, de Lourdes, de Fátima, Auxiliadora, etc) e do outro lado, uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. Importante: não vale receber a imposição com uma medalha: somente com o escapulário. A medalha, quando for colocada, pode ser benta com um simples “sinal da cruz”, fazendo-se a intenção de usá-la para substituir o Escapulário.
O valor do Escapulário está no tecido (pois este simboliza a veste, o hábito carmelita), com a benção própria, e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, plastificado, pode-se mudar os cordões, etc.








VII) COMO E QUANDO USÁ-LO?

Usar sempre com respeito e devoção! O Escapulário é uma veste, uma espécie de hábito. Nos lembra que estamos vestidos com o manto protetor de Maria.
Devemos andar sempre com ele ou com a medalha supletória e, sobretudo, usa-lo à hora da morte.Nunca deixemos de usá-lo, mesmo ao tomar banho ou ao dormir. Infelizmente não sabemos em que dia, hora ou circunstâncias morreremos. Quem o recebeu e deixou de trazê-lo consigo (mesmo no caso de perda da fé ou da devoção), basta que comece de novo a usá-lo, ou a usar a medalha, sem precisar de nova imposição. A graça do Escapulário do Carmo está ligada ao nosso corpo e à nossa alma. Porém, é necessário usa-lo.
Curiosidade: Sua Santidade o Papa São Pio X concedeu que os militares em campanha de guerra possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez bentos pelo sacerdote e que, tendo acabado sua missão, continuem a usufruir  todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem terem de receber nova imposição pelo sacerdote.
Observação importante: certamente que o Escapulário não dispensa o fiel católico dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo como via normal para nos santificar; nem dispensa a prática das virtudes cristãs. Não “mete à força” no Céu as almas em pecado mortal, mas ajuda, pela intercessão de Maria Santíssima, a sair do estado de pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade. O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da Mãe de Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as lágrimas e dores de Maria Santíssima!



VIII) QUALQUER SACERDOTE PODE IMPÔR O ESCAPULÁRIO?

No dia 28 de janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu que todos os sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substituí-lo pela respectiva medalha, pois, até esse dia, era privilégio dos padres carmelitas ou de outros sacerdotes autorizados pela Santa Sé. Isto mostra o desejo da Santa Igreja e do Espírito Santo que a move de que todos o tragam consigo.



IX) PROTEÇÃO MATERNAL DO ESCAPULÁRIO (Veste de Maria)

Por seu profundo simbolismo mariano, pelos privilégios e pelo grande amor e maternal assistência, que tem manifestado, pelos séculos, a Santíssima Virgem do Carmo, a quem veste, devotamente, seu Escapulário, é que tão prodigiosamente se tem estendido pelo mundo esta piedosa devoção de vestir o Escapulário (são já 750 anos de história!).

Usar o escapulário não autoriza ao fiel
viver uma vida relaxada espiritualmente.
Ao contrário, estimula a prática das
virtudes, o santo temor de Deus e
o desejo de um dia ir para o Céu. 
Aqui enumero as razões do valor espiritual da devoção do Escapulário:

1) Sobretudo por seu rico simbolismo: ser filho de Maria. Ver no Escapulário todas as virtudes de Maria; ser símbolo de nossa consagração filial à Mãe amável.
2) Por morrer na graça de Deus, quem o vestir devotamente durante a vida.
3) Porque sairá do Purgatório, o quanto antes, quem morrer devotamente com ele.
4) Por conceder a proteção de Maria Santíssima em todos os momentos da vida, na hora da morte e também na outra vida. “Na vida, protejo; na morte, ajudo; depois da morte, salvo”: estas são suas credenciais!
5) Pelos inumeráveis prodígios que tem obrado durante os séculos.
6) Pelas relações com Suas aparições mais recentes, como em Lourdes e Fátima (no dia 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos como Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora das Dores e como Nossa Senhora do Carmo: nesta última visão, Maria Santíssima apareceu estendendo o Escapulário ao mundo, como que pedisse insistentemente que todos o usassem).
7) Pelas muitas indulgências (plenárias e parciais) que desfrutam aqueles que vestem este Santo Hábito da Virgem Maria.



X) O PROFUNDO SIGNIFICADO DO SIMBOLISMO

Ao vestir o Escapulário, e durante toda a vida, é muito importante que saibamos apreciar seu profundo e rico significado, como o de pertencer a uma Ordem, a do Carmo, coma a obrigação de viver segundo sua rica espiritualidade e seu próprio carisma. Quem veste o Escapulário deve procurar ter sempre presente a Santíssima Virgem em seu coração, em sua vida e tratar de imitar suas santas virtudes, sua vida exemplar e agir como Ela, Maria, agiu, segundo suas próprias palavras: “Eis aqui a escrava do Senhor: faça-se em mim, segundo tua palavra”.


O Escapulário do Carmo é um memorial de todas as virtudes de Maria! Assim o recordava o Papa Pio XII a todos: religiosos, seculares e confrades, “que formam, por um especial vínculo de amor, uma mesma família da Santíssima Virgem Mãe”. E completou o Santo Padre:
- “Reconheçam nesse memorial da Virgem um espelho de humildade e castidade”.
- “Vejam, na forma simples de sua feitura, um compêndio da modéstia e candor”.
- “Vejam, sobre tudo, neste objeto de devoção, que vestem todo o dia e noite, significada, com simbolismo eloqüente, a oração com a qual se invoca o auxílio divino”.
- “Reconheçam, por fim, nele, sua consagração ao Sacratíssimo e Imaculado Coração de Maria, por nós (isto é, pelo Papa) recentemente recomendada”.


O Santo Escapulário do Carmo é o segundo maior sacramental mariano, logo após do Santo Rosário. A devoção a esse simples objeto, feito de pano marrom, mas que simboliza a proteção e a presença de Maria, que nos envolve qual uma veste, é sinal seguro de perseverança final e de salvação. Você sabe muito bem como Deus se utiliza do que é simples e "fraco" neste mundo para confundir e derrotar o que é forte. Não nos esqueçamos do velho e "infértil" Abraão, do "escravo" José do Egito, do "gago" Moisés, do "medroso" Jeremias, do "velho" Simeão, da "mulher" Judite, dos velhos Isabel e Zacarias, do "carpinteiro" José, da pobre virgem Maria de Nazaré, do jovem Jesus de Nazaré, o "filho do carpinteiro", do pescador Simão Pedro, etc.
Certamente satanás tem ódio mortal do simbolismo do Escapulário: um simples pano de (para "aquecer o frio de nossas almas") marrom (cor da penitência e da humildade. Essa palavra deriva da palavra "húmus" = chão, terra, lama), que reveste o fiel à frente e às costas (para nos lembrar que Deus nos acompanha e nos conhece tanto no passado, no presente e no futuro) e que deve ser utilizado constantemente (para nunca nos esquecermos que Deus e sua Santíssima Mãe sempre nos acompanham, mesmo quando dormimos ou quando às vezes não pensamos nEles).
Certamente ele (o maligno) fará de tudo, se utilizará dos mais "sábios" argumentos para fazer que nós "compreendamos" que o escapulário é uma besteira, uma tolice, coisa de beatas de igreja, que o que vale é a "fé dentro de nosso coração", etc... Que tolos os que se deixam levar pelos "conselhos maravilhosos" de tão "maravilhoso professor"...



XI) INDULGÊNCIAS (Plenárias e Parciais)


A)            Indulgência Plenária

Gozam do privilégio de alcançar a Indulgência Plenária de todos os castigos e penas temporais do Purgatório merecidas pelos pecados cometidos até o dia da Indulgência, todos os confrades carmelitanos que se confessarem e piedosamente comungarem nos seguintes dias ou festas:

- No dia  no qual se veste o Escapulário (que é o dia da inscrição na família carmelitana).

- Nas seguintes festas e solenidades:
         * 16 de maio: memória de São Simão Stock, Presbítero.
         * 16 de julho: Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, nossa Mãe Santíssima e Rainha de Nossa Ordem.
         * 20 de julho: Festa de Santo Elias, profeta.
         * 01 de Outubro: Festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja.

          * 15 de Outubro: Solenidade de Nossa Santa Mãe Teresa de Jesus, Virgem e Doutora da Igreja.
          * 14 de novembro: Festa de Todos os Santos Carmelitas
          * 14 de dezembro: Festa de Nosso Santo Pai João da Cruz, Presbítero e Doutor da Igreja.
            
B)            Indulgência Parcial

Ganha-se Indulgência Parcial (100 ou 300 dias) por usar piedosamente o Santo Escapulário. Pode-se ganhar não somente por beijá-lo, se não, por qualquer outro ato de afeto, respeito e devoção. E não somente o Escapulário, se não também a medalha supletória.




XII) RECOMENDAÇÃO PONTIFÍCIA

Desde o século XVI – quando se estendeu por toda a cristandade o uso do Escapulário do Carmo – quase todos os Papas têm-no vestido e propagado sua devoção: Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VIII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Alexandre VII, Pio IX, São Pio X, Bento XV, Pio XI , Pio XII, Paulo VI e João Paulo II (este pertencente à Ordem Carmelita Descalça Secular). Através de bulas apostólicas, os Papas vem cumulando de favores espirituais a Ordem e confrarias do Carmo, aconselhando seu uso, estimulando e premiando esta devoção!
Basta recordar aqui o que o Papa Paulo VI, tratando das linhas assinaladas pelo Vaticano II, disse: “Cremos que entre estas formas de piedade Mariana, devem contar-se expressamente o Rosário e o uso devoto do Escapulário do Carmo”. E adiante, tomando as afirmações de Pio XII: “Esta última prática, por sua mesma simplicidade e adaptação a qualquer mentalidade, tem conseguido ampla difusão entre os fiéis, com imenso fruto espiritual”. O Papa João Paulo II, que é Carmelita Descalço Secular, recordou, em diversas ocasiões, que veste, com devoção, desde menino, o Escapulário do Carmo.
A Solenidade da Virgem do Carmo – 16 de julho – está entre as festas “que hoje, por sua difusão alcançada, pode ser considerada uma festa verdadeiramente eclesial”. (M.C. 8)



ALGUNS EXEMPLOS DE SANTOS DEVOTOS DO ESCAPULÁRIO DO CARMO (da Ordem Carmelita, seculares ou de outras congregações): 

Muitos Santos foram devotos usuários do Escapulário do Carmo. Entre esses, podemos citar os nomes de: São Pedro Clavér (missionário jesuíta), Santo Afonso Maria de Ligório (bispo, fundador dos Redentoristas e Doutor da Igreja), São Carlos Borromeu (Arcebispo de Milão, seu padroeiro), São Francisco de Sales  (Bispo e Doutor da Igreja), São João Maria Vianney, o Cura d’Ars (Padroeiro dos Párocos), Beato Batista Mantovano, São Pompílio Pirrotti, São João Bosco (Educador e Fundador dos salesianos), São George Precca, sacerdote maltês, apóstolo do Escapulário na Ilha de Malta, Santa Teresinha  do Menino Jesus (a Padroeira dos Missionários e Doutora da Igreja), São João da Cruz (grande místico , mestre da espiritualidade, Carmelita Descalço e grande colaborador de Santa Teresa de Jesus na reforma espiritual da Ordem Carmelita), Santa Maria Madalena de Pazzi (grande mística), Santa Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz. Famosa filósofa judia alemã, se converteu ao catolicismo graças à leitura da autobiografia de Santa Teresa de Jesus: “O Livro da Vida”. Mais tarde fez-se carmelita descalça, e morreu mártir da fé em 1942 no campo de concentração de Auchwitz), Santa Elisabete da Trindade (famosa mística carmelita descalça, grande apóstola do mistério da Inabitação da Santíssima Trindade na alma), etc. Observação: alguns desses santos, apesar de não pertencerem diretamente à Ordem do Carmo, eram pertencentes à irmandade do Carmo, por isso, são membros da grande família carmelitana. No Céu, intercedem por nós também!


São George Precca foi um grande devoto
e divulgador da devoção na Ilha de Malta

São João Paulo II usava o escapulário
desde criança. 


Foto do Papa São João Paulo II, quando jovem,
mostrando que usava o escapulário do Carmo.




XIII) OBJETIVO PRINCIPAL

Maria será sempre caminho para chegar a Jesus (LG 66 e MC 32). Entre as devoções que os cristãos dedicam ao honrar Maria Santíssima – dizia Pio XII em 11 de fevereiro de 1950 – “deve-se colocar, antes de tudo, a devoção do Escapulário dos Carmelitas”.
Por isso recomenda-se, vivamente, que se leve, dia e noite, o Escapulário – vestido de Maria. Porém seu uso permanente não é indispensável para ganhar as indulgências.
O Escapulário de tecido – que se recomenda, por simbolizar melhor a veste de Nossa Senhora do Carmo e a consagração a Maria – pode ser substituído, como já comentado, pela medalha supletória.
Quem veste o Escapulário, deve distinguir-se por uma profunda, sincera e filial devoção à Santíssima Virgem, esforçando-se sempre por conhecer, amar, imitar e divulgar o Nome de Maria, já que a Ordem do Carmo – a qual pertence, por vestir seu hábito – tem como finalidade, viver sua vida e estender seu culto. O título oficial dos carmelitas é este: Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.


XIV) MEU LEMA COMO IRMÃO OU IRMÃ DO CARMO

Tudo isso deve animar os cristãos a vestir com devoção o Escapulário da Virgem Maria, que tantos prodígios tem feito através dos séculos e que nos promete uma ajuda especial e proteção maternal da parte de Maria Santíssima. Este será meu ideal e meu lema que procurarei viver a todo custo:

            * Que meu Escapulário me acompanhe sempre.
            * Que nele eu veja sempre minha Mãe Celestial.
            * Que ao beijá-lo o faça com amor de filho e prometa amá-La mais e servi-La melhor.
            * Que sua lembrança (recordação) e sua presença em meu peito me anime a ser mais fiel a Seu Filho e a Ela.
            * Que nele eu veja gravadas (escritas) todas as virtudes de minha Celeste Mãe e trate de vivê-las.
            * Que sua constante presença sobre meu coração me ajude a evitar o pecado e a praticar a virtude.
            * Que sua recordação nunca permita que me esqueça dEla e assim possa estar seguro de que Ela não me abandonará.



XV) MATÉRIA, BENÇÃO E IMPOSIÇÃO (ritual anexo)

A Sagrada Penitenciária Apostólica (órgão do governo da Igreja que avalia, orienta, aprova ou desaprova as devoções) – de quem depende esta legislação – tem declarado que se recomenda o uso tradicional do Escapulário quanto ao tamanho, material, cor, etc. Porém, que se pode usar também outros materiais.
Qualquer sacerdote pode benzer e impor o Escapulário do Carmo aos fiéis em geral. Ara se estar inscrito na confraria organizada ou na Ordem Secular (tanto do ramo descalço como calçado), este sacerdote deve estar habilitado (autorizado) pelo Superior Geral ou Prepósito Geral dos Carmelitas. Os simples fiéis leigos não podem impô-los em si próprios e nem em outrem.




FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

* El Escapulário Del Carmem (terceira edição). El Carmem A.M.C., Onda (Castellón), Espanha. Publicação dos Frades Carmelitas Calçados.
* O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Editora Santuário, Aparecida do Norte (SP).
* Escapulário do Carmo (panfleto). Edição do “Cavaleiro da Imaculada”. Avenida Camilo, 240. Porto – Portugal.
* Escapulário do Carmo, A Força do Fraco. Frei José Fragoso Filho, O.Carm. . Edições Paulinas – 1988.